Eu geralmente corro nos parques e ruas de Curitiba. Quando corro nas ruas, geralmente corro nas calçadas por causa dos carros. Em algumas provas, tenho a oportunidade de correr nas ruas por onde passam os carros. Geralmente as ruas são melhores do que as calçadas, mas nem sempre.
Abaixo fotos de alguns dos pisos de calçadas e ruas de Curitiba.
CORRIDA DE RUA SÃO JOSÉ DOS PINHAIS - 1ª Etapa
Ainda dá para se inscrever. Não está cara. Já me disseram que a prova será ótima. E o Samuel Cardeal Goulart, Chefe de Divisão de Eventos Populares da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SEMEL) de São José dos Pinhais me disse que o percurso foi aferido. Isto é, tem exatos 10Km. A prova tem também opção para 5Km.
Antes disso, no próximo domingo (5 de maio) devo participar da Corrida Unidos pela Vida - Rebouças. As inscrições já foram encerradas. É um percurso ótimo, bem plano (pros padrões de Curitiba). Tem evento no facebook. Uma vantagem é que será por uma boa causa: ajudar o Hospital Pequeno Príncipe, uma excelente instituição (hospital e centro de pesquisa em pediatria) daqui de Curitiba.
O segundo destaque da prova foi a quantidade de inscritos. As inscrições acabaram antes do fim do prazo. Por esta razão muitos não conseguiram se inscrever. Muitos corredores estavam lá, num frio relativo de uns 15 graus, no belo local que é a Associação Copel (Copel é a empresa de energia elétrica do Paraná). Segundo o Adilson Pereira, que estava nesta mesma corrida no ano passado, foi aproximadamente 3 vezes o público de 2012. Acho que isto é um sinal de que as corridas em Curitiba estão crescendo, principalmente as que não são tão caras. Para algumas pessoas, a corrida de hoje custou R$ 23,90.
O percurso é bem rústico mesmo. Não é tão bonito, pois é uma região em parte industrial. É quase uma corrida Cross Country, como a de que participei na semana passada. Talvez a única diferença é que hoje foram só 9,9Km. O percurso pode ser visto abaixo. A primeira imagem é do Linha de Chegada, a partir do registro que fiz com meu celular com GPS:
A segunda imagem (clique na imagem para ver maior) foi fornecida pela organização da prova:
O percurso é cheio de ruas não pavimentadas. Portanto, para correr descalço esta prova tem que ser muito, mas muito ninja mesmo (talvez o Arnoldo Boson Boson consiga). Fui com uma huarache de 10mm de espessura. A ideia era justamente testar a adequação dela para provas neste estilo. Deu certo. Não senti nenhuma pedra (diferente do que aconteceu na prova da semana passada). Não é o ideal; 10mm é espesso demais para o meu gosto. Mas para este percurso era o jeito.
Minhas parciais de ritmo podem ser vistas abaixo, registradas pelo RunKeeper. Dá pra ver claramente que nas descidas eu acelerava e nas subidas diminuía. Normal.
Atenção: as parciais acima não são precisas pois (1) GPS não é preciso e (2) sempre inicio o GPS antes da largada e vou caminhando/trotando até o tapete de largada.
Desta vez não controlei os batimentos cardíacos. Só fui observando e sentindo. A média ao longo da prova foi de 170! Sabendo que meus batimentos máximos são 187, é mais de 90% do máximo. O pico de BPM foi 184, pois em nenhum momento dei todo o meu gás. Talvez faça isso no próximo domingo, mas hoje não queria fazer isso.
Meu tempo (cronometrado por mim) foi de 51 minutos e 35 segundos, para aproximadamente 9,9Km. Fiquei satisfeito. Objetivo cumprido.
Alguns fatos tristes na corirda de hoje: uma corredora que se acidentou. Um corredor que teve pertences do seu carro roubados. Acho que foi a cadeirinha de criança e o som. Ele tinha deixado o carro numa subida que vai para a COPEL (do lado de fora da COPEL). Soube também de um corredor que caiu de uma ponte, mas não tenho os detalhes.
Um dos pontos positivos da prova foi ver a atleta guia Tamy Cecy
acompanhando o Fernando Tenório (leia sobre eles aqui). Segundo a Tamy, as descidas desta
prova tornaram a prova ainda mais difícil para ela e para o Fernando.
Parabéns, Tamy e Fernando!
Encontrei vários amigos antes e depois da corrida. Não vou conseguir lembrar de todos os nomes. Perdoem-me se esqueci alguém. Aqui vão os nomes de que me lembro: Marcos, Cátia, Edson, Sergio, Annie, Cleia, Glacymar, Dayse, Tamy, Fernando, Ademir.
Como ainda não tenho foto desta prova, abaixo vai uma foto da prova da semana passada:
Aqui em Curitiba, por diversas razões, teremos duas atividades.
No sábado, 4 de maio, às 8h30, teremos um encontro no Parque Barigui. O local de encontro será este, o mesmo do ano passado.
A ideia deste encontro é discutir as vantagens e desvantagens de correr
descalço e com calçados minimalistas, entre outras questões. Depois da
conversa, sairemos para um trotinho (1 a 2 Km) no Parque. Calçados e
descalços são todos bem-vindos!
No domingo, 5 de maio, haverá a tradicional Corrida do Rebouças, da qual participarei correndo os 10Km. A ideia é promover outro encontro logo após a chegada, por volta de 8h30, em frente ao Estádio do Paraná Clube, no estacionamento.
Se você tiver interesse em participar, inscreva-se postand um comentário aí embaixo.
PS (30/04/2013): Recebi a mensagem abaixo da TJ, presidente da Barefoot Runners Society. Isto significa que o evento em Curitiba é parte oficial da programação do IBRD 2013.
Hi
Adolfo,
Thank
you for adding an IBRD event for Brazil. We are pleased to have you all
join us. Be sure to take lots of pictures to share with us, as I plan on
putting together a post IBRD report.
I hope
all this will help to get the word out to increase your attendance. Next year, if you would like to take part
again, please contact us sooner, so we can help publicize it for you
longer.
Hoje aconteceu, em Rio Negro-PR e Mafra-SC, a Segunda Meia Maratona Rio Mafra. Foi a primeira vez que corri em outro estado (Santa Catarina) e em uma cidade que não seja da Região Metropolitana de Curitiba.
A altimetria da prova é bem desafiadora (dá pra ver na figura abaixo e, até melhor, no Linha de Chegada). Quase nenhum trecho plano. Todos os que decidiram participar da prova sabiam disto e, acredito, estavam preparados. A largada acontece em Rio Negro e logo entra-se em Mafra. Depois de vários quilômetros em Mafra, volta-se a Rio Negro, onde a prova termina (após vários quilômetros também em Rio Negro).
Além disso, esperávamos também bastante calor (apesar de que a previsão na sexta-feira era de que fosse chover hoje, durante a prova, o que não aconteceu). O sol estava bastante forte. Infelizmente, esqueci de passar o protetor solar e me queimei um pouco, mas nada grave (afinal, a prova terminou 10h30). Também esqueci de passar lanolina. Na verdade, achei que não precisaria mas teria sido útil.
A prova aconteceu a 100Km de Curitiba e 300Km de Florianópolis. Portanto, apesar de ser uma prova em dois estados, o público-alvo mesmo foram os corredores de Curitiba, que prestigiaram a prova comparecendo em peso. Não tenho ainda o número de concluinte, que deve ser divulgado no site em breve.
Vamos aos pontos negativos da organização da prova:
1 - o mais grave: faltou água em alguns postos de hidratação. Lembro de ter faltado no km 5, mas faltou em outros também. No calor que estava, muitos corredores se revoltaram. Dá pra ler algo da revolta aqui.
2 - em alguns momentos, o tráfego não foi controlado. Lembro de um trecho que em que tive que correr preocupado com um ônibus.
3 - Só tinham 5 banheiros químicos. Três para as mulheres e 2 para os homens. Formou-se uma imensa fila em frente aos banheiros poucos minutos antes da largada. Alguns podem até ter sido prejudicados com isso. Quando fui usar o banheiro, nem tinha papel. Muito desagradável.
4 - Os kits completos seriam entregues em Curitiba. Mas, devido a um problema, em Curitiba foi entregue apenas o chip e o número de peito. Todos tiveram que pegar a camiseta e o boné em Rio Negro.
Em relação aos problemas 1 e 3, a organização não tem como se justificar dizendo que foi por excesso de "pipocas" (pessoas que correram e não pagarama inscrição). A quantidade de pipocas nesta corrida foi mínima.
Pontos positivos:
1 - O percurso é duro porém bonito em alguns trechos.
2 - A população de Rio Negro e Mafra ajudou dando água a alguns atletas.
3 - Foi fornecido isotônico e gel durante a prova.
4 - Após a prova, tinha água, banana, maçã, torrone e isotônico.
5 - A organização forneceu 7 ou 8 ônibus (a um custo de R$20,00 zero para os corredores inscritos*) para que os corredores de Curitiba fossem a Rio Negro.
Agora vamos à minha corrida. Meu objetivo era usar esta prova como um treino de luxo para a K21 Curitiba. Não queria de forma alguma correr o risco de lesionar algum músculo. Além disso, sabia que não iria conseguir recorde pessoal nesta prova por conta da altimetria e do calor. Diante destes fatores, decidi correr tranquilo, descalço e, além disso, tentar não usar nem gel nem isotônico durante a prova.
Três horas antes da prova, aproximadamente, tomei um smoothie com iogurte integral, creme de leite, cacau em pó, whey e adoçante. Bem substancioso. Isto me manteve até o fim da prova. Durante a prova só bebi água.
A média de batimentos cardíacos durante a prova foi de 155. Estabeleci como limite máximo no meu monitor cardíaco o valor de 157 batimentos por minuto. Por que este valor? Porque segundo meu exame espiroergométrico, este é o meu limiar anaeróbico. Em alguns momentos os batimentos passaram de 157. Chegou até a 180, no final, quando me animei um pouco. Mas neste momento eu já sabia que conseguiria manter a média de 155.
Em nenhum momento caminhei durante a prova. Desacelerei em subidas, quando os batimentos estavam altos demais. Mas não caminhei. Com tudo isso, cheguei ao final bem, com energia suficiente para fazer mais 21Km (OK, talvez só mais 10K).
Vários amigos estavam presentes nesta prova. O Adilson Pereira, muitos dos Amigos da Corrida de Curitiba (ver link ao lado), a Gora Oliveira (minha colega de Positivo Run, que fez sua estreia em Meias Maratonas), o Luiz Souza, o Divino Julian, o Murilo Klein (que estava lá pra dar força a seus assessorados da V8), e muitos outros.
Depois da prova, fiz um curto vídeo mostrando o pós-prova e a chegada de alguns amigos.
Um fato curioso: alguém me perguntou se eu era o cara da 02 :)
E um fato negativo: dei uma topada num olho de gato. Não
estava suficientemente atento, fui atravessar a rua depois de ter pego
água do outro lado, e dei a topada com o dedão do pé direito. Mas deu pra terminar a prova no ritmo que eu queria. Vamos ver se vai piorar amanhã. Agora (20h19) só dói se tocar nele. Fora isso, a sola dos pés aguentou muito bem o asfalto quente do fim da prova.
Fotos da corrida postarei depois, assim que forem divulgadas as fotos dos sites de fotos.
Antes da Maratona de Curitiba, em 13/10/2012, como treino, fiz 32K na Maratona de Revezamento de Curitiba. Foi a primeira vez que corri sem parar esta distância. Um bom teste para a Maratona.
Em 18/11/2012 aconteceu o ponto alto (em distância) do segundo semestre: a Maratona de Curitiba. Para completar a Maratona, um aspecto importante foi ter adotado o Método Maffetone. Escrevi vários posts (1, 2, 3) sobre a Maratona.
Em 09/12/2012, fiz aquela que considerei a melhor corrida de 2012: a quarta etapa do circuito de corridas da SMELJ.
Para terminar o ano, em 16/12/2012, ainda deu para bater meu recorde nos 5K, apesar de ter sido numa corrida não aferida. Se tivesse pódio para faixa etária, eu teria sido o primeiro.
Ganhei vários sorteios de inscrições de corrida. Um deles foi do podcast Contra-Relógio no Ar. Outro do blog Julian Runner. Um outro no blog do Luiz Souza.
Continuando a restrospectiva 2012. Leia aqui as partes 1 e 2.
Em maio não participei de nenhuma corrida.
Mas em junho abusei e participei de 4 corridas! 09/06/2012 - A primeira foi a Maratona de Revezamento de Curitiba.Pouco mais de 10K no Parque Náutico. Belo local. Minha primeira corrida de revezamento. Bem animado, apesar do clima frio.
No dia seguinte, 10/06/2012, fiz um treino de 15K no percurso da 2a. Corritaliabrasile. Foi demais para dois dias em seguida. Causei a mim mesmo minha primeira lesão: dor no topo do pé, comum em quem está se acostumando a calçados minimalistas (nas duas corridas usei Vibram Five Fingers KSO) e abusa na quilometragem.
Em 17/06/2012, ainda lesionado, participei da Corrida da SMELJ (usando Huaraches da Xero Shoes), segunda etapa. E em 24/06/2012 fiz minha estreia na Meia Maratona, mesmo sentindo a dor no topo do pé, usando meu Topper Anderson Canvas para proteger a lesão. Deu certo. Consegui terminar a prova com certa tranquilidade, sem dores no final, apesar do tempo alto.
Por conta da lesão e de uma viagem, julho foi um mês sem participação em provas. Antes do fim de julho, a dor no topo do pé havia ido embora e não voltou mais. Os músculos devem ter se fortalecido e/ou a forma de corrida melhorado.
Já em agosto comecei a pensar na Maratona de Curitiba. Por esta razão, foi bom saber que uma prova que tinha sido cancelada foi remarcada: a Meia Maratona Noturna de Curitiba. Em 22/09/2012, bati meu recorde pessoal nesta Meia Maratona. Lesionei-me novamente, mas foi uma lesão que só deixou uma leve dor num dos dedos do pé.
A Corrida da Lua Cheia é bem divertida. Acontece no Parque Tingui, um local bastante agradável, à noite. Fui de Vibram Five Fingers, pois não sabia se o terreno estava bom. Foi uma decisão acertada. Fiz os 8,6Km em 43:35:96. O relato completo está aqui.
29/04/2012 - 5a Corrida do Rebouças
Este talvez seja o percurso de 10K aferido (isto é, medido oficialmente por um profissional) mais rápido de Curitiba. Além disso, esta corrida acontece após o frio já ter chegado à cidade, em abril. Bati meu recorde pessoal mais uma vez! Fiz os 10K em 45:19. Até hoje permanece sendo meu recorde pessoal em corridas de 10K aferidas. E consegui isto descalço, com alguns probleminhas como você pode ler no meu relato completo.
Em maio não participei de nenhuma corrida. No próximo post, falarei sobre meu pior mês em 2012: o mês de junho.
Meu tempo foi 21:53 nos 4,5Km. Mas o percurso não foi aferido oficialmente.
10/03/2012 - Corrida Noturna Unimed Curitiba
Também corri descalço. Larguei do fundo (pois cheguei atrasado). Tive que desviar de muita gente. Fiz os 10K em 51:50, sem bater meu recorde pessoal. Leia o relato aqui.
Aconteceu hoje em São José dos Pinhais-PR a I Corrida Solidária. Foi uma corrida organizada pela Assessocor para arrecadar fundos para "a compra da cadeira de rodas e apoio ao atleta portador de necessidade especial cadeirante Rosélio Aparecido Pereira 38 anos residente em Campo Largo e atleta de Curitiba, PR."
Eu estava inscrito para os 10K, mas resolvi ir para os 5K, para fazer minha estreia na distância descalço.
O clima estava bom, apesar de já ser quase Verão: nublado e relativamente fresco. No começo da prova achava que talvez conseguiria fazer os 5K em menos de 20 minutos. O primeiro quilômetro passei em 3:55. Mas a partir do segundo já vi que não daria para ser hoje: 4:10. O terceiro também foi a 4:10. Decidi não marcar mais e fechei os dois últimos quilômetros em 8:32, terminando os 5K em 20:48. Mas a prova tinha um pouco mais do que 5Km (a placa dos 5K estava bem antes da chegada). Fechei a prova em 21:17.1. O registro da corrida está no Linha de Chegada. Mesmo assim, os 20:48 foram meu recorde pessoal nos 5K, se considerarmos válida esta prova, uma vez que não foi aferida oficialmente. Melhorei em mais de um minuto meu tempo anterior (21:57).
Como o Leonardo Liporati observou lá no Linha de Chegada: "este tempo já projeta um sub-44 nos 10k com relativa tranquilidade". Fica para 2013. Sinto que ainda tenho bastante a melhorar: postura, respiração, ritmo no início da prova (aquecer melhor), biomecânica da corrida (mover adequadamente os braços e pernas), força muscular (começar a fazer exercícios de força) e capacidade aeróbica (continuar com o Método Maffetone e a dieta low-carb). Trabalhando estes itens, posso obter sim sub-43 nos 10K em 2013, ou até melhor.
Registrei durante a corrida os batimentos cardíacos. A média durante a corrida foi 177. O máximo foi 182. O segundo quilômetro foi o que teve maior média: 180.
Esta corrida foi low-carb. Não comi nada antes da prova, nem bebi água durante a prova.
Um observação adicional: foi uma corrida muito melhor para correr descalço do que a da semana passada.
Nas principais ruas de São José dos Pinhais, o asfalto estava bem novo. Em quase nenhum trecho tive que desacelerar por conta do asfalto, como aconteceu várias vezes aqui em Curitiba na corrida da Smelj.
PS: Saiu o resultado oficial da corrida. Meu tempo líquido cronometrado foi 21:20. E, desta forma, fiquei em 11o. lugar entre os 117 atletas do sexo masculino nos 5K. Além disso, fui o primeiro colocado na categoria M-40-44 (homens entre 40 e 44 anos, num total de apenas 8) e fui melhor do que a primeira mulher dos 5K.
Abaixo algumas fotos:
Medalha da primeira Corrida Solidária
Pórtico de largada
Pódio
Aglomeração antes da largada
Kit da prova: isotônico, certificado, adesivo, fruta e medalha
A corrida de ontem foi, para mim, a melhor corrida de 2012.
Medalha da 1a. Corrida do Judiciário
Não obtive recorde pessoal, não estreei na distância, mesmo assim foi a melhor. Por que? Vários foram os fatores:
1) Corri descalço. E pela primeira vez posso dizer que do início ao fim a corrida foi confortável. Em outras corridas descalço sofri um pouco com o chip, ou com o frio, ou ainda com o asfalto ruim. Mas nos últimos dias, seguindo um conselho do próprio Ken Bob Saxton, passei a treinar mais em asfalto ruim. E o resultado apareceu. Fiz os 10K em 48 minutos e 30 segundos, mesmo tendo passado por uma semana estressante, em que dormi mal, e tendo enfrentado um percurso bem duro. E, o mais importante, as solas dos meus pés estavam ótimas ao fim da corrida. Muito agradável mesmo!
2) Foi a última corrida do ano em Curitiba. Foi a quarta etapa do Circuito da SMELJ, que recebeu o nome de 1a. Corrida do Judiciário. Nas quatro etapas deste Circuito consegui fazer os 10K em menos de 50 minutos (sub-50). Meu primeiro sub-50 na vida foi na primeira etapa, também descalço. E meu recorde pessoal nos 10K (44:16) foi na terceira etapa, usando Vibram FiveFingers KSO. Enfim, ter feito mais um sub-50 descalço fechou com chave de ouro o Circuito.
4) Foi a minha primeira corrida como parte da Trainer Assessoria. Ganhei 6 meses grátis numa promoção no Facebook. Já participei de um aquecimento (no sábado) e esta foi a primeira prova. É muito bom ter um apoio no dia da prova. E a Trainer tem muitos assessorados. Ainda não conheço todos, mas os que conheci parecem ser gente fina.
Agora é preparar-me para 2013. Já tenho alguns planos:
Daniel A. Dubois, Osteopata Esportivo, autor do texto.
Escrevem-se
muitas coisas a respeito da corrida descalça, mas sempre inexatas, para
não dizer intencionalmente erradas e, evidentemente, algumas pessoas
não perdem a oportunidade de transferir essas falácias para os calçados
minimalistas também, alertando os simpatizantes dessa modalidade
quanto às supostas nefastas consequências desta prática. Mas tudo não
passa de invenções ou realidades distorcidas.
Eis
aqui, ponto por ponto, a realidade, a justificação visual e a explicação
de apoio. Nada mais demonstrativo do que observar as características
dos pés habituados a pisarem no asfalto e nas trilhas com toda
liberdade feito os meus.
Freqüentemente
somos recriminados por ausência de provas científicas que possam embasar
nossas publicações, mas não se pode contestar aquelas da observação
direta (que se multiplicam!).
As
fotos abaixo foram tiradas, depois de uma limpeza superficial dos pés, e ao
término de uma corrida de 18 km pela cidade, alternando asfalto, ruas
pavimentadas e cascalhos.
Primeiramente,
observa-se de imediato a diferença entre os pontos de apoio sob o
antepé, característica da pisada do mediopé, já menos protuberante
sobre a borda externa e totalmente inexistentes sob o calcanhar onde a
pele manteve a coloração "normal". Passemos em seguida ao jogo das perguntas e respostas (os números correspondem aos da foto)
1 - A pele vira um casco? Falso! Nota-se
bem que a textura da pele é perfeitamente macia assemelhando-se mais a um
couro ou a uma borracha lisa que a um casco de cavalo. Por
outro lado, pode-se visualizar bem como o tecido profundo da pele fica
mais espesso, formando algumas protuberâncias constituídas de
gorduras que funcionam como uma perfeita proteção às mais diversas
exigências do solo. Essas camadas gordurosas são adquiridas logo na
fase de transição e não nos impedem, de modo algum, de perceber as
sensações grosseiras como, por exemplo, a natureza do solo, temperatura e
etc.; entretanto, neutralizam eficientemente a sensação de dor.
Ao
começar correr descalço essas protuberâncias se formam em poucos meses,
mas se a pessoa opta por calçado minimalista, a sola deste substitui
integralmente o referido tecido natural, e também assegura e protege os
pés, sem interferir na ideia de correr natural e da pisada
característica dos corredores descalços.
2- Sim sim!! Tem cascos no calcanhar? Verdade! (mas não por correr descalço) E
isso confirma perfeitamente aquilo que nós escrevemos acima: na pisada
descalça não se usa de modo efetivo o calcanhar, enquanto os sapatos,
sobretudo quando se trata de sapatos baixos (tipo os de bailarinas ou
Newfeel (tM) como no meu caso) favorecem, pelas pressões a esse nível,
uma queratinização excessiva da pele!! (cqd)
Conclusão, correr descalço evita enrijecimento (casco) da pele dos pés, como dissemos, a prova está sob seus olhos!...
3- Correr 18km na cidade ou por trilhas sem se machucar é impossível? Falso!
Há
os que correm até 42,195 km, certamente sem quebra de recordes, mas
também sem se machucar diretamente ou indiretamente, o que não é o caso
de alguns dos defensores dos amortecimentos artificiais...
Sobre
a foto pode ser visto um pequeno hematoma ao meio da borda externa,
certamente devido a uma pedra no caminho, na qual pisei mas não senti
nada, essa marca sumirá dentro de 48h!
Uma
pequena colaboração em relação a vidro. O vidro pode ser visto a vários
metros de distância pois ele brilha sempre. E quem diz que se cortou
pisando em algum deles, deveria precisar onde foi esse acidente, pois
provavelmente ocorreu quando ele corria na grama, na areia e etc.
4 - Quem corre descalço necessita de cuidados especiais para a pele? Falso!
O cuidado é só no que se refere a higiene como todo mundo deve fazer.
Já que o Luiz Souza faz reviews de tênis (Vomero, F50) no blog dele, resolvi fazer também no meu blog :)
Vou começar pelo meu favorito, o Nike Free 0.0¹. É o melhor modelo da linha Nike Free (os Nike Free não são minimalistas), justamente por não fazer oficialmente parte da linha. Tenho ele faz tempo², mas só comecei a correr pra valer com ele em novembro de 2011. Portanto, aproximadamente um ano.
Este modelo tem várias das características dos modelos minimalistas apontadas pelo Sérgio Rocha. O fato de ser drop zero (isto é, sem diferença de altura entre o calcanhar e a parte da frente do pé) é muito bom para a minha coluna. Hoje em dia, quando uso algo que não seja drop zero, sinto o impacto na minha coluna. Duas de suas vantagens são o preço (0 reais) e o peso (0 gramas). Mas a principal vantagem mesmo é que ao usá-lo você quase que naturalmente é forçado a correr com a mecânica correta, pousando com a parte da frente do pé, dobrando os joelhos, relaxando o corpo, entre outras características da corrida natural.
Alguns corredores famosos já usaram este modelo em competições. Abebe Bikila ganhou a Medalha de Ouro na Maratona Olímpica (Roma 1960) usando um modelo um pouco mais escuro que o meu. Veja sua extraordinária performance no excelente vídeo abaixo:
Zola Budd ganhou 2 medalhas de ouro em campeonatos mundiais. Veja Zola em ação:
Desvantagem: se você não o usou durante a infância (como eu não usei), você tem que "amaciá-lo". Isto é, tem que começar usando aos poucos (leia instruções aqui). Quando estiver bem amaciado, dá para usar tranquilamente em asfalto (mesmo um pouco quente), areia, terra e grama baixa.
É perigoso usá-lo para correr em grama alta, pois você pode não ver pedras escondidas. Mas é perigoso correr em grama alta com qualquer tênis de corrida. Pisar em uma pedra pode machucar muito, independentemente da espessura do solado.
Corri a Maratona de Curitiba 2012 usando sandálias huarache da Xero Shoes.
Quem não me conhece, pode perguntar: porque não usou um tênis convencional?
Quem me conhece perguntaria: porque não correu descalço?
A resposta à primeira pergunta é: desde novembro de 2011 venho experimentando com corrida descalça e calçados minimalistas. E estou muito satisfeito com estes "experimentos". É muito agradável correr descalço. E acredito que correr descalço previna lesões*. Não devemos usar em provas o que não testamos em treinos. Como normalmente treino descalço ou de huaraches, o mais prudente era fazer a maratona descalço ou de huaraches.
A resposta à segunda pergunta é: sou prudente. Achei que minha pele (das solas dos pés) não estava ainda pronta para enfrentar os 42K da Maratona descalço. Se eu fosse mais prudente ainda, eu deveria nem ter corrido (e só estrear em Maratona quando conseguisse fazê-la completamente descalço). Mas corri de huarache e, por sorte, nada de ruim aconteceu. Terminei bem, é verdade que com dores na panturrilha e nos músculos da perna, algo normal em maratonistas, mas sem nenhum machucado. Dois dias depois já estava correndo de novo (com algumas dores musculares). Sete dias depois já estava correndo sem nenhuma dor.
Adolfo Neto, Maratona de Curitiba 2012
Para mim, minimalismo é uma filosofia de vida. Não devemos desperdiçar recursos. Se é possível correr descalço ou com um calçado mínimo, porque usar um calçado "máximo" (os tênis de corrida convencionais)? Ainda mais quando existem fortes suspeitas de que muitas das lesões dos corredores ocorrem por conta do excesso de proteção dos tênis de corrida.
E você, por que não experimenta ao menos andar descalço?
PS: Este é mais um post sobre a Maratona de Curitiba 2012. Os outros foram:
* Desde novembro tive apenas uma lesão, uma dor no topo do pé em junho
de 2012, em virtude de ter corrido com um calçado minimalista (Vibram
Five Fingers KSO) em duas corridas seguidas, uma no sábado (10K), outra
no domingo (15K). Segundo pessoas mais experientes em corrida descalça,
se eu tivesse corrido descalço nas duas corridas, não teria me
machucado. É preciso ter muito cuidado com os calçados minimalistas, tem que ir bem aos poucos.
Renny Silva, de pés descalços, na Maratona de Curitiba 2012. Fonte: Vivo Esportes.
Adolfo: O que você faz atualmente? Renny: Sou militar oficial aposentado da Força Aérea Brasileira, onde atuei até
julho passado. Trabalhei na área de Gerenciamento de Tráfego Aéreo e
capacitação de profissionais para os Serviços de Navegação Aérea.
Adolfo: Quando você começou a correr e porque? Renny: Comecei a correr em 2004, antes de completar 40 anos, para melhorar minha
qualidade de vida, saúde, diminuir o stress do dia-a-dia.
Adolfo: Quantas maratonas e ultramaratonas você já correu? Renny: Foram 28 maratonas e mais cinco corridas acima dessa quilometragem: 01 de 50, uma de 51, uma de 52 e duas de 75 Km.
Renny Silva na Maratona de Curitiba 2012. Fonte: Vivo Esportes.
Adolfo: O que achou da Maratona de Curitiba 2012? Foi sua primeira em Curitiba? Renny: A organização e o nível técnico são marcas importantes da Maratona de
Curitiba. Foi essa minha quinta participação, sendo as demais em 2005,
2007, 2008 e 2009. Ressalto que estreei na distância, em Curitiba, em
2005.
Adolfo: Porque e desde quando você corre descalço? Renny: Tive contato com notícias na internet, revistas, visitei
sites e encomendei o livro de Ken Bob Saxton. Pedi em julho e chegou em
agosto. Devorei o livro e me identifiquei com tudo que havia lido e
visto a respeito. Coloquei em prática para testar e evoluí dos
minimalistas para a corrida de pés-descalços. Meu primeiro treino foi em
18 set de 2011 e em 02 out desse mesmo ano, corri a Maratona de Santa
Catarina. Foram 4 treinos descalços, sendo que eu já utilizava minimalistas
(VFF e Nike Free) havia pelo menos um ano e meio.
Quer mais informações sobre corrida minimalista e descalça? Tem um site que acabou de ser lançado e que recomendo: http://www.corridanatural.com.br/
Neste post quero destacar um dos itens que considerei importantes para conseguir completar bem (sem ter que parar nem um segundo sequer por estar cansado) e sem lesões a Maratona de Curitiba, uma das mais difíceis do Brasil: o método Gallowalk.
Em posts futuros, se houver interesse dos leitores, discutirei: a) como treinei para a Maratonausando o método Maffetone, b) como ter adotado uma dieta low-carbtalvez tenha me ajudado a não encontrar o Muro das Maratonas e c) porque corri a Maratona com um calçado extremamente minimalista.
Sobre o método Gallowalk já escrevi um pouco neste post. Vamos ao porque de tê-lo usado. Uma Maratona é um desafio mental. Eu não queria em nenhum momento caminhar porque estava cansado. Sei que muitas pessoas fazem isso, mas não era o que eu queria fazer. Como sabia se o percurso era duro e não queria arriscar ter que andar, adotei o método Gallowalk.
Jeff Galloway, o treinador das corridas da Disney
Outra razão é que o criador do método diz que a recuperação é mais rápida quando se usa o Gallowalk. Não tenho como comparar pois foi minha primeira maratona, mas fiquei satisfeito.
Mas o método Gallowalk exige uma estimativa de tempo para completar a Maratona. Como fazer isso se eu nunca havia corrido uma? Usando a Calculadora McMillan vi que, com meu melhor tempo nos 10Km de 44:16, eu poderia fazer a Maratona em 3h27:41. Como este tempo foi conseguido com muito esforço, desconfortável mesmo, e como aprendi, neste livro grátis do Ryan Hall sobre como fazer a primeira maratona, que não devemos ter alvos de tempo na primeira maratona, resolvi colocar como alvo completar em aproximadamente 4 horas.
Então, usei 4h como base nesta calculadora e obtive que deveria correr 8 minutos e 11 segundos e caminhar 1 minuto. Segui esta proporção rigorosamente até o km 32. A razão de deixar o método no km 32 é que o próprio Jeff Galloway diz que você pode passar a somente correr a partir do km 29. Achei mais seguro correr a partir do km 32.
O método Gallowalk deu muito certo para mim. Talvez eu tenha acelerado um pouco demais no começo, nos trechos de corrida. Talvez eu tivesse terminado mais rápido sem ele, apenas correndo. Nunca irei saber. O que importa é que terminei em 4h02m59, tempo bem próximo do alvo e dentro das minhas expectativas (que iam de 3h30 a 5h). E ontem, dois dias depois, já fui capaz de correr 3Km. Hoje corri mais 5Km.