domingo, 27 de novembro de 2016

Competição e Confusão

  Estou lendo o livro No Contest, de Alfie Kohn (até onde sei nunca traduzido para o portugês - mas outro livro seu, Punidos pelas Recompensas, já foi traduzido). Uma possível tradução do título seria algo como "Sem Concurso: o Caso contra a Competição".
No Contest
Aqui uma tradução do resumo do livro segundo o Goodreads: "Sem concurso é a crítica definitiva da competição. Ao contrário da sabedoria aceita pela maioria, a competição não é básica para a natureza humana; Ela envenena nossos relacionamentos e nos impede de fazer o nosso melhor. Nesta nova edição, Alfie Kohn argumenta que a corrida para ganhar transforma todos nós em perdedores."

Não lembro quando exatemente comecei a me interessar pelo tema, mas lembro que Christopher McDougall fala contra a competição em Natural Born Heroes, o pessoal do Parkour é contra competições, o pessoal do MovNat foca em cooperação.

O livro é bem completo. Qualquer argumento que você lembrar do tipo "Ah, mas competição melhora X" ou "competição é boa para Y", o livro aborda e deixa claro (na minha visão) que não é verdade. Por exemplo, o livro deixa claro que participar de competições não melhora o desempenho de um grupo.

O livro diz também que "competição consigo mesmo" não é competição. Portanto, se você participa de corridas em busca de seu recorde pessoal, sem problema! Mas se participa buscando troféu, de categoria, aí o livro pode ser bem útil para você. Segundo o livro, pesquisas mostraram que gente com pouca autoestima é quem se dá melhor em competições.

Uma coisa que observei também é uma certa associação entre competição e confusão: doping, brigas entre torcidas, etc.


domingo, 20 de novembro de 2016

Exemplo de Movimento Primal/Paleo - 20/11/2016

Saí caminhando. Caminhei por um a dois minutos e depois comecei a correr leve. A corrida foi em ritmo Maffetone ou ainda mais leve, mas sem medir a Frequência Cardíaca, usando apenas a respiração como indicador. Isto é, se dava para correr tranquilo com a boca fechada, estava num ritmo bom.

Aos 11 minutos cheguei à Academia ao Ar Livre do Orleans. Lá me movi nos aparelhos disponíveis, mas não da forma que eles sugerem, claro. Sempre uso os aparelhos para fazer movimentos inspirados em Parkour e Calistenia. Ao lado da Academia tem um Jardinete com uma árvore que também gosto de escalar. É uma árvore baixa e segura. Não é meu objetivo me arriscar a cair.

Depois de 10 minutos entre a Academia e a árvore, comecei a voltar. Primeiro caminhando. Depois correndo levemente. E por fim caminhando mais um pouco. No trecho final de caminhada achei um local onde gosto de treinar cat walk (do Parkour). Mas hoje não estava com vontade a apenas me equilibrei em pé lá. Caminhei mais um pouco e foi o fim de treino, com 35 minutos de duração.





domingo, 9 de outubro de 2016

Lojas de artigos esportivos

Hoje em dia entro em lojas de artigos desportivos (hoje foi na Centauro) e acho que quase nada do que se vende lá é usável. Os calçados são ruins. Não preciso de camisetas tecnológicas (de algodão acho ainda melhor).

Luvas especiais? Para quê?

Patins? Tava em "promoção" hoje por 500 reais.Muita complexidade para pouco movimento funcional.

Queria mesmo era umas barras dessas em casa:

Praça 29 de Março, Curitiba


Mas acho que se tivesse em casa não iria valorizar tanto.

domingo, 18 de setembro de 2016

Subindo em (Escalando) Árvores


Ontem escalei uma árvore e um menino perguntou: o que você está fazendo? (ele estava se juntando a um colega para jogar futebol). Eu respondi que estava subindo na árvore. Hoje em dia estamos tão longe da natureza que subir numa árvore é considerado algo estranho... :)



Uma coisa que estava pensando é: não precisamos subir bem alto numa árvore. Basta um pouco. Eu geralmente chego a uns 2m de altura. Quanto mais alto, maior o risco de queda e pior a queda.

O livro abaixo é um guia para escalar árvores. Li a amostra da Amazon apenas.


The Tree Climber's Guide

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domingo, 11 de setembro de 2016

Voltas e Curvas

Estava pensando numa coisa durante meu treino de hoje.

Em primeiro lugar deixem-me descrever meu treino: foi um treino bem leve de corrida (apenas corrida) na vizinhança. Percorri aproximadamente 6 quilômetros em 52 minutos. E foi assim: saí de casa e fui correndo lentamente até chegar num ponto em que o meu relógio com GPS marcasse aproximadamente 3 Km. Aí voltei.



E é chato voltar pelo mesmo caminho. Até pensei em voltar por um caminho diferente mas aí iria estragar meu plano de fazer pelo menos 6 Km.

Nisso pensei nas pessoas que reclamam das provas que são em duas ou mais voltas.

Por exemplo, vai acontecer em Curitiba uma prova de 5Km em duas voltas dentro do estacionamento de um shopping. Parece chato, não é? E deve ser mesmo. Já fiz prova com até 3 voltas (parkrun Durham, NC). Era chato mas pelo menos a gente via os corredores indo na direção oposta e nos cumprimentávamos.


Mas por que é chato? Minha teoria: o ser humano não evoluiu correndo e voltando ao mesmo lugar. Se ele evoluiu correndo, as corridas eram de um ponto a outro.

As provas em geral tentam enganar nosso cérebro fazendo percursos em loop, em que você larga e chega no mesmo lugar, mas passando por pontos diferentes. Mas algumas provas são ponto-a-ponto, como a Maratona de Nova Iorque: você larga em um lugar e chega em um lugar bem distante da largada.

O que eu fiz hoje é muito chato porque eu fui e voltei pelo mesmo caminho sem ao menos dar um intervalo entre a ida e a volta. O ser humano deve ter evoluído fazendo Corrida-Transporte, isto é, usando a corrida para ir de um ponto A a um ponto B. Não fazendo percursos de ida e volta.

Expandindo mais um pouco lembro que a prova mais popular do atletismo de pista são os 100 metros rasos. Ela e os 200 metros rasos (e excluindo provas com barreiras, que na minha opinião são aberrações) são as únicas provas em que não se dá nem mesmo uma volta na pista do atletismo.

Dar voltas é chato. A prova de 400m dá uma volta apenas, menos mal. 800m são duas voltas. Mas os corredores dos 10000m chegam a dar 25 voltas. Deve ser extremamente chato. É chato para quem assiste.

Mas os 100m tem uma vantagem adicional sobre os 200m: não tem curvas. Para quem assiste a curva é chata pois dificulta ver quem está na frente. Para quem corre também deve ser ruim. Será que é por isso que quando faço meus treinos de tiros de 200m, 400m, 800m eu prefiro treinar na rua ou ir ao Lago da Universidade Positivo do que ir para a Pista? No Lago ainda tem curvas, mas dá para fazer uns 300m (talvez mais) quase em linha reta. Já na Pista não dá, claro.

Outra coisa que pensei durante o treino foi sobre a intensidade. Meu treino, como já disse, foi bem leve. Acho que, com isso, maximizei o uso das estruturas elásticas do meu corpo. E fiz o treino usando as sandálias Xero Shoes, que também ajudam neste aspecto. E fiz com a boca fechada a maior parte do tempo, também no estilo minimalista-aeróbico. Não tenho nenhuma grande evidência (além deste livro) mas acho que a combinação:

  • correr lentamente
  • com calçado minimalista ou descalço
  • com a boca fechada
  • usando a corrida como meio de transporte
é a forma mais paleo/primal de correr.

PS: Tenho que registrar este comentário do Ralph Tacconi que foi feito lá no Facebook, principalmente pela frase final que dá uma ótima ideia: "Nossa, penso exatamente isso. Acho chato ir e voltar. Loops então, chatíssimo. Meus longos são sempre de ponto A a B e volto de condução."

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