sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Cursos técnicos à distância no CEFET-SP

O MEC pré-selecionou várias cidades do estado de São Paulo para serem pólos de cursos técnicos à distância a serem oferecidos pelo CEFET-SP. O CEFET-SP poderá (leia texto aqui) vir a oferecer cursos técnicos de Gestão, Informática, Química, Automação Industrial e Mecânica nas seguintes cidades (as cidades em negrito estão na área de atuação do CEFET Sertãozinho):
  • Araraquara
  • Barretos
  • Campinas
  • Cravinhos
  • Franca
  • Itapevi
  • Jaboticabal
  • Marília
  • Mongaguá
  • Paraibuna
  • Peruíbe
  • Ribeirão Preto
  • Santo André
  • Santos
  • São Bernardo do Campo
  • São Caetano do Sul
  • São Miguel Arcanjo
  • São Paulo
  • Sorocaba
Leia mais sobre a pré-seleção de pólos aqui. --- Peço que os interessados acessem o site do CEFET-SP (http://www.cefetsp.br) para obter mais informações sobre os processos seletivos dos cursos.

Material para a turma 681

Aviso para os alunos da turma 681 (Tecnólogo em Automação Industrial). Nos primeiros meses (na disciplina Linguagem de Programação Básica), irei utilizar a apostila/manual de Visualg que está disponível no link abaixo: http://www.cefetsp.br/edu/adolfo/disciplinas/lpro/materiais/Linguagem_Visualg2.0.pdf São 54 páginas. Em uma copiadora de Ribeirão Preto, perguntei por quanto eles fariam se entre 20 e 30 alunos imprimissem e encadernassem a apostila lá. Responderam-me que por R$0,08 a página e R$ 2,00 a encadernação. Logo, para cada pessoa custaria: 27*0,08 (se imprimir duas páginas por folha, como eu mesmo fiz) + 2,00 = R$ 4,16 Avisem-me se quiserem fazer isso. Posso fazer a coleta do material lá e entregar para vocês. Outra opção é imprimir 1 cópia e tentar fazer as fotocópias no próprio CEFET (de graça)...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Planos de Ensino das Disciplinas por mim lecionadas em 2008 no CEFET-SP

Clique aqui ou diretamente nos links abaixo para ler os planos de ensino das disciplinas que leciono este ano no CEFET-SP:

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Os meninos que nos perdoem, mas quem manda na Internet são as garotas

21/02/2008
Os meninos que nos perdoem, mas quem manda na Internet são as garotas

Stephanie Rosembloom

O gênio de computação típico da imaginação popular -homem pálido de óculos- não correspondeu a sua fama.

As pesquisas mostram que entre os mais jovens usuários da Internet, os principais criadores de conteúdo na Web (blogs, gráficos, fotografias, sites) não são pessoas mal ajustadas parecidas com Lone Gunmen de "Arquivo X". Pelo contrário, os cyber-pioneiros do momento são meninas adolescentes digitalmente efusivas.

"A maior parte dos meninos não tem paciência para esse tipo de coisa", disse Nicole Dominguez, 13, de Miramar, Flórida, cujos hobbies incluem desenhar ícones livres, layouts e "glitters" (animações trêmulas) para as páginas de Web e MySpace de outras adolescentes. "É muito difícil".

Nicole publica seus gráficos, assim como seus próprios códigos html e CSS (ela aprendeu sozinha) no sodevious.net, um domínio que sua mãe comprou para ela em outubro, cor de rosa e violeta.

ALGUMAS GAROTAS DA INTERNET

Sarada Cleary, 14, ajudou a criar jogo online para o National Spay Day

Martina Butler, 17, possui podcast de música indie no Emogirltalk.com

Lauren Renner, 16, tem um blog pessoal e trabalha no site "My first prom"
"Se você fizesse uma pesquisa, acho que descobriria que os meninos raramente têm sites", disse ela. "A maioria é menina."

De fato, um estudo publicado em dezembro pelo Projeto Pew de Internet e Vida Americana revelou que entre usuários da Web com 12 a 17 anos de idade, o número de meninas com blogs é significativamente maior do que o de meninos (35% contra 20%), assim como é maior o número de meninas que criam ou trabalham em suas próprias páginas da Web (32% contra 22%).

As meninas também fazem sombra aos meninos na construção de sites da Web para outras pessoas e na criação de perfis em sites de redes sociais (70% de meninas entre 15 e 17 anos têm um, contra 57% dos meninos entre 15 e 17). A publicação de vídeo foi a única área na qual os meninos superaram as meninas: quase o dobro de meninos publicam arquivos de vídeo.

As explicações para o desequilíbrio entre os sexos são tão variadas quanto as cyber-meninas. As meninas incluem blogueiras que pontificam questões adolescentes eternas, tais como "professores cruéis" e ficar "de castigo para sempre", até futuras Martha Stewarts -empresárias cujas experiências online geram mais dinheiro que um verão trabalhando de babá.

"Fui a primeira podcaster adolescente a receber um patrocínio importante", disse Martina Butler, 17, de San Francisco, que há três anos vem gravando um show de música Indie, Emo Girl Talk, em seu porão. Seu primeiro patrocínio corporativo, do remédio para acne Nature's Cure, foi assunto de uma revista de marketing do ramo, Brandweek, em 2005.

Desde então, mais de meia dúzia de empresas, incluindo o provedor de Internet Go Daddy, pagaram para ser mencionadas em seus podcasts, que são publicados aos domingos no emogirltalk.com.

"As coisas só estão crescendo para mim", disse Martina, uma aspirante a anfitriã de rádio e televisão, que achou graça quando soube sobre o estudo do Pew.

"Não estou surpresa, porque as meninas são muito criativas", disse ela, "algumas vezes mais criativas que os homens. Somos corajosas, e os meninos...", sua voz virou uma risada.

A tendência ao reino das meninas na criação de conteúdo vem surgindo há alguns anos -um estudo do Pew publicado em 2005 também revelou que meninas adolescentes eram as principais criadoras de conteúdo- mas a diferença entre os sexos nos blogs, em particular, cresceu.

Enquanto o número de blogueiros adolescentes praticamente dobrou de 2004 a 2006, quase todo o crescimento deveu-se à "maior atividade das meninas", disse o relatório Pew.

As descobertas têm implicações além dos blogs, de acordo com o projeto Pew, porque os blogueiros "têm muito maior probabilidade de se engajar em outras atividades de criação de conteúdo do que adolescentes não blogueiros".

Apesar das meninas superarem os meninos como criadoras de conteúdo da Web, o desequilíbrio entre adultos na indústria de computação continua. As mulheres detêm cerca de 27% dos empregos nas ocupações de computação e matemática, de acordo com o Escritório de Estatísticas do Trabalho.

Nas escolas americanas em 2006, dos alunos que fizeram a prova de ciências de computação, menos de 15% eram do sexo feminino, e houve um declínio de 70% no número de mulheres formando-se em ciências da computação de 2000 a 2005, de acordo com o Centro Nacional de Mulheres e Tecnologia da Informação.

Acadêmicos que estudam a ciência da computação dizem que há várias razões para a escassez de mulheres: muitas vezes os cursos introdutórios são tediosos; é difícil se desfazer dos estereótipos dos homens serem excelentes em ciências; e há poucos modelos femininos. É possível que as meninas que produzem "glitters" desenvolvam um interesse pela ciência rigorosa por trás da computação, mas alguns acadêmicos relutam em tirar essa conclusão.

"Podemos esperar que isso se traduza (em mais mulheres na computação), mas até agora o vão continua", disse Jane Margolis, autora de "Unlocking the Clubhouse: Women in Computing" (MIT Press, 2002). Apesar de ficar contente em saber que as meninas estão dominando programas como Paint Shop Pro, Margolis enfatizou a profunda distinção entre usar softwares existentes e o desejo de inventar novas tecnologias.

Perguntar por que as meninas são prolíficas criadoras de conteúdo da Web em geral leva à especulação e à generalização. Apesar das meninas terem superado os meninos em leitura e redação por anos, de acordo com o Centro Nacional de Estatísticas de Educação, isso não automaticamente se traduz em um desejo coletivo de blogar ou criar uma página no MySpace. Em vez disso, alguns acadêmicos argumentam que as meninas são criadoras de conteúdo online porque os dois sexos são influenciados por expectativas culturais.

"As meninas são treinadas a contar histórias sobre elas mesmas", disse a professora Pat Gill, diretora interina do Instituto de Pesquisa de Comunicações e professora de estudos da mulher na Universidade de Illinois em Urbana-Champaign.

Desde jovens, elas aprendem que são objetos, disse Gill, então aprendem a se descrever. Historicamente, espera-se de meninas e mulheres que sejam sociáveis, comunitárias e hábeis em artes decorativas.

"Isso seria a 'feminização' da Internet", disse ela.

Os meninos em geral aprendem a "se engajar de formas que não são confessionais, não são emocionais".

Uma pesquisa do Centro Berkman de Internet e Sociedade da Faculdade de Direito de Harvard, fez entrevistas com jovens de 13 a 22 anos que sugerem que as práticas das meninas online tendem a ser sobre seu desejo de se expressar, particularmente sua originalidade.

"Com as jovens, é muito mais uma forma de se expressar aos outros, como é vestir certas roupas para ir a escola", disse John Palfrey, diretor executivo do Centro Berkman. A tendência "está associada à expressão da identidade no mundo real".

Esse desejo nunca é tão evidente como quando as meninas criticam farsantes online que essencialmente roubam o visual de suas páginas e gráficos fazendo hotlinking (um link para a imagem de outra pessoa de forma que aparece na própria página). Além de sobrecarregar as linhas de comunicação, é o equivalente digital de chegar a uma festa usando o mesmo vestido que outra menina, disse Palfrey.

Não é de espantar que as meninas façam advertências agressivas em seus sites, como: "Não copie, roube ou redistribua nada das minhas coisas!" ou "Faça um hotlink e morra."

Apesar da criação de conteúdo permitir que as meninas experimentem formas de se apresentar ao mundo, obviamente elas estão interessadas em manter e fazer relacionamentos.

Quando Lauren Renner, 16, estava na quinta série, ela e uma amiga, Sarada Cleary, hoje com 14, de Oceanside Califórnia, começaram a escrever sobre suas vidas em agirlsworld.com, uma revista online interativa com artigos escritos por e para meninas.

"Meninas de toda parte liam e faziam perguntas, sobre o que fazer com um problema", disse Lauren. "Eu acho que as meninas gostam de ajudar os outros com seus problemas, assim, tipo mãe."

Hoje, Lauren e Sarada estão entre mais de 1.000 meninas que regularmente submetem conteúdo ao agirlsworld. Elas fazem alguns trocados escrevendo artigos online e criando atividades relativas às férias, como receitas de café da manhã para o Dia das Mães, que são publicadas no site.

"No colégio, há um certo tipo de gente", disse Sarada. "São locais. On-line, você vivencia a cultura de outras pessoas."

A única área na qual os meninos superam as meninas em criar conteúdo da Web é na publicação de vídeos. Isso não é porque as meninas não sabem usar a tecnologia, disse Palfrey. Ele sugeriu que os vídeos são menos uma questão de expressão pessoal e mais para impressionar os outros. É uma forma ideal para os membros de uma subcultura -skatistas, snowboarders- de demonstrar seu atletismo, disse ele.

Zach Saltzman, 17, de Memphis, disse que a criação de conteúdo no seu círculo de amigos inclui ter um perfil no Facebook e colocar vídeos de jogos lacrosse e curtas originais no YouTube.

"De fato, nunca pensei em fazer meu próprio site", disse Zach depois de voltar de uma aula. Ele não publicou vídeos de si mesmo e não tem um blog porque, como ele diz: "Nunca me interessou e não tenho tempo de manter."

Zach, entretanto, tem um perfil no Facebook, que inclui fotografias digitais.

"É realmente a única forma de manter minhas fotos organizadas, porque não faço álbuns de fotografia e coisas assim", disse ele.

Perguntado se as descobertas do estudo Pew pareciam precisas, ele disse: "É isso que vejo acontecendo. As meninas estão muito mais envolvidas em criar seu material e obter respostas."

Tradução: Deborah Weinberg

Visite o site do The New York Times
Fonte:http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2008/02/21/ult574u8220.jhtm

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Computador demais piora nota de alunos

Conclusão é de pesquisa da Unicamp que analisou dados de 287.719 estudantes que participaram do Saeb (exame federal) Resultado foi o mesmo em todas as séries e entre pobres e ricos; uma das hipóteses é de que o aluno diminua as horas de estudo

FÁBIO TAKAHASHI DA REPORTAGEM LOCAL RICARDO SANGIOVANNI COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Piero Bonavita, 16, costumava ficar em frente ao computador seis horas por dia. Nas férias, chegava a 12. Em boa parte das vezes, a máquina era ligada para fazer pesquisas pedidas pela escola. Rapidamente, porém, seus colegas o chamavam para conversas on-line. "A lição ia para o espaço", conta o aluno do colégio São Luís, um dos mais conceituados de São Paulo. O excesso de horas no computador trouxe um resultado negativo. Suas notas caíram, principalmente em matemática e química (ambas nota 3,5). Com o susto, ele passou a ficar menos tempo na máquina, a partir da metade de 2007. A situação de Piero pode ilustrar uma pesquisa recém-concluída pela Unicamp, que mostrou que o uso intensivo do computador está diretamente ligado à queda das notas dos estudantes do ensino básico. A constatação foi válida para todas as séries analisadas (4ª e 8ª séries do fundamental e 3º ano do médio), tanto para alunos ricos quanto para pobres. A pesquisa analisou dados de 287.719 estudantes que participaram do Saeb (exame aplicado pelo governo federal) em 2001 -apesar da data, os autores dizem que dificilmente teria ocorrido uma mudança significativa do padrão desde então. Entre os alunos da 4ª série, de melhores condições financeiras, as menores médias em matemática (225.1) foram dos que disseram usar "sempre" o computador para suas lições - o estudante também responde a um questionário na prova. As maiores médias foram dos alunos que usam a máquina "raramente" (246.5). Mas até mesmo os que "nunca" o fazem tiveram nota melhor (237.1) do que os que usam intensamente. A mesma lógica foi verificada nas outras séries e nas outras camadas sociais. Segundo os autores da pesquisa, uma possível explicação é que os alunos que usam intensamente o computador dedicam menos horas aos estudos. Também pode contribuir o fato de os usuários intensivos do computador terem amplo domínio de ferramentas de correção ortográfica e cálculos. Assim, não se estimulariam na aprendizagem dessas áreas, ao menos no formato escolar. Colégio de São Paulo com as melhores notas no Enem (exame do ensino médio), o Vértice já detectou que o uso intenso do computador é um problema."Quando analisamos os casos dos estudantes que estão com um desempenho ruim, quase sempre vemos que isso está ligado ao excesso de computador", disse Adilson Garcia, diretor do colégio. "Muitos ficam sonolentos a aula inteira." Colega de Piero no São Luís, Alexandre Mesquita, 15, conta que desliga o MSN na hora de estudar. Aluno de boas notas, ele diz que usa o computador "para tudo", até jogar. "Mas tem que conciliar." Informatização Os pesquisadores da Unicamp decidiram analisar o impacto das políticas públicas para oferecer acesso ao computador aos estudantes. A última é referente ao governo federal, que pretende comprar 150 mil laptops para os alunos (o MEC não se pronunciou sobre os dados). Segundo os autores do estudo, a decisão de investir em computadores foi feita sem embasamento científico. "Parece óbvio agora que a informatização não trará automaticamente benefícios no desempenho escolar", disse Jacques Wainer, um dos autores. "Para mim, a discussão deve ser feita em "como" se deve usar o computador e não "se" é preciso usá-lo", afirmou Marcelo Neri, da FGV, que fez em 2003 um estudo chamado "Mapa da Exclusão Digital", que defendeu a ampliação do acesso da informática aos alunos.


Colaborou KARIN BLIKSTAD Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1902200813.htm

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