quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Atualização

Faz tempo que não escrevo. Principalmente por não ter muitas novidades.

Continuo seguindo o Método Adolfo Neto (rs) de exercício e alimentação que consiste de:

  • Correr em ritmo lento a maior parte do tempo, como recomendam Phil Maffetome (usando a fórmula 180-idade), Mark Cucuzzella, Steve Gangemi, Mark Sisson.
  • Fazer treinos de tiro de corrida quando dá, mas sempre bem curtos (40 a 100m). E não fazer muitos tiros.
  • Fazer treinos de força e calistenia quando dá, de preferência ao ar livre. Gosto de usar as praças de Curitiba e as Academias ao Ar Livre.
  • Subir em árvores, sempre com bastante cuidado para não me machucar nem machucar a árvore.
  • Fazer movimentos inspirados no Parkour (Slow Parkour).
  • Consumir uma dieta inspirada na dieta paleolítica, low carb mas nem tanto, high fat mas não muito.
  • Trabalhar em pé sempre que possível.
  • Ficar em pé dentro do ônibus sempre que possível.
  • Fazer jejum parcial (consumo café com nata e adoçante) pela manhã quase todos os dias.
  • Exercitar-se de boca fechada quase todo o tempo. Esta dica é do Lee Saxby. E o Mark Cucuzzella gostou e adotou (ver imagem).
  • Fazer corrida-transporte quando possível.
  • Fazer sessões de exercício de aproximadamente 30 minutos, quase todos os dias (5 a 6 vezes por semana).  
  • Praticar exercícios descalço ou com calçados minimalistas.  

Enfim, eu gostaria de acrescentar outras coisas (natação, dança, levantamento de peso olímpico, CrossFit, argolas,  TRX) mas por enquanto é o que tenho conseguido fazer. Chamo de Método Adolfo Neto pois a ideia é que isto é o que eu faço. Não recomendo a ninguém. Veio das minhas leituras, da minha experiência e se aplica a mim.

Treinamento de Mark Cucuzzella para adolescentes. Ele pediu que colocassem fita na boca para forçar a respiração pelo nariz.

Desafio

Completei 44 anos ontem. Uma ideia que tive foi me fazer um desafio a cada aniversário. Não deve ser nada abusivo e deve poder ser feito até completar 100 anos ou mais. 

A ideia atual (e que comecei ontem) é correr mínimo(1000-idade*10,100) metros o mais rápido possível, com a boca fechada. Ou seja, ontem corri 560m. Ano que vem serão 550m. E de cem anos em diante serão sempre 100 metros. Pode ser feito em qualquer lugar. Não precisa ser numa pista. Ontem fiz na rua.

5 Anos

Quase não tenho participado de corridas mas lembrei recentemente que minha primeira corrida foi em 05/09/2011, quase 5 anos atrás. 

quarta-feira, 22 de junho de 2016

5K é a corrida ideal?

Recentemente apareceu um texto (num site do Nate Silver que às vezes faz previsões bem furadas) argumentando que a melhor distância para corridas são os 5 quilômetros. O texto foi escrito por Christie Aschwanden.

Segundo ela, os 5K (e não a maratona) é a corrida ideal pois:

  1. É possível correr bem rápido os 5K.
  2. Os talentos naturais de várias pessoas são mais na direção de potência e de velocidade do que de resistência.
  3. Vários estudos sugerem que a distância que normalmente se percorre em treinos para provas de 5K (16 a 50 Km por semana) são as mais adequadas para quem quer obter saúde e boa forma. Quando se percorre mais distância, os benefícios diminuem e podem até desaparecer.
  4. Treinar para 5K pode fornecer mais recompensa relativa ao esforço dispendido do que treinar para a uma maratona.
  5. Correndo menor quilometragem por semana diminui o risco de lesões.
  6. Treinar seriamente para provas de 5K pode melhorar sua boa forma (fitness). E treinar seriamente significa incluir treinos curtos e intervalados de alta intensidade (HIIT).
  7. Treinar para provas de 5K não atrapalha sua vida familiar como treinar para maratonas.
  8. Provas de 5K são mais baratas.
  9. Se você vai mal numa prova de 5K, pode tentar novamente na semana seguinte. Você pode correr uma prova por semana.


Meu comentário abaixo foi publicado em  https://blogrecorrido.com/2016/06/20/leituras-de-2a-feira-93/comment-page-1/#comment-7741 que comentou o texto. Tem outros comentários bem interessantes lá.

Interessante é que tenho gostado dos 5Km mas por razões bem diferentes das suas ou da Christie Aschwanden (do 538). Já fiz prova de 5Km sem dignidade, isto é, me esforçando demais, respirando a maior parte do tempo pela boca, terminando acabado. Em alguns casos fiquei doente depois da prova.  Hoje minha ideia é fazer provas com dignidade, num ritmo mais lento do que antigamente, mas terminando bem. Como isso provavelmente vai me fazer terminar a prova em 30 a 35 minutos, e sempre me aqueço antes das provas (10-15 minutos) e desaqueço (5-10 minutos), uma prova de 5Km é mais do que suficiente para me testar.  



Eu acrescento que, além dos pontos 1-9 acima, os corredores devem incluir outros tipos de movimentação na sua rotina: MovNat, Parkour, Lutas, etc. Se a pessoa faz isso, trabalha e tem família, fica difícil treinar mais do que 50Km por semana. Sendo assim, 5Km ou até mesmo uma milha são distâncias melhores para o corredor amador.


segunda-feira, 20 de junho de 2016

Frio, Chuva e Exercícios

Tem estado muito frio em Curitiba. Bem, frio para os padrões de Curitiba no outono (pelo menos desde que eu cheguei aqui em 2008) e mais ainda para os padrões do Brasil (Curitiba é provavelmente a capital com clima mais frio no Brasil).

Previsão do tempo em Curitiba a partir de 20/06/2016

O inverno começa hoje. Como o clima afeta minha rotina de exercícios? Complica bastante. Por exemplo, quando está muito frio e estou voltando do trabalho, estou cheio de agasalhos. Fica mais complicado fazer corrida-transporte de volta para casa. Tenho que começar agasalhado e aos poucos ir colocando os agasalhos na mochila, que fica mais pesada. E, quando chego em casa, já estou suado. Ficar suado no frio não é tão agradável, pois o suor esfria.

E como afetameus treinos de Parkour/Movimento Natural? Quando chove, os obstáculos/aparelhos ao ar livre que uso ficam escorregadios e aumenta o risco de quedas e machucados. E não é agradável sair para treinar no frio.

Aparelhos ao Ar Livre

Mas o pior mesmo foi que com o frio fiquei gripado. Tive febre, tosse e bastante secreção. Começou nesta sexta (17/06). Hoje (20/06) já estou melhor mas ainda sem querer arriscar correr nem mesmo os 3,7Km do trabalho até em casa.


terça-feira, 24 de maio de 2016

Não há nada de mágico sobre o café da manhã

Eu sou da época em que se achava que o café da manhã (desjejum) era a refeição mais importante do dia. Deveríamos, segundo um ditado, comer pela manhã como reis, no almoço como príncipes, e à noite como mendigos.

Aos poucos vamos descobrindo que isto é bobagem.

Um texto publicado ontem no New York Times  deixa claro que não há nada de mágico sobre o café da manhã. Até mesmo pede desculpas.

Eu não costumo comer nada pela manhã. Em geral tomo café com nata. Portanto não faço um jejum intermitente tradicional, só à base de água.  Mas não consumo nenhum carboidrato ou proteína pela manhã (ou ao menos até 11h30, que é quando almoço).

E por que faço isso? Porque é o que me dá vontade de fazer. Até seria mais prático e barato tomar café da manhã, pular o almoço, e depois só jantar. Mas, em geral, não tenho vontade de comer pela manhã. E quando tenho, simplesmente como.

O mais importante do texto de Aaron E. Carroll (professor de Pediatria na Universidade de Indiana) no NYT é deixar claro que muito que aprendemos sobre nutrição ou é baseado em ciência ruim, ou é baseado em interpretações incorretas de resultados científicos. Parafraseando Steven E. Nissen, será que a área de Nutrição é uma Área Livre de Evidências

Pelo texto do Aaron, sim. Ele lista vários erros que foram cometidos ao longo dos anos para apoiar a ideia de que o café da manhã é uma refeição importante, ou a mais importante. E a conclusão dele é que as evidências são uma bagunça e não dá para concluir que o café da manhã tem poderes místicos.

Matéria no NYT

PS: Que café da manhã maravilho na foto! Ovos com bacon. E por anos pessoas (eu, inclusive) acreditaram que isto engordava... Acredito que alguns ainda acreditam. 

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Os custos dos carros

Todo mundo que acompanha o blog sabe que sou fã da Corrida-Transporte.

Claro que sei também que nem todo mundo consegue praticar.

Alguns tem que usar carros, por fatores diversos.

O que raramente vejo ser abordado são os custos de ter um carro. Vou listar alguns:

  • O preço do carro em si, que no Brasil é considerado alto demais, por conta de impostos e baixa concorrência. 
  • O custo do seguro do carro. É bem arriscado ter um carro (mesmo que simples) e não ter seguro. E se você bate num carro bem caro? E se você se envolve num acidente com vítimas?
  • O preço do combustível. 
  • O preço da manutenção preventiva e corretiva.
  • O preço da atualização do carro. A cada x anos (e este x depende da pessoa) você vai ter que trocar seu carro por um mais novo.
  • O preço do estacionamento para quem, como eu, trabalha em locais que não dispõem de estacionamento ou em que não é possível deixar o carro com segurança na rua.
  • O preço dos impostos (IPVA, DPVAT).
Esqueci algum?

Já vi os itens acima serem abordados até em programas de TV, apesar de isto ser raro. Na matéria uma pessoa entrevistada acabava concluindo que valia mais a pena usar táxi.

O interesse é observar é que alguns dos itens acima variam de acordo com o uso. Por exemplo, quanto mais você usa o carro, mais vai gastar com combustível. Já em outros casos, a variação em relação ao uso é pequena, o que acaba estimulando um pouco o uso do carro para quem já tem um.


Mas tem alguns custos que  não são frequentemente abordados. Eles são:
  • O custo para a saúde de ficar sentado por muito tempo. Ontem mesmo fui buscar minha filha na escola a menos de 5 Km de casa e tive que ficar 30 minutos sentado.
  • O custo de suportar o estresse no trânsito.
  • O tempo produtivo perdido dentro do carro. As únicas coisas úteis que dá para fazer dentro do carro são ouvir música, escutar podcasts e conversar.  Ao menos no ônibus/metrô dá para ler.

PS: Tem um custo que também não é muito considerado: o custo psicológico de batidas e atropelamentos. É raro, mas às vezes quando dirigimos batemos em alguém, ou alguém bate em nós. Ou, pior, atropelamos alguém, mesmo que sem culpa. É um saco lidar com isto.

PS: os comentários do Lucas Arruda são tão pertinentes que vou acrescentar aqui:

Interessante como quase ninguém contabiliza todos esses custos.

Além desses, ainda tem o 2 custos que são mais difíceis de se captar inicialmente:

- Custo de perda do investimento:
é o que você perde para inflação/investimento em termos de dinheiro, caso estivesse com ele aplicado num investimento ou poupança. ex.: supondo que gasta 50mil num carro. Esses 50mil, ao longo de 5 anos, vão virar R$ 67mil (50*1,06^5) numa poupança! Supondo que esse valor é o mesmo da inflação, você na verdade tem a mesma quantia, porém perdeu 17mil em termos de valorização do dinheiro se tiver adquirido o carro, 5 anos atrás. Ou seja, seu 50 mil em 2010 = R$ 67 mil em 2015. Só que gastando esses 50 mil o dinheiro não se corrige, então seu patrimônio desvalorizou 33%!

- Custo da depreciação do carro:
é aí que entra a realidade. Na verdade, seu patrimônio desvalorizou ainda mais. 5 anos depois, o carro de 50mil se vende por 25, 30 mil (as vezes menos!). Supondo 25 mil, na verdade você, além de todos os custos com o carro, você perdeu mais 25 mil. 

Então num carro de 50 mil, você teve perda de patrimônio de R$ 42 mil ou 63% do valor (em termos de dinheiro atual, pois 25 é 37% de 67 em 2015). Lembre-se que hoje, seu dinheiro está em 2015 e você teria R$ 67mil, mas tem só R$ 25mil se liquidar o carro.

Aí no final o gasto fica mais ou menos assim:
( (VALOR COMPRA - VALOR PERDIDO (desvalorização + investimento + inflação)) / NUMERO DE ANOS C/ CARRO ) + VALOR GASTO ANUALMENTE COM CARRO

Obs. 1: Nem chegamos a considerar aqui o gasto com o financiamento, que muita gente faz! Ex.: se financiar e no final você pagou 30mil a mais, quer dizer que tem adicionar esse valor dividido pelo número de anos c/ o carro. 30 mil nos daria um valor de 6 mil a mais por ano, em 5 anos com o carro!

Obs. 2: O preço de atualização não consideramos, porque aí você faz toda a conta de novo, sem considerar o preço do antigo. Ex.: Gastei 50 mil pra comprar, desvalorizou tanto, deixou de render tanto, etc.

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Outra coisa interessante que você trouxe:
Com o trânsito crescente de BH, eu ficava muito estressado de dirigir. Comutar com ônibus eu não tinha nada desse estresse!
Além de poder ler durante esse tempo (embora gastasse 40min ao invés de 20, tinha quase 1h30 de tempo de leitura / dia).



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