segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Filme "Parto Orgásmico" no Rio

---------- Forwarded message ----------
From: Ana Cristina Duarte
Date: 2008/9/22
Subject: [Parir-Nascer] Filme "Parto Orgásmico" no Rio
To: parir-nascer@yahoogrupos.com.br


Vai passar no Festival de Cinema do Rio, não percam!!
 
PARTO ORGÁSMICO - (Orgasmic Birth)
de Debra Pascali-Bonaro. Documentário. Estados Unidos, 2007. 87min.
Desafiando o mito de que é doloroso e perigoso por natureza e deve ser deixado nas mãos dos médicos, o filme mostra as potencialidades emocionais, espirituais e físicas do parto. Acompanhamos de forma íntima onze mulheres que num trabalho de dar a luz o mais natural possível, gemem, beijam, riem e até gozam. O depoimento de vários especialistas no assunto, médicos e parteiras, junto com as mães, comprovam que estatisticamente esta é uma forma de parir mais saudável e mais segura, tanto para a mãe quanto para o bebê.

(LP) - 14 anos
QUA (1/10) 19:00 C.C. Justiça Federal
QUA (1/10) 15:45 C.C. Justiça Federal
SAB (4/10) 15:00 Caixa Cultural 2
SEX (3/10) 17:30 Caixa Cultural 2
 
Mais informações na página do Festival: http://www.festivaldorio.com.br/
 
__._,_.___


Vagas para cursos da área de Computação na UTFPR - Campus Curitiba

Foi publicado hoje no Diário Oficial da União o edital do vestibular de verão 2009 da Universidade Tecnológica Federal do Paraná. As vagas para os cursos oferecidos pelo DAINF (Campus Curitiba) são: Fonte: https://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=3&pagina=63&data=22/09/2008 Mais informações sobre o vestibular da UTFPR em breve neste link: http://vestibular.utfpr.edu.br/.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Cientistas brasileiros decidem o "indecidível"


Artigo de Luiz Barco sobre estudos notáveis de dois matemáticos brasileiros.

Freqüentemente, tenho escrito para SUPERINTERESSANTE inspirado em notas e artigos publicados em revistas científicas de renome internacional. Não raro, cito como fonte inspiradora o matemático inglês Ian Stewart, especializado na área dos sistemas dinâmicos, do caos e das catástrofes, que costuma escrever para a célebre revista inglesa Nature. Folheando números antigos dessa revista, deparei com um artigo de Stewart, de agosto do ano passado, sobre investigações recentes de dois brasileiros: Newton C. A. da Costa, da Universidade de São Paulo, e Francisco A. Dória, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Sempre que se faz uma descoberta importante, de repercussão internacional no domínio de qualquer ciência, a revista Nature registra. Isso significa não só uma grande honra para qualquer pesquisador, mas também lhe confere prestígio e reconhecimento - e foi a primeira vez que dois brasileiros, na área de ciências exatas, mereceram esse destaque. Por coincidência, Ian Stewart trabalhava no mesmo tema que os dois brasileiros e buscava os mesmos resultados. Newton da Costa é um lógico de prestígio internacional, especialmente conhecido por ter criado a lógica paraconsistente, ou seja, um novo tipo de lógica não-clássica na qual as contradições não são excluídas a priori. Dória, por sua vez, é um físico que tem trabalhado com questões de Física Teórica e Matemática.

Nos últimos anos, ambos têm se dedicado principalmente aos fundamentos da Física, à metateoria dos sistemas dinâmicos e à teoria do caos. Seus trabalhos já tinham sido publicados em revistas internacionais especializadas em Física e, desde o princípio, seus resultados nessas áreas chamaram a atenção de especialistas como M. Hirsch, L. Bloon e o próprio Stewart. Essencialmente, os brasileiros descobriram novos métodos para provar que teorias em princípio formalizáveis são indecidíveis e incompletas. Na verdade, eles generalizaram e estenderam métodos que se originaram nas obras de lógicos ou matemáticos como o austríaco Kurt Gödel (1906-1978), ou o inglês Alan Mathison Turing (1912-1954).

Os resultados a que chegaram da Costa e Dória são demasiadamente técnicos e difíceis para serem relatados aqui. Porém, pode-se apresentar uma idéia ainda que vaga de algumas das coisas que eles obtiveram. Um dos grandes problemas que resolveram é conhecido na literatura especializada como "problema de Hirsch". Um sistema físico é definido normalmente por um conjunto de equações diferenciais. Tais sistemas podem ser caóticos (praticamente imprevisíveis) ou não. O problema de Hirsch é, então, o seguinte: existe um algoritmo (processo de cálculo ou resolução de problemas semelhantes em que se estipulam regras para a obtenção do resultado) que pode nos dizer, dadas as equações que definem um sistema físico qualquer, se o sistema é caótico ou não? Dória e da Costa provaram que a solução é negativa.

Outro resultado surpreendente foi a generalização que os cientistas brasileiros demonstraram do teorema de Gödel. Em termos não muito precisos, eles provaram que qualquer teoria física forte, satisfazendo certas condições bem simples, contém proposições com sentido físico (mesmo que seja apenas teórico) que não são demonstráveis nem refutáveis na teoria. Em compensação, eles estenderam os limites usuais da teoria da computação - baseada nas idéias de Turing e outros - e provaram que, na nova concepção da teoria da computação desenvolvida por eles, praticamente todas as teorias matemáticas usuais são decidíveis.

Isto é, existe um método algorítmico generalizado, ou máquina generalizada mais forte que as máquinas comuns de Turing, que pode decidir se uma proposição qualquer da teoria é demonstrável ou não. Ao lado da natural alegria de ver dois brasileiros serem reconhecidos internacionalmente, a nota da revista Nature me devolve um pouco da fé nos nossos cientistas, que, sem dúvida, estão a merecer mais atenção dos governantes deste país em construção.

Fonte: http://super.abril.com.br/superarquivo/1992/conteudo_113069.shtml



Programação Pareada

A Dra. Laurie Williams, autora do livro Pair Programming Illuminated, elaborou um vídeo onde ensina como fazer programação pareada: the Pair Programming Video.


Fiz uma tradução (autorizada pela autora Laurie Williams) da folha de instruções sobre como fazer programação pareada —- uma  folha de instruções que acompanha o vídeo sobre programação pareada. Junto com a tradução vai uma transcrição de alguns trechos do vídeo. Este documento poderá ser atualizado eventualmente no link http://www.dainf.ct.utfpr.edu.br/%7Eadolfo/publications/2008/programacao_pareada.pdf.

Leia aqui  o post no blog de Danilo Sato descobri o vídeo sobre programação pareada

Leia mais sobre o assunto nesta página sobre programação em par.


segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Vacina antigripe não salva idoso, diz estudo

CLAUDIO ANGELO
editor de Ciência da Folha de S.Paulo

Vacinar idosos contra a gripe pode não ser uma forma eficiente de prevenir pneumonia e morte, afinal. Dois estudos independentes publicados nas últimas semanas sugerem que o benefício da imunização que vem sendo observado nos pacientes é resultado de outros fatores --e não da vacina em si.

Os trabalhos, um americano e um canadense, foram os primeiros a avaliar o histórico de pacientes vacinados e não vacinados que deram entrada em hospitais com pneumonia. Em idosos, esse mal geralmente evolui a partir da gripe.

Ambos concluem que os idosos vacinados de fato adoecem e morrem menos. No entanto, esses pacientes também têm melhor nível socioeconômico e educacional --portanto, tendem a uma vida mais saudável.

Os novos resultados adicionam polêmica a um campo até agora incontroverso das políticas de saúde pública. Há pelo menos 15 anos a vacinação contra a gripe é amplamente recomendada para idosos, com base em uma série de estudos que mostravam uma redução na mortalidade dos vacinados.

Alguns países, como o Brasil, têm programas de vacinação gratuita. Só o Brasil gastou em 2006 R$ 118,6 milhões na compra de 18,6 milhões de doses da vacina. Em sua página na internet, o Ministério da Saúde faz coro: "Estimativas de estudos internacionais indicam que a vacina contra a gripe provoca redução da mortalidade em até 50% entre a população idosa".

O problema é que, até agora, as pesquisas que mostram benefício na imunização foram baseadas apenas em observações de pacientes, sem nenhum controle de outros fatores.

"Nós estamos numa caverna escura e não sabemos ainda o que acontece lá dentro", disse à Folha o epidemiologista Sumit Majumdar, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Alberta, no Canadá.

Na última edição do periódico "American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine", Majumdar e colegas começaram a iluminar a caverna.

Para testar se o benefício da vacina era real, o grupo canadense resolveu tentar responder à seguinte pergunta: qual é o efeito da vacina de gripe sobre a mortalidade de idosos no verão, época do ano em que não há vírus influenza circulando entre a população?

Usuário saudável

O estudo acompanhou de 2000 a 2002 um conjunto de 704 idosos internados no sistema hospitalar de Alberta com pneumonia. Metade dos pacientes havia recebido a vacina no inverno anterior, metade não. Mesmo sem exposição ao vírus, 8% dos vacinados morreram contra 15% dos não vacinados. Uma redução na mortalidade de 51%. Ou seja, o benefício aparece mesmo sem o vírus.

Os pacientes selecionados para o estudo também eram avaliados quanto a condições prévias de saúde e alguns hábitos -se andavam sozinhos ou se fumavam, por exemplo. No total, 36 variáveis que poderiam afetar a saúde foram consideradas. Quando os resultados do estudo foram reavaliados à luz dessas diferenças, a equipe constatou que o real efeito protetor era desprezível.

"O que nós descobrimos é que as pessoas que se vacinam são mais ricas e mais instruídas. Quando você soma isso tudo, não há um grande benefício", disse Majumdar. "Não estamos dizendo que a vacina mata as pessoas, mas que nós temos exagerado enormemente seus benefícios."

O outro estudo, conduzido por um grupo da Universidade de Washington (EUA) e publicado em agosto no periódico "The Lancet", chegou à mesma conclusão ao tentar medir o efeito da imunização na redução de casos de pneumonia num grupo de 1.173 pacientes. "Depois de ajustarmos para a presença e severidade de comorbidades [outras doenças] (...) a vacina contra influenza não foi associada a risco reduzido", afirmam os médicos, liderados por Michael L. Jackson.

Majumdar diz que os programas de vacinação são necessários, mas insuficientes. E que a única maneira de saber qual é o real benefício da vacina é conduzir estudos clínicos, algo que os governos se recusam a fazer por razões éticas -já que nesse tipo de estudo alguns voluntários não recebem a droga, para comparar sua eficiência. "Todo mundo sempre achou que o benefício era tão evidente que ninguém poderia negar a vacina a um grupo", diz Majumdar.

O Ministério da Saúde, procurado pela Folha, disse estar analisando a validade do estudo

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u441210.shtml

Receba as postagens deste blog por email