domingo, 15 de abril de 2012

Rapidinhas do Final de Semana

Fim de semana de descanso. Não participei de nenhuma prova. Apenas dois treinos em ritmo bem leve. Queria ter participado da prova de ontem em Campina Grande do Sul mas por motivos pessoais não fui.

Semana que vem parece que vai ser fraco em provas também. Vai ter a corrida da UFPR mas vão ser só 6,5K e vai começar 8h30. Muito tarde. E vai ter uma corrida Cross Country em São José dos Pinhais. Nunca participei de uma corrida Cross Country. Não sei se vale a pena.

O principal acontecimento do fim de semana foi ter conhecido o pessoal da CEISZ Run. Conheci o Luiz e o pastor da CEISZ em Curitiba. Eles e alguns outros membros do grupo fizeram um treino no sábado no Parque Barigui.

Outra coisa boa for ter terminado de ler Running with the Kenyans, de Adharanand Finn.


O livro conta a estória de Finn, um jornalista inglês que foi morar no Quênia. Ele passou seis meses lá, treinando com e como os quenianos. Um dos objetivos dele era ficar mais rápido. Isto ele conseguiu. Após voltar para a Inglaterra terminou uma corrida de 10K em 35 minutos. E completou a Maratona de Nova Iorque em 2 horas e 55 minutos. Ótimos tempos para um amador.

O outro objetivo era descobrir os segredos dos quenianos para serem os melhores corredores do mundo. Ele não descobriu nada isolado, mas no livro aponta vários fatores que, em conjunto, podem explicar a supremacia dos quenianos. Alguns destes "segredos":

  • as crianças quenianas levam uma vida muito ativa;
  • as crianças quenianas passam a maior parte da infância e adolescência descalças;
  • as crianças quenianas correm descalças indo para a escola e voltando para casa. Com isso, desenvolvem uma boa forma de corrida que jamais perdem.
Estou simplificando demais, claro. Depois faço um resumo mais completo. Alguns trechos que selecionei do livro estão na minha página de leitor na Amazon.



sexta-feira, 6 de abril de 2012

Circuito da Lua Cheia - 4ª etapa 2012



Participei nesta quarta-feira (4 de abril de 2012) da 4ª etapa em 2012 do Circuito da Lua Cheia.

Foto pegando a lua quase cheia e, embaixo, o local da largada.

Para quem não conhece, o Circuito da Lua Cheia é uma série de corridas que sempre acontece no Parque Tingui (veja mais aqui). Acontece todo mês. Segundo os organizadores, esta foi a 50a. etapa desde seu início e com isso o Circuito da Lua Cheia tornou-se a corrida mais executada (isto é, que teve mais edições) no estado do Paraná.

Esta corrida foi especial para mim por vários motivos. Exatamente em 4 de abril de 2011 (um anos atrás) comecei a treinar corrida, no Colégio Positivo Júnior, com o professor João Batista, num grupo aberto para os pais e mães do Colégio. Uma excelente iniciativa que deveria ser seguida por outras escolas.

Nosso grupo esteve lá em peso: 8 participantes. Uma das mães chegou até a conseguir o pódio na sua faixa etária (3o. lugar) e algumas outras mães ficaram no Top-10 de suas categorias. Eu fiquei em 11o. na minha faixa etária.

Medalha da quarta etapa 2012 do Circuito da Lua Cheia


Foi a primeira corrida em que minha filha foi comigo (e graças a Deus duas amigas do grupo levaram seus familiares que puderam ficar com minha filha enquanto eu corria). Ela só não me viu chegar pois eu corri os 8,6km e ela ficou me procurando na chegada dos 4,3km. Mas tudo bem, na próxima ela me vê.

Meu tempo foi de 43:35, isto registrado pelo meu relógio. O tempo oficial foi de 43:52. Esta diferença acontece porque no Circuito da Lua Cheia só tem tapete de cronometragem no final e não no início. Portanto não há tempo líquido.

Registrei a corrida também no RunKeeper. Dá para ver que a altimetria da corrida é relativamente "desafiadora": 164m. Como sempre aciono o RunKeeper antes da largada e desligo depois da chegada, o tempo e a distância são maiores do que os oficiais. Além disso, o registro de distância por GPS é sempre falho, é apenas uma aproximação do real.

Corri usando meu par de Vibram FiveFingers KSO. O parque não é totalmente iluminado e parte dele estava em obras. Não quis me arriscar a correr com meu Nike Free 0.0 (isto é, pés descalços), como fiz em corridas anteriores, sem ainda ter o treinamento adequado para isto.

PS: Se quiser ler um outro relato da mesma corrida, leia este aqui do Luiz Souza.

domingo, 1 de abril de 2012

Morreu Micah True, conhecido como "Caballo Blanco"

Hoje é um dia muito triste para mim. Acredito que para muitos outros corredores também.



Morreu Micah True, o Caballo Blanco, um dos personagens principais do livro Nascido para Correr, de Christopher McDougall, talvez o melhor livro sobre corrida já escrito. Para conhecer mais sobre Micah, leia esta entrevista.



O corpo de Micah foi encontrado no Novo México, pelo que entendi numa região próxima ao Deserto de Sonora (Gila Wilderness). Ele estava hospedado na pousada de um amigo, saiu pela manhã para correr e não voltou. Começaram as buscas que duraram 4  dias e terminaram por encontrar o corpo de Micah.

Ele morreu com apenas 58 anos, mas ao menos ele deixou sua contribuição para a humanidade: ter ajudado a redescobrirmos os índios Tarahumara e sua maneira alegre, relaxada e livre de correr. Caballo Blanco organizou várias edições da  Copper Canyon Ultra Marathon (CCUM). A primeira edição, em 2006,  foi descrita (de forma magistral, diga-se de passagem) no livro Nascido para Correr.

Caballo foi também um dos criadores da ONG Norawas de Raramuri. Tanto a CCUM quanto a ONG ajudam os índios Tarahumara (que na verdade se chamam índios Raramuri) a sobreviver, tendo em vista que estes índios vivem numa região muito bela, porém inóspita. Uma região cercada de traficantes (que já mataram vários índios) e plantações de maconha. E o governo mexicano não oferece uma ajuda significativa. Em suas Ultra Maratonas, todos os prêmios iam para os índios. Mesmo os estrangeiros que participavam e ganhavam prêmios, davam-nos para os índios.

RIP Caballo Blanco.

terça-feira, 27 de março de 2012

Corrida da SMELJ em 18 de março de 2012



Só hoje (27.03.2012) consegui algum tempo para escrever este relato.

Participei da Corrida da SMELJ em 18 de março de 2012. Foi uma prova excelente para mim. Bati meu recorde mundial pessoal nos 10km: 48:40 (quarenta e oito minutos e quarenta segundos). É muito, sou lento, mas faz apenas um ano que corro (comecei em abril de 2011) e para mim é uma grande vitória, principalmente porque consegui já na segunda prova do ano vencer o Desafio Caixa Contra-Relógio Sub50 nos 10km.



Além disso, sigo firme na minha preparação para a Meia-Maratona de Curitiba, meu principal objetivo em 2012. Neste sábado, fiz um treino longo de 20km. Cometi um erro: corri na calçada quase todo o percurso pelo lado direito da rua. Resultado: estou com dores leves apenas no joelho esquerdo. Foi meu treinador João Batista quem me alertou para isso. Lição aprendida: se vai fazer um longo, planeje a rota usando os dois lados da rua ou usando um percurso de ida e volta.


domingo, 11 de março de 2012

Relato da 8a. Corrida Noturna Unimed Curitiba

Ontem (10/03/2012) participei da 8a. Corrida Noturna da Unimed Curitiba.  Foi excelente. Ainda mais porque corri descalço pela primeira vez a distância de 10km. E ainda por cima numa prova noturna.

Tive certo receio de correr descalço numa prova noturna. Por isso levei meu Vibram Five Fingers (VFF) KSO na mão, caso precisasse. Mas não precisei.

Várias pessoas notaram. Perguntaram se eu estava pagando promessa (disse que não), onde estavam meus tênis (mostrei os VFF que estavam na mão). Mas ninguém me xingou :)

E não fui o único descalço. Nos 5km o @caio1982  também estava descalço.

E, nos 10km, havia um Golden Retriever (saiba mais sobre este Golden corredor nesta matéria da Gazeta do Povo). Tudo bem que ele não estava inscrito. Mas, somando nós três, foram 8 "patas" no chão!


Tive alguns problemas. Primeiro, cheguei atrasado e tive dificuldades para estacionar. O trânsito estava horrível. Quase perdi a largada. Achei um lugarzinho a 1km de distância e fui correndo. Mas consegui chegar a tempo.

O segundo e o terceiro problemas foram boa parte culpa minha. Como estava lotado e cheguei atrasado, larguei do fundão, junto com o pacer de 7 min/km. Só que meu ritmo está mais para 5 e meio/km. Portanto, enfrentei muito tráfego no começo (primeiros 2km) da corrida. 

Além disso, o percurso misturava os corredores da corrida dos 5km com a dos 10km em alguns pontos. Isto é, em boa parte do percurso eram só os corredores de 10km (que largaram antes). Mas em alguns momentos a rua foi dividida pelos corredores das duas distâncias. Era muita gente para pouco espaço. Bom para quem vê a corrida como uma festa. Ruim para quem quer baixar seu tempo. Como meu principal objetivo era completar a corrida, não vi tanto problema na superlotação. Em outras corridas tentarei baixar meu tempo, pois estou participando do Desafio Sub-50 nos 10km da Revista ContraRelógio .

O terceiro problema foi com o chip. O chip de uso único é muito bom para quem corre de tênis. Mas para quem corre descalço é um problema. Tentei inovar, prendendo o chip com um esparadrapo no pé. Não deu certo. Com o passar dos quilômetros o esparadrapo foi se soltando. Mais de duas vezes parei para prendê-lo. Até que desisti e levei o chip na mão. Bem mais prático. Só precisei me abaixar quando passava por uma tábua de medição. Mas acho que deu certo, pois recebi o meu tempo por SMS.

Contabilizando os aspectos negativos e positivos, foi uma excelente prova. Não esquecerei jamais.

E, para quem acha que correr descalço é loucura, é para machos (como alguns falaram), tem que ver isto aqui. Isto sim é coragem!

PS: É sempre bom lembrar que comecei a correr no Grupo de Pais e Mães Corredores do Colégio Positivo, sob a orientação do excelente professor João Batista, que também treina o grupo de corrida do Clube Santa Mônica

PS2: Meus problemas com o chip me fizeram lembrar deste post. Correr descalço com um esparadrapo e um chip no pé (esquerdo) não é a mesma coisa que correr apenas descalço. Eu ficava preocupado em verificar se o chip estava caindo, ficava olhando para o pé. E a sensação de um esparadrapo sobre o pé não é nada agradável.

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