quarta-feira, 30 de março de 2016

Corrida-Transporte

Já escrevi bastante aqui sobre corrida-transporte.

Acho que é uma ótima forma de exercitar-se de forma econômica e ecológica.

Mas nem todo mundo pode praticar a corrida-transporte. Alguns por morarem muito longe do trabalho, outros por não terem um local para se trocar perto do trabalho, etc.

Algumas ideias:

  • Se você mora muito longe do trabalho, como eu, faça apenas um trecho do percurso usando corrida-transporte. Por exemplo, vá correndo até certo lugar e de lá pegue um ônibus.
  • Se você não tem um local para se trocar perto do trabalho, veja se não tem uma academia de musculação onde você possa se trocar. Onde trabalho, a mensalidade da academia é mais barata do que a mensalidade de um estacionamento.
  • Se você tem um horário muito rígido (e cedo) para chegar no trabalho, talvez seja melhor fazer corrida-transporte na volta apenas.
Mais algumas dicas:
  • Corrida-transporte quase sempre é feita com mochila. Aceite que isto vai diminuir o seu ritmo. Não faz sentido correr na mesma velocidade que você correria se estivesse sem mochila. E caminhe sempre que quiser. É infantil nunca querer caminhar. Caminhar e correr são atividades irmãs. Quando uma subida for muito íngreme ou estiver cansado, caminhe. Depois volte a correr.
  • No começo use a mochila que tiver. Mas depois, se você gostar da corrida-transporte, invista numa boa mochila com quatro faixas: duas em volta dos ombros (que toda mochila tem), uma na altura do peito e uma na altura da barriga.   Também é bom se a mochila tiver espaço para a circulação do ar nas costas.
  • Use calçados minimalistas. Não interfira demais com o que já deu certo: o pé humano.


quarta-feira, 16 de março de 2016

Revezamento Entre Parques (25K individual) 2016

Participei neste domingo da Corrida de Revezamento Entre Parques de Curitiba. Foi minha terceira vez nesta prova e minha prova de número 68.

Parque Tanguá, descida.


Em 2013 eu era parte de uma equipe de revezamento com quatro pessoas mas acabei acompanhando os outros colegas da equipe e fazendo a prova toda (na época 23,8Km) descalço.

Em 2014 eu fiz apenas um trecho (do Parque São Lourenço ao Parque Tanguá), o mais curto.

Parque Tanguá, visto de baixo.


Não participei em 2015.  Foi a primeira vez em que a Prefeitura oficializou o que muitos já faziam: a prova toda foi permitida para indivíduos. E o percurso total aumentou para 25Km. O trecho adicionado foi no Parque Tanguá: em vez de chegar lá em cima (onde fica o prédio que é a marca registrada do parque) e sair, agora os corredores agora tem que descer por uma descida "criminosa", ver uma bela vista lá de baixo, e subir de novo (pelo outro lado, a pior subida de todo o percurso).

Corredores tendo que dividir o espaço com carros, ônibus e bicicletas (que eram permitidas nesta prova como apoio).


Em 2016 inscrevi-me para o individal. Não quis ter o trabalho de formar uma equipe.  Mas eu sabia que não estava treinando para fazer tça distância e desde novembro de 2014 não tenho mais tido vontade de fazer treinos longos. Hoje para mim é muito mais divertido correr lentamente por 10 minutos, ficar 20 minutos numa Academia ao Ar Livre, onde faço calistenia, Parkour, MovNat, e depois voltar para casa correndo lentamente de novo. Correr exclusivamente por longo tempo (mais de 1h) parece monótono, parcial, incompleto demais para o Adolfo de 2016.

Parque Barigui
Mais fotos no álbum do Flickr.


Algumas observações sobre a prova para quem quiser fazê-la em 2017:

  • O percurso não é aferido e a largada nem tem tapete de cronometragem. Se você estiver indo pensando em bater recorde pessoal, esqueça.
  • A classificação é por tempo bruto. Se você estiver indo pensando em melhorar sua posição, na hora da largada vá lá para a frente. Se você for desonesto (espero que não seja), nem precisa largar junto com os outros. Pode "largar" perto do Parque São Lourenço mesmo que não vai fazer diferença no seu tempo já que o primeiro tapete de cronometragem é lá.
  • Aconteceram problemas nos pontos de revezamento. Eram muito estreitos e ficaram lotados.
  • Aconteceram problemas na entrega de kits. Filas enormes se formaram em alguns horários. E não gostei que foi no bairro Hugo Lange. Lá é bom para quem tem carro (bastante espaço para estacionar) mas ruim para quem vai de ônibus, pois não é um local central. Da minha casa até lá, por exemplo, dá mais de uma hora de ônibus.
  • Várias outras falhas na organização foram apontadas no PFC News 37, neste post no Papaléguas, neste outro post no Papaléguas, em mais um post no Papaléguas. Ops, teve mais um post no Papaléguas...
  • Os resultados da prova demoraram um pouco (só ficaram completos segunda à noite, salvo engano) mas estão aqui. Ainda faltam as parciais do revezamento...
  • Este ano aconteceram sérios problemas no controle de tráfego. Os corredores tiveram que passar entre carros, ônibus e caminhões em alguns trechos. Não é comum isto em provas da SMELJ. Eles geralmente fazem muito bem este controle. Talvez tenha sido por conta de uma certa manifestação que aconteceu à tarde e retirou policiais e guardas municipais do controle da prova. Veja este vídeo, que mostra o que aconteceu na Av. Anita Garibaldi (até 0:25) e na rua Flávio Dallegrave

Ponto da confusão do vídeo;





quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Comentário em "GPS SEMPRE? NÃO! POR FAVOR, NÃO!"

Escrevi um comentário tão longo em "GPS SEMPRE? NÃO! POR FAVOR, NÃO!", que achei que merecia um post:

“em nenhuma corrida você corre em piso tão regular em velocidade tão constante em linha reta” 

Digo mais, em corridas (de cidade – não se aplica a corridas cross-country ou de trilha) em geral você corre em condições muito facilitadas, que eu não encontro no meu dia-a-dia de corrida-transporte, por exemplo.

Nas corridas a gente corre no asfalto. No dia-a-dia eu corro na calçada.

Quando estive nos EUA, fui visitar o Steve Gangemi, o Sock Doc. Foi uma semana antes da minha participação na Maratona de Nova Iorque.

Ele me chamou para correr um pouco na área verde perto da casa dele. Na maior parte do percurso, fomos pisando em folhas secas (era outono). Em algumas partes tivemos que nos abaixar ou pular para transpor obstáculos.

Eu um momento até tinha que passar por cima de um riacho (que estava seco) através de um tronco. Eu evitei o tronco, fiquei com medo e passei por baixo.

Enfim, tudo isso para dizer que a Maratona da Nova Iorque, assim como toda maratona de rua, foi extremamente simples, em termos de movimentos, comparada com aquele treino de 1 hora.

E olha que foi um treino basicamente de corrida. Poderíamos ter subido em árvores, carregado pedras, mas eu não estava pronto naquele dia e apenas corremos.

Bem, escrevi tudo isso para dizer que sim, correr sempre *baseando-se* no GPS é um absurdo. Eu corro sempre com GPS (um Garmin 405CX bem velho que comprei usado por 20 dólares) mas quase nunca uso aquela informação para modificar meu treino. Apenas uso como registro (gosto de ver no Garmin Connect e no Strava o que aconteceu, por onde passei, como foi minha Frequência Cardíaca).

Ah, uso sim um pouco para modificar o treino: se a FC subir demais eu reduzo o ritmo. Mas isso hoje em dia é muito raro. Eu já tenho noção do ritmo em que gosto de treinar e reduzo a intensidade antes mesmo do frequencímetro avisar.

Eu treino leve, quase sempre (Método Maffetone), pois não quero entrar na zona “black hole”. E quando vou intenso não olho para a FC. Não dá tempo, pois são tiros de alguns segundos.

Correr ouvindo música eu não entendo. Caminhar? OK. Correr ouvindo música é muito perigoso para os treinos que faço, em calçadas, atravessando ruas.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Filósofos do Movimento: Ido Portal e Dan Edwardes

Tenho tomado conhecimento, após a leitura de Natural Born Heroes, de algumas pessoas que vêem o movimento como mais do que mera atividade física.

Ido Portal

Ido Portal

"Calçados com alta tecnologia, pés com baixa tecnologia. Quanto mais caros os brinquedos, mais pobre é o atleta."

"High tech shoes, low tech feet. The more expensive the toys, the cheaper is the mover."

"Se você não foi colocado para fora de uma academia, você realmente não está se movendo direito."

"If you haven’t been thrown out of a gym, you haven’t really moved yet."



Dan Edwardes


Dan Edwardes

"Pare de se testar e você enfraquece. Pare de se adaptar e você começa a morrer."

"Stop testing yourself and you grow weaker. Stop adapting and you start dying."

"Busque o que te deixa com medo. Enfrente o frio, abrace o vento e a chuva."

"Seek out those things that make you afraid. Face the cold, embrace the wind and the rain."

domingo, 31 de janeiro de 2016

Inauguração da sede própria da Academia de Parkour Ponto B em Curitiba

Estive ontem (30/01/2016) na inauguração da sede própria Academia de Parkour Ponto B, aqui em Curitiba-PR.

Participei de uma oficina, com duração aproximada de 15 minutos, coordenada pelo Cassio Junior.

Sinceramente não esperava gostar tanto quanto gostei. Achei que por ser um local fechado acharia chato. Mas a concentração de obstáculos num mesmo local permite um certo fluxo que é mais complicado de obter na rua. E a segurança de uma academia permite treinar movimentos que são bem mais complicados de treinar ao ar livre. Pude fazer a oficina descalço (estava quente demais) .


Depois da oficina filmei um pouco as atividades. Estava lotado! Umas 200 pessoas? Não tenho certeza, mas é possível. Todas as fotos que tirei estão aqui. Fotos melhores no evento no Facebook e na página da Ponto B.

Este vídeo (clique aqui) foi gerado automaticamente pelo Google. O Google Plus também criou uma estória a partir das fotos e vídeos. O vídeo acima (que está no Youtube) fui eu quem editou, mas está bem amador.









Desejo todo o sucesso possível à Ponto B!


 

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