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| De Curitiba Uma figura de Curitiba: um dos "homens de prata" que fazem performance em sinais de trânsito. Veja mais fotos em http://bocarra.blogspot.com/2008/03/homens-de-prata-curitiba.html |
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Homem de Prata
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Computador na esteira promete fazer internauta se mexer
Produto já vendido nos EUA permite que funcionários queimem calorias.
US$ 4,5 mil cobrados pela Walkstation não incluem o PC.
Um produto que mistura estação de trabalho com esteira promete dar mais saúde aos funcionários de empresas: a idéia é permitir que os usuários caminhem enquanto checam e-mails, navegam na internet, produzem relatórios e discutem questões do trabalho via comunicadores instantâneos. A velocidade máxima da Walkstation é de 3 km/h.
A fabricante Details afirma vender de 30 a 40 unidades desse produto por semana, nos Estados Unidos, por cerca de US$ 4,5 mil cada – o preço não inclui o computador. "Já usei por 68 dias. Nesse período, caminhei 308 quilômetros, queimei 32 mil calorias e emagreci 5 quilos, sem ter mudado nada em meu estilo de vida", disse Bud Klipa, presidente da Details.
Equipamentos desse tipo podem ser cada vez mais comuns nos ambientes de trabalho, para evitar obesidade e reduzir gastos das empresas com a saúde dos funcionários.
A Walkstation foi desenvolvida com base em um estudo de James Levine, pesquisador da Mayo Clinic, segundo quem a boa forma de pessoas sedentárias pode ser melhorada com pequenos movimentos. Ele afirma que um usuário dessa esteira gasta 100 calorias por hora, a uma velocidade de 1,6 km/h, contribuindo para a redução de peso.
"O produto não visa oferecer exercícios como os da academia no ambiente de trabalho: não deve aumentar os batimentos cardíacos dos usuários ou fazê-los suar. O objetivo é aumentar os movimentos dos funcionários enquanto eles trabalham", disse Levine.
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL645784-6174,00-COMPUTADOR+NA+ESTEIRA+PROMETE+FAZER+INTERNAUTA+SE+MEXER.html
sábado, 19 de julho de 2008
Lei Seca no Trânsito
Leia o texto completo em (exclusivo para assinantes):
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1907200829.htm
Ainda que você não seja ridículo a ponto de afirmar que dirige melhor quando bebe, talvez possa dizer que meia garrafa de vinho, três chopes ou uísques não interferem na sua habilidade ao volante.
Tudo bem: vamos admitir que, no seu caso, seja verdade, que você tenha maior resistência aos efeitos neurológicos e comportamentais do álcool e que seria aprovado em qualquer teste de resposta motora.
Imagino, entretanto, que você tenha idéia da diversidade existente entre os seres humanos. Quantas mulheres e quantos homens cada um de nós conhece para os quais uma dose basta para transtorná-los?
Quantos, depois de duas cervejas, choram, abraçam os companheiros de mesa e fazem declarações de amizade inquebrantável? Está certo permitir que esses, fisiologicamente mais sensíveis à ação do álcool, saiam por aí colocando em perigo a vida alheia?
Como seria a lei, então? Deveria avaliar as aptidões metabólicas e os reflexos de cada um para selecionar quem estaria apto a dirigir alcoolizado? O Detran colocaria um adesivo em cada carro estabelecendo os limites de consumo de álcool para aquele motorista? Ou viria carimbado na carteira de habilitação?
Talvez você possa estar de acordo com a argumentação dos advogados que defendem os interesses dos proprietários de bares e casas noturnas: "A nova lei atenta contra a liberdade individual".
Aí, começo a desconfiar de sua perspicácia. Restrições à liberdade de beber num país que vende a dose de pinga a R$ 0,50? Há escassez de botequins nas cidades brasileiras, por acaso? Existe sociedade mais complacente com o abuso de álcool do que a nossa?
terça-feira, 15 de julho de 2008
Segunda Feira de Ciências da DATASUL
- dia2lua - Lucas Hermann Negri e Yuri Kaszubowski Lopes - Graduação em Ciência da Cmputação
- Montando o cubo de Rubik - Ilton Ancelmo Pereira Junior - Mestrado Engenharia Elétrica
O primeiro projeto (Lucas e Yuri) foi feito em parte para a minha disciplina "Compiladores", lecionada no semestre 2008.1.
O segundo projeto (Ilton) foi feito para uma disciplina do mestrado lecionada pelo professor Claudio Sá, do grupo Coca, também neste semestre.
Visite este e outros projetos no dia 19 de julho das 10h às 18h, na UDESC Joinville.
Levando um quilo de alimento não perecível, uma peça de roupa ou um livro* você receberá uma cédula de votação para cada item doado.
Todos itens recolhidos na votação serão doados à Fundação Pauli Madi.
Professor da USP condena o uso de computadores por crianças
Apesar de contar com o apoio de muitos educadores, fazer parte das políticas educacionais do MEC e ter o aval da Unesco, a presença das tecnologias de informação e comunicação nas escolas não é uma unanimidade. Uma das vozes mais ativas contra o uso dos computadores por crianças e adolescentes é a de Valdemar Setzer, professor titular aposentado - mais ainda ativo - do departamento de Ciência da Computação da Universidade de São Paulo (USP).
Segundo Setzer, o computador força um tipo de pensamento lógico-simbólico que não é próprio para as crianças. O professor acredita que as máquinas não só pioram o rendimento escolar dos alunos, como também prejudicam sua imaginação. Esse ponto de vista vai de encontro a um estudo realizado por pesquisadores da Unicamp, divulgado recentemente. Segundo a pesquisa, o uso intensivo do computador pelas crianças prejudica o desempenho em sala de aula. "Esse estudo comprovou minhas deduções, que tinham sido puramente conceituais", aponta o professor. Na entrevista a seguir, além de comentar o estudo, Setzer aprofunda seus argumentos contra o uso dos computadores e defende como alternativa o ensino de artes e música.
Quais são os seus principais argumentos contra o uso de computadores na educação?
Eu uso um argumento que talvez seja único, pois provavelmente ninguém mais usa: o computador força um tipo de pensamento matemático, lógico-simbólico, que não é próprio para a criança e mesmo o adolescente. O computador também força uma linguagem formal, estrita. É uma máquina que trabalha com causa e efeito matemáticos, isto é, se a máquina está num certo estado, dando-se um comando ou acionando-se um ícone sempre ocorre o mesmo efeito. Isso não existe em outras máquinas e muito menos nas atividades humanas, principalmente em relações sociais. Esse tipo de pensamento e linguagens forçados pelo computador não é próprio para crianças. Além disso, até mais ou menos oito anos de idade as crianças não distinguem fantasia de realidade, isto é, não existe nada estrito na mente de uma criança.
O computador e a internet exigem muita maturidade e autocontrole. Eles representam um ambiente totalmente fora do contexto de maturidade e cultural da criança. Ela teria que ter um discernimento de adulto para distinguir o que é próprio ou impróprio para sua idade e cultura. A internet, quando usada na educação, representa uma educação libertária, onde a criança faz o que quer. Sou totalmente contra esse tipo de educação, pois as crianças e adolescentes precisam ser orientados. Em termos de internet, existe um enorme perigo para crianças e adolescentes, como foi mostrado por Gregory Smith em seu livro, cujo título seria "Como Proteger seus Filhos na Internet" , que está sendo traduzido pela Editora Novo Conceito para o qual dei um parecer bem favorável e fiz uma resenha, disponível em meu site. Nesse livro, ele mostra como crianças e adolescentes são extremamente ingênuos (ainda bem, senão seriam adultos!) e revelam dados pessoais em blogs, chats, e-mail etc, e trocam e-mails e chats com desconhecidos. Isso também mostra a necessidade de uma certa maturidade para o uso da internet.
Não é, em absoluto, necessário que uma criança ou adolescente use a Internet. Afinal, nenhum adulto de mais de quarenta anos hoje usou computador ou a internet quando criança ou adolescente e, hoje, não tem dificuldades em usar. No entanto, se algum pai acha erradamente que os filhos devem usar internet, devem estar permanentemente ao lado da criança ou adolescente. Computador e internet são coisas sérias e não brinquedos. E por falar nisso, somente ao redor dos 17 anos é que um jovem começa a perceber que o computador e a internet podem ser instrumentos sérios e úteis. Essa é, na minha conceituação, a idade ideal para que os jovens comecem a usar a internet e o computador. Infelizmente, essa sugestão é bastante utópica por falta de conhecimento de pais e professores ou pela abdicação da responsabilidade de educar.
O que o sr. achou do estudo realizado na Unicamp que aponta queda de rendimento dos alunos que usam os computadores para realizar as tarefas escolares?
O estudo da Unicamp confirmou um outro anterior feito no Instituto de Pesquisas Econômicas da Comunidade Européia, utilizando os mesmos dados (Saeb de 2001). Só que no da Unicamp foi feita uma análise multivariada, separando-se os alunos em classes socioeconômicas, mas no global os resultados foram os mesmos: quanto mais os alunos usam um computador, pior o rendimento escolar. Esses estudos e outros comprovaram as minhas deduções, que tinham sido puramente conceituais - o primeiro artigo que publiquei contendo algo contra o uso de computadores na educação foi de 1976. Em geral, supõe-se que uma das causas da piora do rendimento escolar seja a perda de tempo no uso do computador em lugar de dedicação a tarefas escolares. Claro que esse é um fator importante, mas eu vou muito mais a fundo, pois analiso a influência do computador sobre a mente de crianças e jovens, em particular, sobre o pensamento. Por exemplo, qualquer aparelho com tela prejudica a imaginação, pois quando se vê uma foto, ou pior, um filme ou animação, não há nada mais a ser imaginado. Compare-se com a leitura de um romance onde tudo tem de ser imaginado, isto é, incentiva-se e treina-se a imaginação. Os desastres provocados por esses aparelhos levou um neurocientista alemão, Manfred Spitzer, a escrever um livro cujo título traduzido seria "Cuidado, Tela!", onde ele mostra que todos os aparelhos com tela produzem enormes prejuízos para crianças e jovens, desde aumento de peso pela passividade física que eles impõem até vários problemas psicológicos, como aumento da agressividade, passando por muitos outros efeitos, conforme menciono em um artigo que aborda os males de todos os meios eletrônicos.
O sr. acredita que a incorporação da tecnologia pela educação é um processo irreversível?
Não existe nada irreversível quanto à atividade humana. Isso depende de nós mesmos. Infelizmente, se a ignorância continuar, a tendência será essa. Será cada vez mais difícil encontrar escolas que não usam computadores na educação. Provavelmente só sobrarão as escolas Waldorf. No meu artigo contra o projeto Um Laptop por Criança, eu menciono alguns estudos estatísticos mostrando que, quanto mais crianças e jovens usam um computador, pior o rendimento escolar. Menciono também um artigo que saiu no jornal The New York Times mostrando que cinco escolas nos EUA acabaram com o programa de cada aluno ter seu computador, pois ficou claro que isso prejudica o rendimento escolar, não traz benefícios e o custo é altíssimo. Assim, tenho ainda alguma esperança de que a razão e o bom-senso acabem prevalecendo, e escolas e pais terminem com o uso de computadores por crianças e adolescentes.
Muitos educadores defendem o uso dos computadores pelas crianças alegando que as máquinas estão cada vez mais presentes na sociedade e fazem parte do cotidiano dos alunos, além de facilitar o acesso à informação. O que o Sr. acha disso?
A necessidade de crianças usarem o computador porque ele faz parte da nossa sociedade é uma falácia completa. Nesse caso, crianças deveriam guiar automóvel, logo que os pezinhos conseguissem acelerar e brecar e deveriam tomar bebidas alcoólicas bem cedo pois ambos fazem parte da sociedade. É necessário sempre examinar a questão da maturidade. Como o computador não provoca desastres físicos ou para a saúde como os automóveis e as bebidas alcoólicas, acha-se que o computador é inócuo. Este é um grande erro, pois o desastre que ele provoca é mental, portanto, de certo modo, muitíssimo pior. Estamos condenando crianças a serem futuros adultos com pensamentos frios (sem sensibilidade social) e rígidos, por exemplo.
Além disso, por que crianças deveriam ter acesso à informação? Como em tudo na educação, há idade adequada para isso. Qualquer aceleração do desenvolvimento de crianças, seja física como mental, é prejudicial. É um paradoxo que se tenta proteger as crianças contra agressões físicas e psicológicas, e não se perceba que os meios eletrônicos (TV, vídeos games e computador/internet) violam a natureza das crianças e dos jovens, prejudicando-os em suas capacidades de pensar, sentir e querer. Há tempo para crianças entrarem em contato com o mundo; qualquer pessoa vai concordar que ele é cada vez mais socialmente miserável, cheio de agressividade e negatividade. Isso é muito ruim para crianças, que deveriam achar que o mundo é belo e bom, para terem uma infância feliz, o que lhes dará segurança e criatividade na idade adulta. Como ninguém foi para o altar usando fraldas, também chega o tempo em que o jovem terá maturidade para enfrentar as ruindades do mundo - e terá muito mais energia para enfrentá-las se sua infância tiver sido poupada. Assim, o acesso à informação por crianças e adolescentes só deveria dar-se naquilo que é adequado para sua maturidade. Repito que não é necessário que uma criança use um computador ou a Internet, pelo contrário, eles são muito prejudiciais; mas se algum pai achar erroneamente que seu filho deve usá-los, é absolutamente necessário que fique ao lado da criança para que ela não faça bobagens (como fazer acesso a sites impróprios à sua idade), fique horas sentada ao lado da máquina (posição absolutamente anormal para uma criança!) etc.
O que o sr. recomenda às crianças e adolescentes em vez do uso do computador?
Isso depende da idade. Certamente, com crianças até 9 anos, o incentivo à imaginação e à fantasia é absolutamente essencial - exatamente o contrário do que fazem os aparelhos com tela. Contar histórias, mostrar figuras em livros infantis, brincar de bola, de roda, de pular, uso de brinquedos toscos como de madeira e bonecas de pano, etc. Falando de livros, infelizmente existem muito poucos livros infantis entre nós realmente artísticos (visite-se uma livraria para verificar isso); em geral as figuras são caricatas, mostrando um mundo distorcido, ou têm monstros - alguém pode me dizer o que vai pela cabeça de um pai que dá livros ou brinquedos de monstruosos dinossauros para suas crianças? Isso mostra como se perdeu totalmente a intuição do que é apropriado para crianças e deveria ser suficiente para se desconfiar profundamente de todas as novidades pedagógicas "modernosas", principalmente as que propõem o uso de meios eletrônicos na educação. Recomendo fortemente a visita a uma Escola Waldorf para ver como pode ser um ensino profundamente impregnado de arte e sem tecnologias eletrônicas. Em particular, visite-se qualquer jardim-de-infância Waldorf para se ter uma idéia do que é um ambiente amoroso, acolhedor, artístico, que faz com que qualquer pessoa queira voltar a ser criança novamente. Note-se como nele não há absolutamente nenhum ensino formal, como apreender a ler ou fazer contas. Há tempo para isso, idealmente depois dos 6,5 a 7 anos de idade. A propósito, nenhuma Escola Waldorf digna desse nome usa computadores na educação antes do ensino médio - e, nesse caso, para mostrar o que é um computador. Note-se também que, nessas escolas, não existe a geração do "Ctrl+C, Ctrl+V", a do "copia-e-cola".
Para conhecer melhor o trabalho do Prof. Valdemar Setzer, acesse o seu site em http://www.ime.usp.br/~vwsetzer.
Fonte: http://www.cenpec.org.br/modules/news/article.php?storyid=626
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Adolfo Neto
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