What is #SlowParkour?
I am going to give a name and a preliminary definition to the "sport" that I have been practising, inspired by Natural Born Heroes, the latest book by Christopher McDougall, and by Antifragile, by Nassim Nicholas Taleb. Many other readings, videos, podcasts have inspired me too.
Slow Parkour (it could also be called Low Impact Parkour) is a mixture of:
- Parkour, of course
- The Mafeetone Method
- MovNat
- Calisthenics
- Primal Movement (by Mark Sisson)
It is Parkour for extremely prudent people. No accidents expected. It can happen, but it should be very rare.
It is a sport that can be practiced by people (men and women) who are 40 years old or even older.
It consists of:
- Lifting weights (usually your own body as in Calisthenics)
- Climbing, jumping low heights
- Natural movement that uses the brain as well as the body
Some rules:
- You should always warm up before and cool down after exercise sessions.
- You should rest (until it comes below your aerobic threshold) between sets.
- You should do a low number of repetitions. Don't get so tired that you could be an easy victim.
- You should avoid high impact.
- Face fear, but not too much.
- You have to be aware of your environment.
- You have to use fat as fuel. You cannot be extremely hungry at the end of an exercise session.
- You should wear minimalist shoes or, even better, do it barefoot.
- You can do it in Nature, in the city or in a gym, but preferably in Nature.
PS: This is a draft. Any comments? I feel I must include some mention to training for fights (MovNat combative, for instance).
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Talento: primeiro episódio da série desvenda os segredos dos corredores quenianos
Ontem começou uma série sobre talento no programa Esporte Espetacular.
O primeiro episódio foi sobre os corredores quenianos, que dominam com folga os rankings de maratonistas e também vão muito bem em outras distâncias.
A matéria mostrou que nem todo queniano corre e abordou o estímulo que se dá à corrida desde a época de escola. Não deixou claro que algumas crianças usam sim a corrida como meio de transporte, isto é, praticam corrida-transporte.
Mostrou crianças correndo descalças e falhou em não dizer que alguns acham que isto pode ser benéfico para os futuros corredores. Quem treina descalço, por ter maior feedback nos pés, talvez desenvolva uma melhor técnica de corrida.
Foi bem correto ao mostrar que existem vários fatores que podem justificar o sucesso dos quenianos, entre os quais genética ("pernas longas e finas"), pobreza (os prêmios nas corridas, que não se comparam ao de esportes como futebol, representam muito para eles), tradição (ainda que recente), altitude (pulmões mais largos), muito treino, muita competição interna (treinos coletivos).
Errou ao dizer que eles treinam 200Km em alta intensidade, 3 sessões por dia, toda semana. Segundo o livro Running with the Kenyans não é tanto toda semana e não é tudo em alta intensidade. Longe disso. A maior parte dos treinos são em intensidade moderada (numa velocidade que para muitos corredores profissionais seria alta, mas para eles a intensidade é moderada e é isto que importa).
Comentou a questão do doping que vem sujando (um pouco apenas) a imagem do país recentemente. Parece que o controle lá é muito fraco.
Mencionou a influência de estrangeiros (Gabriele Rosa foi entrevistado). Senti falta do Brother Colm O'Connell, um padre irlandês responsável por vários atletas quenianos entre os quais o fantástico David Rudisha.
Não deu muito destaque à presença dos quenianos no Brasil (que na minha opinião são muitos e acabam prejudicando a formação de nossos atletas) por não estar no foco da matéria.
No geral, uma ótima reportagem.
Link: http://globoplay.globo.com/v/4729036/
PS: Fiquei sabendo desta resportagem através de um Tweet do Sérgio Xavier Filho, que ficou sabendo através do Iberê Dias. Ele depois tuitou o link que passei para ele.
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| Link: http://globoplay.globo.com/v/4729036/ |
O primeiro episódio foi sobre os corredores quenianos, que dominam com folga os rankings de maratonistas e também vão muito bem em outras distâncias.
A matéria mostrou que nem todo queniano corre e abordou o estímulo que se dá à corrida desde a época de escola. Não deixou claro que algumas crianças usam sim a corrida como meio de transporte, isto é, praticam corrida-transporte.
Mostrou crianças correndo descalças e falhou em não dizer que alguns acham que isto pode ser benéfico para os futuros corredores. Quem treina descalço, por ter maior feedback nos pés, talvez desenvolva uma melhor técnica de corrida.
Foi bem correto ao mostrar que existem vários fatores que podem justificar o sucesso dos quenianos, entre os quais genética ("pernas longas e finas"), pobreza (os prêmios nas corridas, que não se comparam ao de esportes como futebol, representam muito para eles), tradição (ainda que recente), altitude (pulmões mais largos), muito treino, muita competição interna (treinos coletivos).
Errou ao dizer que eles treinam 200Km em alta intensidade, 3 sessões por dia, toda semana. Segundo o livro Running with the Kenyans não é tanto toda semana e não é tudo em alta intensidade. Longe disso. A maior parte dos treinos são em intensidade moderada (numa velocidade que para muitos corredores profissionais seria alta, mas para eles a intensidade é moderada e é isto que importa).
Comentou a questão do doping que vem sujando (um pouco apenas) a imagem do país recentemente. Parece que o controle lá é muito fraco.
Mencionou a influência de estrangeiros (Gabriele Rosa foi entrevistado). Senti falta do Brother Colm O'Connell, um padre irlandês responsável por vários atletas quenianos entre os quais o fantástico David Rudisha.
Não deu muito destaque à presença dos quenianos no Brasil (que na minha opinião são muitos e acabam prejudicando a formação de nossos atletas) por não estar no foco da matéria.
No geral, uma ótima reportagem.
Link: http://globoplay.globo.com/v/4729036/
PS: Fiquei sabendo desta resportagem através de um Tweet do Sérgio Xavier Filho, que ficou sabendo através do Iberê Dias. Ele depois tuitou o link que passei para ele.
Sensacional. E linda matéria, ainda por cima. Múltiplos fatores para quenianos serem reis da longa distância https://t.co/pr41AHUnES
— Sérgio Xavier Filho (@sxavierfilho) January 10, 2016
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
Os problemas da Maratona, sua defesa, e outros links
Já corri 5 maratonas mas não sei se algum dia correrei mais uma. Razões:
Ralph Tacconi escreveu, em defesa da Maratona, após eu postar este link no grupo Running/Endurance Paleo Low Carb:
Bom vou expressar minha opinião sobre dois aspectos:
Sobre essa questão de "não evoluímos" para correr longas distâncias. Esse termo é muito usado em universos Páleo e o pessoal que segue e estuda essa linha.
Porém eu faço uma ressalva nessa questão: Essa não evolução se deve ao fato de: não termos evoluído por não sermos capazes ou de não termos evoluído por não ter tido necessidade ?
Podemos pensar que os nossos ancestrais não corriam 40 Kms talvez por não ter necessidade disso e não por não ser capaz. Ao longos dos anos, a nossa espécie talvez não tenha desenvolvido determinadas habilidades simplesmente por não ter utilidade.
Organismos biológicos se adaptam, melhoram e se aperfeiçoam com o tempo e não há nada que comprove que nossos organismos poderiam sim, fazer coisas hoje que não eram capazes de fazer há anos por falta de necessidade.
Isso não é a minha opinião, eu só acho controverso essa história de "nossos acenstrais não evoluiram pra isso". Penso que cabe discussão a respeito.
O segundo aspecto que quero destacar é diretamente ligado a maratona.
Sobre isso, vou dar a minha opinião:
Sei que a maratona me faz mal. Fisicamente. (essa última de Curitiba me deixou muito debilitado realmente).
Concordo com todos os argumentos do Mark Sisson em seu artigo.
Porém, a maratona é algo muito fácil de se apontar como malefício. Os males são físicos, reais, perceptíveis.
E se nós trouxermos isso a outro nível de entendimento? A relação custo-benefício.
A mim, por exemplo posso citar vários aspectos positivos, entre eles:
1 - O treino para a maratona me faz ser saudável. Mantendo atividade física regular.
2 - O desafio que ela proporciona também pode ser salutar.
3 - Um exercício mental muito útil em outros aspectos da sua própria vida.
4 - A euforia de terminá-la.
Existem outros, em menores proporções, mas não vem ao caso.
Sim, você pode dizer: "Ah, mas eu consigo ser saudavel sem precisar correr maratonas" ou então "Tenho outras alternativas para exercício mental". Concordo, mas penso que o conjunto de fatores que vão desde a disciplina nos treinos, até a euforia da conclusão eu só consigo através dela. Sem ela, acho que não reuniria todos esses fatores.
Em outras palavras: Eu sei que a maratona vai me trazer alguns problemas físicos, fisiológicos, porém, o benefício que ela me traz acaba sendo proporcional ou até maior do que esses males.
Alguém pode dizer: "correr maratonas não é saudável". Mas quem consegue ser saudável 100% do tempo ? Ninguém. Você pode encarar maratona como uma espécie de dias do lixo tão comentada nas comunidade de nutrição saudável.
Você pode manter sua alimentção regrada durante a maior parte do tempo, porém, pra viver socialmente adaptado, algumas coisas sempre vão sair do ideal. Uma festinha de criança, um churrasco em família, um jantar comemorativo. Isso é real, ninguém consegue se abster de tudo, pois assim estará abrindo mão de uma vida que também deve ser vivida com outros prazeres.
E esses eventos trazem o mesmo ou até mais malefícios de uma maratona, porém, não são tão perceptíveis assim. Não temos como relativizar um mal que, um estress pancreático causado por uma insulinemia pode ser tão (ou pior) que uma queda de imunidade pós maratona, por exemplo. Ou então, uma crise diarréica (causada por um entupimento de brigadeiros numa festa infantil) pode ser tão ruim (ou pior) quanto dores nas pernas por 3 dias pós maratona. Não sei. Quem pode dizer isso ?
Até onde eu sei, não há danos irreversíveis ao ser correr uma maratona. Como também, não há danos irreversíveis ao ir num rodízio de pizzas.
Eu por exemplo, não vou a um rodízio de pizzas, mas me dá imenso prazer de fazer sobremesas lotadas de açucar quando estou com todos meus filhos reunidos. E quando estou com todos meus filhos juntos ? Esporadicamente, duas vezes por ano. Há mal nisso ? Vou deixar de viver isso ? Definitivamente não.
Portanto, encaro a maratona como o dia do lixo. Duas ou três vezes por ano, me dou esse direito. Judiar um pouco do meu corpo, mas colher os bons frutos que ela me proporciona.
Desculpe se o texto ficou longo.
Paulo Penna escreveu:
Muito bom realmente essa exposição do Ralph Tacconi. Causa uma certa estranheza a forma como o conceito Evolução tem sido utilizado como se fora uma espécie de chancela - ou juiz - para definir o que é saudável e, por detrás disso, o que é recomendável como escolha a ser feita, ensejando, por exemplo, comentários a essa postagem, na página do Paleodiário que flertam com o dogmático. E esse post traz a sensatez e o equilíbrio necessários a questão.
E Roger Paixão completou:
Bom argumento Ralph... eu particularmente acredito q estamos "adaptados" para coisas simples e explosivas... curto demais a visão do Mark Sisson... seu "primal blueprint"... até onde li "em artigos científicos" tudo corrobora nesta direção.
Levar o corpo até o limite é algo q podemos fazer de muitas formas... eu prefiro ñ correr muito... gosto dos tiros rápidos... sou adepto do protocolo SIT há pelo menos 18 meses e estou mto resolvido em termos de saúde...
E acredito q mtos prbls de saúde (sentimento) está relacionado ao uso de calçados... nosso desenho plantar ñ é para o concreto, pista etc... me sinto mto bem fazendo SIT descalço na areia ou na grama...
E você, o que acha?
Concordo com algumas partes, mas exercício competitivo é natural?
- Você fica acabado após uma maratona. Mesmo profissionais mal conseguem andar nas horas ou dias após a maratona. É muito fragilizante. Acho até mesmo uma má ideia viajar para correr maratona e depois tentar fazer turismo, pois você não está inteiro depois da prova.
- Dá muito trabalho treinar para uma maratona. A preparação deve começar pelo menos 2 meses antes. Idealmente, 4 meses antes e após pelo menos 2 anos como corredor regular. Deve incluir treinos longos de até 2 horas (um "longão" a cada 2 semanas, em média) e 5 ou mais sessões de treino na semana, incluindo treinos de fortalecimento e educativos.
- Uma maratona na cidade é algo muito artificial. Você corre num terreno bastante plano (às vezes com subidas e descidas, mas nada como um morro) e praticamente só move as pernas. O movimento é muito repetitivo. Você não pula, salta, se agacha, nada muito diferente. "Só" corre.
- O foco nas maratonas de rua é geralmente no tempo que se leva para completá-la. Acho isto também muito artificial.
Ralph Tacconi escreveu, em defesa da Maratona, após eu postar este link no grupo Running/Endurance Paleo Low Carb:
Bom vou expressar minha opinião sobre dois aspectos:
Sobre essa questão de "não evoluímos" para correr longas distâncias. Esse termo é muito usado em universos Páleo e o pessoal que segue e estuda essa linha.
Porém eu faço uma ressalva nessa questão: Essa não evolução se deve ao fato de: não termos evoluído por não sermos capazes ou de não termos evoluído por não ter tido necessidade ?
Podemos pensar que os nossos ancestrais não corriam 40 Kms talvez por não ter necessidade disso e não por não ser capaz. Ao longos dos anos, a nossa espécie talvez não tenha desenvolvido determinadas habilidades simplesmente por não ter utilidade.
Organismos biológicos se adaptam, melhoram e se aperfeiçoam com o tempo e não há nada que comprove que nossos organismos poderiam sim, fazer coisas hoje que não eram capazes de fazer há anos por falta de necessidade.
Isso não é a minha opinião, eu só acho controverso essa história de "nossos acenstrais não evoluiram pra isso". Penso que cabe discussão a respeito.
O segundo aspecto que quero destacar é diretamente ligado a maratona.
Sobre isso, vou dar a minha opinião:
Sei que a maratona me faz mal. Fisicamente. (essa última de Curitiba me deixou muito debilitado realmente).
Concordo com todos os argumentos do Mark Sisson em seu artigo.
Porém, a maratona é algo muito fácil de se apontar como malefício. Os males são físicos, reais, perceptíveis.
E se nós trouxermos isso a outro nível de entendimento? A relação custo-benefício.
A mim, por exemplo posso citar vários aspectos positivos, entre eles:
1 - O treino para a maratona me faz ser saudável. Mantendo atividade física regular.
2 - O desafio que ela proporciona também pode ser salutar.
3 - Um exercício mental muito útil em outros aspectos da sua própria vida.
4 - A euforia de terminá-la.
Existem outros, em menores proporções, mas não vem ao caso.
Sim, você pode dizer: "Ah, mas eu consigo ser saudavel sem precisar correr maratonas" ou então "Tenho outras alternativas para exercício mental". Concordo, mas penso que o conjunto de fatores que vão desde a disciplina nos treinos, até a euforia da conclusão eu só consigo através dela. Sem ela, acho que não reuniria todos esses fatores.
Em outras palavras: Eu sei que a maratona vai me trazer alguns problemas físicos, fisiológicos, porém, o benefício que ela me traz acaba sendo proporcional ou até maior do que esses males.
Alguém pode dizer: "correr maratonas não é saudável". Mas quem consegue ser saudável 100% do tempo ? Ninguém. Você pode encarar maratona como uma espécie de dias do lixo tão comentada nas comunidade de nutrição saudável.
Você pode manter sua alimentção regrada durante a maior parte do tempo, porém, pra viver socialmente adaptado, algumas coisas sempre vão sair do ideal. Uma festinha de criança, um churrasco em família, um jantar comemorativo. Isso é real, ninguém consegue se abster de tudo, pois assim estará abrindo mão de uma vida que também deve ser vivida com outros prazeres.
E esses eventos trazem o mesmo ou até mais malefícios de uma maratona, porém, não são tão perceptíveis assim. Não temos como relativizar um mal que, um estress pancreático causado por uma insulinemia pode ser tão (ou pior) que uma queda de imunidade pós maratona, por exemplo. Ou então, uma crise diarréica (causada por um entupimento de brigadeiros numa festa infantil) pode ser tão ruim (ou pior) quanto dores nas pernas por 3 dias pós maratona. Não sei. Quem pode dizer isso ?
Até onde eu sei, não há danos irreversíveis ao ser correr uma maratona. Como também, não há danos irreversíveis ao ir num rodízio de pizzas.
Eu por exemplo, não vou a um rodízio de pizzas, mas me dá imenso prazer de fazer sobremesas lotadas de açucar quando estou com todos meus filhos reunidos. E quando estou com todos meus filhos juntos ? Esporadicamente, duas vezes por ano. Há mal nisso ? Vou deixar de viver isso ? Definitivamente não.
Portanto, encaro a maratona como o dia do lixo. Duas ou três vezes por ano, me dou esse direito. Judiar um pouco do meu corpo, mas colher os bons frutos que ela me proporciona.
Desculpe se o texto ficou longo.
Paulo Penna escreveu:
Muito bom realmente essa exposição do Ralph Tacconi. Causa uma certa estranheza a forma como o conceito Evolução tem sido utilizado como se fora uma espécie de chancela - ou juiz - para definir o que é saudável e, por detrás disso, o que é recomendável como escolha a ser feita, ensejando, por exemplo, comentários a essa postagem, na página do Paleodiário que flertam com o dogmático. E esse post traz a sensatez e o equilíbrio necessários a questão.
E Roger Paixão completou:
Bom argumento Ralph... eu particularmente acredito q estamos "adaptados" para coisas simples e explosivas... curto demais a visão do Mark Sisson... seu "primal blueprint"... até onde li "em artigos científicos" tudo corrobora nesta direção.
Levar o corpo até o limite é algo q podemos fazer de muitas formas... eu prefiro ñ correr muito... gosto dos tiros rápidos... sou adepto do protocolo SIT há pelo menos 18 meses e estou mto resolvido em termos de saúde...
E acredito q mtos prbls de saúde (sentimento) está relacionado ao uso de calçados... nosso desenho plantar ñ é para o concreto, pista etc... me sinto mto bem fazendo SIT descalço na areia ou na grama...
E você, o que acha?
Exercício é Remédio?
Artigo novo do Dan Lieberman (Harvard):
Is Exercise Really Medicine? An Evolutionary Perspective
Is Exercise Really Medicine? An Evolutionary Perspective
"However, there are several lines of evidence that humans evolved to be unique among primates and somewhat unusual among mammals in being especially well adapted for plentiful physical activity dominated by endurance as opposed to power."
Leiam esta parte: em média 31Km e metade andando.
"In the Kalahari, persistence
hunts average 31 km (19 miles), with hunters running only
about half that distance, usually at a moderate pace (23)"
Ralph Tacconi: "Nossa, gostei muito mesmo. Ou seja, fomos evoluídos naturalmente as nos movimentarmos, porém, essa naturalidade tem se perdido ao longo do tempo e cada vez mais atribuímos atividades a formas não naturais."
"In the Kalahari, persistence
hunts average 31 km (19 miles), with hunters running only
about half that distance, usually at a moderate pace (23)"
Gostei quando ele diz que não há como estabelecer uma quantidade ideal de exercícios.
Ralph Tacconi: "Nossa, gostei muito mesmo. Ou seja, fomos evoluídos naturalmente as nos movimentarmos, porém, essa naturalidade tem se perdido ao longo do tempo e cada vez mais atribuímos atividades a formas não naturais."
Retuíte de Tim Noakes em 2013
O prof. Tim Noakes retuitou um tuíte meu.Quer dizer, ele reescreveu e me mencionou:"#Waterlogged makes into top 10...
Posted by Adolfo Neto on Tuesday, January 8, 2013
Periodização do Treinamento e a Corrida Ancestral
Concordo com algumas partes, mas exercício competitivo é natural?
PERIODIZAÇÃO DO TREINAMENTO E A CORRIDA ANCESTRALEsse é o primeiro texto da Ancestral Running com posicionamento,...
Posted by Ancestral Running on Tuesday, December 29, 2015
Exercício Natural?
75 yaşlı kişi ağaca belə çıxdı.
Posted by Bizim Yol on Friday, June 27, 2014
Correr nos EUA vs. Correr na Disney
Escutei o podcast Correr na Disney, do Por Falar em Corrida. O programa ficou muito bom. Fiquei um ano nos EUA, a pequena distância da Flórida, e não tive vontade de ir correr na Disney. Depois de escutar o podcast, a vontade diminuiu mais ainda. Por tudo que foi descrito, parece que Orlando é muito diferente do resto dos EUA. E pareceu muito caro e artificial.
Pela descrição que deram, prefiro muito mais a experiência que tive de correr em corridas simples dos EUA. Fiquei um ano e corri 19 provas nos EUA, de várias distâncias e números de participantes. Desde a maior maratona do mundo, a Maratona da Cidade de Nova Iorque 2014, até parkruns com 5 participantes.
As principais vantagens de correr na região da Carolina do Norte (não posso dizer que se aplica a todo o país):
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| Podcast Correr na Disney |
Pela descrição que deram, prefiro muito mais a experiência que tive de correr em corridas simples dos EUA. Fiquei um ano e corri 19 provas nos EUA, de várias distâncias e números de participantes. Desde a maior maratona do mundo, a Maratona da Cidade de Nova Iorque 2014, até parkruns com 5 participantes.
As principais vantagens de correr na região da Carolina do Norte (não posso dizer que se aplica a todo o país):
- a maioria das corridas é no sábado pela manhã.
- na maioria dos casos, você pode inscrever-se no dia da prova.
- a maioria das provas não é lotada. É fácil largar e manter seu ritmo sem se preocupar com tráfego.
- a maioria das provas não dá medalha de participação.
A única desvantagem é que os preços são em dólar :) Mas relativamente à renda deles não é caro.
Meus relatos de prova e outros textos sobre meu ano nos EUA estão abaixo:
- Meia Maratona Rock 'n' Roll de Raleigh: prova gigantesca, diferente da média.
- Socks and Undies 5K: meu primeiro pódio geral (segundo)
- Grupos de Corrida nos Estados Unidos
- 2014 Triangle Race for the Cure: meu recorde pessoal nos 5K
- Recorde Pessoal na Milha: minha primeira prova de uma milha (1609m)
- Raleigh 8000 - Recorde Pessoal nos 8K - Fotos e breve relato: minha primeira prova de exatos 8km.
- Raleigh's Finest 5K: Recorde Pessoal nos 5K descalço: recorde pessoal descalço nos 5K
- A Arte de Aferir Percursos: entrevista com um aferidor de percursos americano que conheci por lá.
- The Magnificent Mile Race: minha segunda prova de uma milha.
- Prêmios por categoria, Medalhas e Camisetas nas Corridas da Região do Triângulo da Carolina do Norte
- Meia Maratona Rock N Rebellion - Fotos
- 2 Meias Maratonas em 15 dias com Recorde Pessoal
- Maratona de Nova Iorque: Minha Causa
- Voluntário na American Tobacco Trail 10 Miler
- Maratona de Nova Iorque 2014
- Maratona de Nova Iorque - 2 (algumas observações)
- Retrospectiva 2014 e Planos para 2015
- Minha primeira parkrun
- Treino com Meb Keflezighi
- Tobacco Road Marathon: email
- Outro exemplo de email de organizadora de prova
- Mais duas parkruns em Durham
- Em breve...
- parkrun Durham, NC #90
- Back to Brazil / De Volta ao Brasil
Vi que não escrevi sobre a minha última prova, NCSU Run.Dance.Glow 5K for Special Olympics, que aconteceu dentro da North Carolina State University. Foi bem divertida e um pouco maior do que a média de outras provas. Como corri sem chip (era de graça para moradores de condomínios da universidade), meu tempo não aparece nos resultados.
Também não escrevi sobre a Krispy Kreme Challenge, uma corrida muito estranha, na qual alguns corredores vomitam. Enfim, faltou bastante coisa.
Alguém tem alguma curiosidade específica? Podem perguntar nos comentários.
E, se você pretende correr uma maratona ou meia-maratona nos EUA, recomendo fortemente a Tobacco Road Marathon. É relativamente barata, o percurso é bem plano, o clima ajuda, hotéis na região são baratos, não é uma corrida lotada, e um brasileiro faz parte da organização da prova.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
O que penso em fazer em 2016? Corrida, Parkour, MovNat...
O ano de 2016 começou e continuo treinando. Não fiz nenhuma pausa de fim de ano (exceto para uma curta viagem à minha terra natal), como fiz em anos anteriores, pois não treinei pesado nos últimos meses.
Em 2016, com relação a corrida, não tenho objetivo de fazer nenhuma prova em especial. Vou fazer o que aparecer e o que der vontade de fazer. Acho difícil que faça uma maratona. Talvez corra uma meia maratona ou uma prova de 10 milhas. Mas a verdade é que no momento não estou com vontade de correr nem prova de 5 quilômetros. No momento, provas só de corrida me parecem tão chatas...
E também não estou com vontade de participar daquelas provas de obstáculos (já tem várias aqui na região). Não acho muito natural e geralmente são bem caras. Mas posso mudar de ideia.
Talvez eu organize alguns Treinos-no-Parque (parkruns não oficiais). Para isso vou depender de estímulo e apoio dos colegas corredores da região. Se bem que, para que uma parkrun seja bem-sucedida, basta um corredor e um voluntário.
Um outro objetivo é treinar mais Parkour na nova sede da única Academia de Parkour de Curitiba, a Ponto B. Tive sorte pois eles mudaram-se para um novo endereço (Av. Visconde de Guarapuava, 3577 – Centro – Curitiba, PR) e fica bem perto de onde trabalho. Conheci o Cassio, um dos fundadores da Academia, no fim do ano passado lá na UTFPR. É uma pessoa séria, que está sempre se atualizando, e apaixonada pelo Parkour. Ele defendeu seu mestrado em 04/12/2015.
Um dos meus objetivos em relação ao Parkour é não exagerar. Quando a gente começa se estimula demais com as capacidades adormecidas do corpo, e pode se machucar. Quero fazer um Parkour de Baixo Impacto, pois já não tenho mais 19 anos (que parece ser a idade média dos traceurs, isto é, dos praticantes de Parkour).
Na verdade não me considero um traceur. Sou apenas uma pessoa que busca incorporar ideias do Parkour, do MovNat, da Calistenia, do Primal Fitness, e de qualquer coisa que achar interessante, na minha rotina de exercícios.
Tento fazer da minha rotina o mais aleatória possível, seguindo os princípios de Antifragilidade de Nassim Nicholas Taleb. Mas tento tomar cuidado com os acidentes (que acontecem, mas podem ser minimizados) e com o impacto.
PS:
Alimentação: pretendo continuar com uma dieta paleo rica em gordura, relativamente pobre em carboidratois (LCHF - low carb high fat), mas não cetogênica, não buscando estar em cetose. De vez em quando abro exceções. Nada de radicalismos. Até gostaria de ser mais radical, mas não sou.
Minimalismo e corrida descalça: Quero tentar correr mais descalço em 2016 do que corri em 2015. Pretendo continuar usando calçados minimalistas em várias ocasiões mas em 2014 e 2015 corri muito pouco descalço de fato.
Em 2016, com relação a corrida, não tenho objetivo de fazer nenhuma prova em especial. Vou fazer o que aparecer e o que der vontade de fazer. Acho difícil que faça uma maratona. Talvez corra uma meia maratona ou uma prova de 10 milhas. Mas a verdade é que no momento não estou com vontade de correr nem prova de 5 quilômetros. No momento, provas só de corrida me parecem tão chatas...
E também não estou com vontade de participar daquelas provas de obstáculos (já tem várias aqui na região). Não acho muito natural e geralmente são bem caras. Mas posso mudar de ideia.
Talvez eu organize alguns Treinos-no-Parque (parkruns não oficiais). Para isso vou depender de estímulo e apoio dos colegas corredores da região. Se bem que, para que uma parkrun seja bem-sucedida, basta um corredor e um voluntário.
Um outro objetivo é treinar mais Parkour na nova sede da única Academia de Parkour de Curitiba, a Ponto B. Tive sorte pois eles mudaram-se para um novo endereço (Av. Visconde de Guarapuava, 3577 – Centro – Curitiba, PR) e fica bem perto de onde trabalho. Conheci o Cassio, um dos fundadores da Academia, no fim do ano passado lá na UTFPR. É uma pessoa séria, que está sempre se atualizando, e apaixonada pelo Parkour. Ele defendeu seu mestrado em 04/12/2015.
Um dos meus objetivos em relação ao Parkour é não exagerar. Quando a gente começa se estimula demais com as capacidades adormecidas do corpo, e pode se machucar. Quero fazer um Parkour de Baixo Impacto, pois já não tenho mais 19 anos (que parece ser a idade média dos traceurs, isto é, dos praticantes de Parkour).
Na verdade não me considero um traceur. Sou apenas uma pessoa que busca incorporar ideias do Parkour, do MovNat, da Calistenia, do Primal Fitness, e de qualquer coisa que achar interessante, na minha rotina de exercícios.
Tento fazer da minha rotina o mais aleatória possível, seguindo os princípios de Antifragilidade de Nassim Nicholas Taleb. Mas tento tomar cuidado com os acidentes (que acontecem, mas podem ser minimizados) e com o impacto.
PS:
Alimentação: pretendo continuar com uma dieta paleo rica em gordura, relativamente pobre em carboidratois (LCHF - low carb high fat), mas não cetogênica, não buscando estar em cetose. De vez em quando abro exceções. Nada de radicalismos. Até gostaria de ser mais radical, mas não sou.
Minimalismo e corrida descalça: Quero tentar correr mais descalço em 2016 do que corri em 2015. Pretendo continuar usando calçados minimalistas em várias ocasiões mas em 2014 e 2015 corri muito pouco descalço de fato.
| Paripueira, Alagoas |
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| Mureta baixa para treinar Parkour de Baixo Impacto |
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| Corrimão de ferro no Parque Barigui para treinar cat walk. |
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