segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

PREVENÇÃO: Excesso de tecnologia pode isolar as crianças de outros convívios

Infância e tecnologia: os limites para evitar abuso
O caminho mais indicado é que pais mantenham um diálogo aberto com os filhos para que recursos tecnológicos não prejudiquem as crianças
Publicado em: 03/12/2008 00:00

Diego Antonelli
Fascinado por tecnologia desde os quatro anos, João Manoel Ranthum é uma criança como diversas outras de sua idade. Aos 11 anos, navega na internet, diverte-se com jogos pelo computador ou vídeo-game, bate-papo com amigos e familiares através de programas de conversação on-line. Mas também não deixa de jogar um futebol, de brincar com os amigos ou passear com os familiares. E tudo isso é conciliado graças às orientações dos pais, que sempre mantiveram um diálogo sincero com o filho. O professor de Informática da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Rogério Ranthum, sabe bem como lidar com esse 'problema' em casa. Pai de João, ele opta sempre que possível em manter uma conversa aberta com o filho. "Tem muito conteúdo na internet e devemos recomendar os melhores sites de pesquisa para ele. Usar programas de conversação para manter contato com amigos e familiares é permitido. Não proíbo nada, isso é pior. O melhor a se fazer é dialogar com o filho para ele saber os limites para poder usar a tecnologia". Ele conta que esses limites acabam sendo necessários para as crianças se distraírem na frente do computador ou outro aparato tecnológico na medida certa. "Esses dias a gente foi passear em umas cachoeiras. Tem que sair de casa, brincar, jogar bola com os amigos para não ficar alienado e preso ao computador", afirma. E é isso que a psicóloga Maria de Fátima Marian aponta ser o caminho correto. "O uso do computador não atrapalha o convívio com outras pessoas se as crianças não ficarem 'sempre'. É necessário ter o convívio fora do mundo tecnológico. Se a criança já tem dificuldade interpessoal, a tecnologia faz com se isole ainda mais", afirma. De acordo com ela, os pais devem ficar atentos ao tempo que os filhos ficam na frente do computador. "A criança pode viver um 'mundo fechado e isolado'. Os pais devem dialogar, explicar e orientar os filhos. Devem levar eles para passearem, incentivar que eles brinquem e façam outras atividades", ressalta. Evidente que a tecnologia propicia benefícios. "Mas também há malefícios. Se bem usada ela fornece grande número de informações e brincadeiras lúdicas. Mas é recomendável que tenha um horário para as crianças usarem esses aparatos. Caso contrário pode trazer complicações de convívio mais tarde", aponta.  

Ausência dos pais pode ser motivo de complicações


Para a pedagoga Ercília Angeli de Paula, as crianças usam muito a tecnologia para suprir algumas ausências. "Elas têm uma ausência na vida, principalmente dos pais que passam o dia fora trabalhando", afirma. De acordo com ela, se esse uso tecnológico for descontrolado há o risco de atrapalhar o desempenho escolar das crianças. "Se os pais não tiverem um diálogo com os filhos, orientando da forma correta, o desempenho escolar tende a cair, já que as crianças podem deixar de estudar para brincar no computador ou ficar navegando na internet", afirma. Ercília, no entanto, não nega a importância da tecnologia. "Temos que entender a atual crianças com olhos da modernidade. Elas vivem com aparatos tecnológicos e se adaptam facilmente a esse universo recheado de diversas informações. Mas os pais devem levar os filhos para passear e conhecer outros 'universos'", ressalta.  

Aparatos ajudam no aprendizado

Para o gerente de ensino da UTFPR de Ponta Grossa, João Paulo Aires, o mundo tecnológico oferta possui pontos positivos e negativos às crianças. "Depende de como vai ser usado, as famílias devem orientar as crianças. Mas é muito útil e benéfico para as escolas, utilizando esses recursos em prol do ensino, estimulando o aprendizado. Esse é um ponto essencial", afirma. No entanto, ele afirma que há crianças que fazem do computador um 'amigo'. "É necessário um acompanhamento dos filhos para que saiba as medidas e o tempo para ser usado como lazer ou estudo", ressalta Aires. Ele ainda afirma que apesar de muitas vezes, os pais deixam os filhos 'abusarem' do computador devido à insegurança fora de casa. "É um ponto positivo que carrega algo negativo, o possível isolamento. Por isso deve estar associado com outras atividades de lazer. Mas não se pode pensar em não usar a tecnologia na infância, é algo muito importante. O que não se pode é pensar que o computador é o único brinquedo", salienta Aires.

Fonte: http://www.jmnews.com.br/index.php?setor=NOTICIAS&nid=184331

Comentário pessoal: eu não vejo necessidade alguma de computadores na educação.

Não conheço pesquisas que comprovem que o computador é "muito útil e benéfico para as escolas".

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Adolfo Neto
Departamento Acadêmico de Informática
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Fone: (41) 3310-4644 / Fax: (41) 3310-4646
Web: http://www.dainf.ct.utfpr.edu.br/~adolfo
Blog: http://professoradolfo.blogspot.com
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