domingo, 3 de maio de 2015

Pipocas nas Corridas

Por conta deste comunicado:



começaram discussões nos grupos de corrida de Curitiba e região:
Corridas de Rua Curitiba
"Gente. Assunto sério.
O Circuito das Estações não vai liberar a entrada de atletas sem número de peito e chip, os "pipocas".
Eu não concordo.
Esse é um dos esportes mais democráticos que existem. Temos a opção de fazer a inscrição ou não, mas ser barrados de correr não concordo mesmo.
Temos que fazer algum movimento contra essa decisão.
Se correr na pipoca, não usufrui da estrutura mas não poder correr eu acho demais.
Alguém sabe o que podemos fazer? 
Detalhe, estou inscrito, mas não acho certa essa postura."

Amigos da Corrida & Ciclismo
"Mais essa que absurdo nao vou falar nada sobre esses organizadores....."

A discussão que se seguiu foi a de sempre: alguns defendendo o direito de ir de pipoca. Outros, como eu, achando que não é legal ir de pipoca pois atrapalha quem pagou pela corrida.

O Felipe Telles lembrou deste post irônico do Pipo Carun: Em protesto contra a corrupção, corri na pipoca.

Minha opinião é a seguinte: eu quero apoiar quem empreende na área de corrida: lojas de tênis, fotógrafos, organizadores de prova, assessorias, etc.

Se eles cobram mais caro do que eu acho justo pagar (ou do que eu posso pagar), simplesmente não compro ou não uso o serviço. Mas não vou correr de pipoca, nem copiar fotos com marca d'água do site dos fotógrafos e postar no facebook, e muito menos roubar tênis de uma loja. E acho que o empreendedor tem todo o direito de cobrar o que ele quiser.


sexta-feira, 17 de abril de 2015

Back to Brazil / De Volta ao Brasil

After a little bit more than one year, I am back in Brazil. It was a great experience, as a professor and as an amateur runner, to live for one year in the United States.  I was able to run two marathons (New York City 2014 and Tobacco Road 2015), 3 half-marathons (Rock n Roll Raleigh 2014, Race 13.1 Raleigh Fall 2014 and Rock n Rebellion 2014), 4 parkruns and many more other races.

Now the goal is to get back to normal life and, who knows, run another marathon later this year. Or even forget marathons for one year and spend more energy training for smaller races. And I also have a plan to try to reproduce the spirit of parkruns here in Curitiba.




Após pouco mais de um ano, voltei ao Brasil. Foi uma excelente experiência, como professor e como corredor amador, viver por um ano nos Estados Unidos. Pude correr duas maratonas (Nova Iorque 2014 e Tobacco Road 2015), 3 meias-maratonas (Rock n Roll Raleigh 2014, Race 13.1 Raleigh Fall 2014 and Rock n Rebellion 2014), 4 parkruns e muitas outras provas.

Agora o foco é voltar à vida normal e, quem sabe, correr outra maratona no segundo semestre. Ou mesmo esquecer maratonas por um ano e gastar mais energia treinando para corridas de distância menor. E também tenho o plano de reproduzir o espírito das parkruns aqui em Curitiba. 

domingo, 22 de março de 2015

parkrun Durham, NC #90

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This Saturday (03.21.2015) I have ran my fourth parkrun. It was parkrun Durham, NC #90. Results  are here and a report was published here.
 

I had run parkruns Durham, NC #84, #85, #86 before. See here my parkrun profile. And I was a volunteer at parkrun #89.


By the way, a very well-written text was published this week on Running Times describing what is a parkrun


On this run, I started slowly because I was still tired from last week's effort: Tobacco Road Marathon. Besides that, I almost lost the run because of a traffic jam between Raleigh and Durham. I did not have time to warm up.

In the beginning, I ran behind Gordon (who is the volunteer course marker) for two laps. Because of the rain in the previous days, the course was a 3-loop and not the usual 2-loop course. As each loop includes a hill, the 3-loop course is 50% more difficult than the 2-loop course.

After  warming up (for around 15 minutes), and trying not to
be lapped by the leaders, I picked up my pace and finished the 5K in 25:29, almost 2 minutes slower that my first parkrun on this course.

I finished in 6th but I was the 4th worst in the Age Grade results. Besides that, Eric Ward's dog was faster than me. But that was a run, not a race, so that's OK. :)

After the run,  my wife (she was there to watch the run) and I went
to Foster's Market to have breakfast with Martin and Julie, parkrun Durham volunteers.

You can watch below some videos I have filmed during parkrun #89.
Neste sábado (21/03/2015) corri minha quarta parkrun. Foi a parkrun de número 90 em Durham, Carolina do Norte.  Os resultados estão aqui e foi publicado um relato da organização aqui.

Antes eu (veja aqui meu perfil parkrun) tinha corrido as de número 84, 85, 86 e sido voluntário na 89.

A propósito de parkrun, saiu esta semana no site Running Times uma matéria que descreve muito bem o que é uma parkrun.

Eu comecei devagar pois ainda estava cansado da Maratona de domingo passado. Além do mais, quase perdi a largada por causa de um engarrafamento na estrada entre Raleigh e Durham. Não tive tempo de me aquecer.

Acompanhei o Gordon (que faz a marcação do percurso) nas duas primeiras voltas. Por causa da chuva nos últimos dias o percurso utilizado teve que ser o de três voltas e não o regular de duas voltas. Como cada volta inclui uma subida,  o percurso de três voltas é 50% pior do que o de duas voltas.

Depois que já estava aquecido (15 minutos de prova), e motivado por (a) não ser o último homem a terminar a prova e (b) não levar uma volta da primeira colocada, acelerei e consegui fechar os 5K em 25:29, quase 2 minutos acima do tempo da minha primeira parkrun neste percurso de três voltas.

Terminei em 6o. colocado geral mas sendo o quarto pior em Age Grade (que leva em consideração a idade). Além disso, fiquei atrás do cachorro do Eric Ward, que chegou em terceiro junto com ele. Mas era uma "run" (corrida) não uma "race" (prova), então está ótimo. :)

Depois da corrida, eu e minha esposa (que foi assistir) fomos tomar café da manhã com o Martin e a Julie, que são os organizadores voluntários da parkrun Durham, no Foster's Market.

Abaixo vídeos que fiz na parkrun 89.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Em breve...

Estou tão atarefado com as coisas do meu trabalho e outras questões de organização que estou sem tempo para escrever no blog. Em breve escrevo mais sobre tudo.

Participei de três provas nos últimos 40 dias: Krispy Kreme Challenge em 14 de fevereiro, Florence Forth 10K em 7 de março,  e Tobacco Road Marathon neste domingo 15 de março. Nenhum resultado bom, mas foi divertido de participar.

Além disso, neste dia 14 de março fui voluntário na parkrun Durham, NC.

Clique na imagem para ver meu nome no canto inferior direito.

No dia 16 de março visitei a primeira e melhor loja de calçados minimalistas dos Estados Unidos (e provavelmente do mundo): a Two Rivers Treads e conversei com o Dr. Mark Cucuzzella (veja o vídeo abaixo com ele):


Meses atrás conversei com Steve Gangemi, o Sock Doc. Só faltou conversar com o Maffetone para fechar com chave de ouro minha estadia nos EUA. Fica para a próxima.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Glúten: sim ou não? Para mim não, por causa da Via Negativa

O post de hoje do Danilo Balu no blog Recorrido está bem estimulante. Ele escreveu:

Vivemos em uma geração que da noite para o dia acha que virou sensível ao glúten e à lactose. Todo mundo tem um conhecido que não come (ou evita) esses 2 nutrientes. Há muito debate sobre o glúten. Eu particularmente acho que há benefícios em sua restrição, mas em um público determinado. Mas na Nutrição são tantas as variáveis que fica difícil determinar o que trouxe benefícios, se a retirada dele próprio ou de todo o carboidrato da dieta, ou ainda a entrada de outro fator importante: o placebo. Gosto do Five Thirty Eight porque são obcecados com evidências e/ou números. Aqui um belíssimo texto deles sobre o tema que dá para ser estendido para outros campos.

Meu comentário:

Danilo,

Sobre o glúten vou discordar de novo de você. Acho que todo mundo pode ter benefícios ou, ao menos, se arriscar bem menos evitando glúten. Claro que quem não tem sensibilidade clara talvez não precise zerar seu consumo anual (eu mesmo como uma fatia de pizza aqui e ali ou tomo uma cerveja), mas evitar o glúten como princípio básico me parece uma excelente ideia.

O princípio que eu gosto de aplicar em relação ao glúten é o da Via Negativa (ver este post do Taleb



 e você deve ter lido sobre isso no livro Antifrágil também do Nassim Nicholas Taleb):



Tradução do conceito de Via Negativa: 
"A ideia inteira da *via negativa* é que a *omissão* [prevenção de danos, remoção de drogas, xarope de milho, cigarros, glúten, carbs (pelo jejum), professores de academia, riscos de cauda, etc.] não tem efeitos colaterais e cadeias de ramificação de consequências não intencionais - portanto é robusta. Mas as grandes corporações [a indústria farmacêutica malvada, pepsi] e consultores não conseguem ganhar dinheiro removendo; eles apenas se beneficiam se adicionarem."



Ou seja, evitar glúten não tem efeito colateral. Eu não preciso de números para me provar que eu não devo evitar glúten. Eu precisaria de números apenas se fosse para me dar evidências de que comer glúten é seguro no longo prazo.

A conclusão do 538

“If you don’t have celiac disease or a wheat allergy and are experiencing distressing gastrointestinal symptoms after eating gluten — lack of satisfaction with your stool consistency, for example — there is something like a 1 in 30 chance that the gluten is potentially responsible. If you cut out gluten and it makes you feel better, great. Although it may all be in your head.

If you are cutting out gluten for any other reason, all that will happen is you’ll feel the same, but without the pleasure of bread that tastes like bread.”

vai bem contra o princípio da Via Negativa. Para mim, é “bullshit”.

Melhor ler o Mark Sisson:
http://www.marksdailyapple.com/does-gluten-have-any-effect-on-non-celiacs/
http://www.marksdailyapple.com/gluten-free-fad/

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