segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Artistas Premiados no Prêmio Sergio Motta

Recebi o email abaixo de Ana Laura Mello sobre o Prêmio Sergio Motta:


---------- Forwarded message ----------
From: Ana Laura Mello

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O Prêmio Sergio Motta – ja esta em sua 8a ediçao -  e pode ser considerado uma das premiaçoes mais bacanas acontecendo por aqui.

 
Um Prêmio totalmente dedicado à arte, cultura e tecnologia, incentivando a produçao cultural e enaltecendo a nossa diversa a gama de artistas nesses segmentos.


         O Prêmio Sergio Motta integra um conjunto de ações desenvolvido pelo Instituto Sergio Motta desde 2000. Voltadas para a pesquisa e o fomento da arte que envolve novas tecnologias do Brasil, elas incluem o festival universitário Conexões Tecnológicas, a série de workshops Territórios Recombinantes, festivais e outras ações on-line.


         Com diretoria artística da pesquisadora, curadora e artista Giselle Beiguelman, o Prêmio Sergio Motta se dirige a criadores que trabalham na confluência de arte, ciência e tecnologia. Em quase dez anos, contemplou mais de 50 artistas e distribuiu R$ 1 milhão em prêmios.

         O critério de seleção do 8º PSM privilegiou os criadores que lançam um olhar crítico para os usos da tecnologia na sociedade contemporânea e incorporam/criam práticas para estimular a democratização de ferramentas e ampliar as possibilidades de difusão para além do circuito consolidado.

 
         Os portfólios inscritos foram selecionados por uma comissão composta por Mabuse (pesquisador e artista  multimídia), Marcus Bastos (professor da PUC-SP e artista multimídias) e Yara Guasque (professora da UDESC e artista multimídia). 


        Em 2009,  Arthur Omar, Gisela Motta e Leandro Lima, Rejane Cantoni, Camila Sposati e Fernando Velázquez, Fernando Rabelo, Jarbas Jácome e Carlos Fadon Vicente são os artistas contemplados pelo 8º Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia.  Os primeiros recebem os quatro prêmios da categoria Meio de Carreira; Fernando Rabelo e Jarbas Jácome são os contemplados na categoria Início de Carreira; e Carlos Fadon Vicente, pioneiro das experimentações envolvendo tecnologias digitais no Brasil, é o premiado hors concours.

 

         O júri de premiação 2009 foi formado por Moacir dos Anjos (crítico, curador e pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco), Claudia Gianetti  (crítica e curadora de arte digital e novas mídias), Ronaldo Lemos (coordenador do Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito FGV-RJ e do projeto Creative Commons no Brasil), Ricardo Oliveros (arquiteto, jornalista e curador) e Fernanda Takai (vocalista da banda Pato Fu). Pela primeira vez na história do Prêmio, a comissão analisou o conjunto da obra dos selecionados, e não trabalhos específicos


         A cerimônia de premiação será realizada nos dias 3 e 4 de novembro, durante o Fórum A&T | Perspectivas Críticas em Arte e Tecnologia, em São Paulo.

 Além do site,(www.ism.org.br),  o PSM tem um blog também com um conteúdo mega bacana. A URL é blog.premiosergiomotta.org.br

 
Para saber mais sobre o PSM:


Home ISM: http://www.ism.org.br/

Exposição on-line dos premiados no Flickr: http://www.flickr.com/photos/psmotta/sets/72157622262600225/

Vídeos dos premiados no YT: http://www.youtube.com/view_play_list?p=262262B2FFEE210C

Entrevista da GB no Blog ISM: http://blog.premiosergiomotta.org.br/2009/09/17/8%C2%BA-premio-sergio-motta/


Ana Laura Mello
Remix Social Ideas
@djmulher


--- Artistas premiados ---

8º  Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia 
Artistas premiados 
 
 
Hors concours 
 
Carlos Fadon Vicente (São Paulo, 1945) 
 
Arte eletrônica e fotografia são as vertentes de pesquisa e criação do artista, que começou criando ensaios fotográficos sobre a paisagem urbana, na década de 70, e foi pioneiro no uso da computação gráfica como sistema de construção e manipulação de imagens, nos anos 80. Seus experimentos estiveram em mostras históricas como A Trama do Gosto (Fundação Bienal de São Paulo, 1987) e em individuais e coletivas no Brasil, EUA, Inglaterra, Espanha e México. Graduado em engenharia civil pela Escola Politécnica e em artes plásticas pela ECA/USP e mestre em artes pela The School of the Art Institute of Chicago, foi artista residente em instituições voltadas para as artes interativas e tecnológicas no País de Gales e na Inglaterra.  
 
 
 
Categoria Meio de Carreira 
 
Prêmio 1 
 
Arthur Omar (Poços de Caldas, MG, 1948) 
 
Formado em antropologia e etnografia, desenvolveu novos métodos de antropologia visual em documentários epistemológicos, instalações e livros em que trata de temas como Carnaval, Amazônia e manifestações religiosas no Afeganistão. Seus trabalhos foram tema de retrospectivas no Museu de Arte Moderna de Nova York, em 1999, e no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio e em São Paulo, em 2001, e estiveram em mostras como a Bienal de Havana (2000), a feira madrilenha Arco (2000, 2003 e 2007), o 16º Videobrasil (2007) e na Feira de Arte de Basel (2007). 
 
 
Prêmio 2 
 
Gisela Motta e Leandro Lima (São Paulo, 1976) 
 
Experimentações com a percepção tempo-espaço e conflitos que surgem não apenas da transição real-digital como do próprio processo de criação em conjunto marcam as propostas da dupla de artistas, que trabalha sobretudo com vídeo e meios eletrônicos. Com formação em artes visuais pela Fundação Armando Álvares Penteado (SP), os dois estiveram na 10ª. Bienal de Havana (2009), no festival Videoformes (França, 2009), na 1ª. Bienal del Fin del Mundo (Argentina, 2007), no Microwave Festival (Hong Kong, 2007) e no 15º. Videobrasil (São Paulo, 2005), entre outras mostras. 
 
 
Prêmio 3 
 
Rejane Cantoni (São Paulo, 1959) 
 
As limitações técnicas no processo de tradução de pensamentos desafiam a artista. Pós-doutora em Cinema, Rádio e Televisão pela USP e mestre em Visualização e Comunicação Infográficas pela Universidade de Genebra, ela vem se dedicando a experimentar com interfaces áudio-tátil-visuais. "Há sempre um descompasso entre a idéia ou o filme que roda na minha cabeça e aquele que as máquinas pré-configuradas estão programadas para produzir", diz. "Com a tecnologia, desenho e desenvolvo ferramentas que simulam o que quero experimentar, como, onde e com quem."  
 
 
Prêmio 4, dividido entre os artistas: 
 
Camila Sposati (São Paulo, 1972) 
 
A energia é o combustível do trabalho da artista, mestre em Belas Artes pela Goldsmiths College of London, pós-graduada em fotografia pelo Centro di Ricerca de la Fotografia em Pordenone, Itália, e formada em história pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC). "Pensar na segunda Lei da Termodinâmica é importante no meu trabalho porque me interesso pela transformação da energia", diz. Seus vídeos e fotografias estiveram em mostras na Tate Modern (Londres, 2007), Centro Cultural São Paulo e Paço das Artes (SP, 2007). 
 
 
Fernando Velázquez (Montevidéu, 1970) 
 
Estruturas invisíveis do cotidiano ganham forma em pintura, instalação, objeto, vídeo e programações off-line e online pelas mãos do artista uruguaio, que vive no Brasil desde 1997. As tensões da vida em sociedade e o modo como se estruturam identidades inspiram suas criações, as mais recentes baseadas em pesquisas sobre auto-retratos e paisagens. Participou de eventos como o FILE (SP) e a Bienal de Tessalônica (Grécia) em 2009, e está no elenco da 7ª. Bienal do Mercosul, em Porto Alegre. 
 
 
 
Categoria Início de Carreira 
 
 
Prêmio 1  
 
Fernando Rabelo (Belo Horizonte, 1975) 
 
Animação, ilustração, projetos educativos, instalação, intervenção e vídeo se articulam na obra do artista, que gosta de recriar possibilidades tecnológicas de forma propositiva e irônica. "O que considero importante é que a arte, para além das questões experimentais, possibilita a crítica ou o pensamento que ultrapassa as apropriações puramente técnicas ou industriais", afirma. É autor de obras como Insônia (2003), animação interativa que recebeu menção especial do Festival du Film de l´Internet, na França, e do projeto Des:echo, composto de instalações que utilizaram material eletrônico encontrado pelas calçadas de Madri. 
 
 
 
Prêmio 2 
 
Jarbas Jácome (Natal, 1982) 
 
Compositor, guitarrista, programador e pesquisador, mestre em ciência da computação pelo Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco, usa linguagens de computação para expôr os limites da representação no mundo digital. Da combinação entre o propósito de criar melodias e o de investigar o alcance da tecnologia surgiram criações como o ViMus, software livre que desenvolve desde 2004 e que utiliza em instalações, performances e outras apresentações ao vivo. Esteve em mostras como as edições 2008 e 2009 do FILE (São Paulo e Rio).










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