quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Maratona de Curitiba 2012 - Parte 2 - Gallowalk

Vou continuar o relato que comecei no post anterior sobre minha participação na Maratona de Curitiba 2012.

Neste post quero destacar um dos itens que considerei importantes para conseguir completar bem (sem ter que parar nem um segundo sequer por estar cansado) e sem lesões a Maratona de Curitiba, uma das mais difíceis do Brasil: o método Gallowalk.

Em posts futuros, se houver interesse dos leitores, discutirei:
a) como treinei para a Maratona usando o método Maffetone,
b) como ter adotado uma dieta low-carb talvez tenha me ajudado a não encontrar o Muro das Maratonas e 
c) porque corri a Maratona com um calçado extremamente minimalista.

Sobre o método Gallowalk já escrevi um pouco neste post. Vamos ao porque de tê-lo usado. Uma Maratona é um desafio mental. Eu não queria em nenhum momento caminhar porque estava cansado. Sei que muitas pessoas fazem isso, mas não era o que eu queria fazer. Como sabia se o percurso era duro e não queria arriscar ter que andar, adotei o método Gallowalk.

Jeff Galloway, o treinador das corridas da Disney

Outra razão é que o criador do método diz que a recuperação é mais rápida quando se usa o Gallowalk. Não tenho como comparar pois foi minha primeira maratona, mas fiquei satisfeito.

Mais uma razão para usar o método é que, no nosso passado como caçadores de persistência, não corríamos 42Km sem parar. Corríamos um pouco, andávamos um pouco. Assistam este excelente vídeo para ter uma ideia:



Mas o método Gallowalk exige uma estimativa de tempo para completar a Maratona. Como fazer isso se eu nunca havia corrido uma? Usando a Calculadora McMillan vi que, com meu melhor tempo nos 10Km de 44:16, eu poderia fazer a Maratona em 3h27:41. Como este tempo foi conseguido com muito esforço, desconfortável mesmo, e como aprendi, neste livro grátis do Ryan Hall sobre como fazer a primeira maratona, que não devemos ter alvos de tempo na primeira maratona, resolvi colocar como alvo completar em aproximadamente 4 horas.
 
Então, usei 4h como base nesta calculadora e obtive que deveria correr 8 minutos e 11 segundos e caminhar 1 minuto. Segui esta proporção rigorosamente até o km 32. A razão de deixar o método no km 32 é que o próprio Jeff Galloway diz que você pode passar a somente correr a partir do km 29. Achei mais seguro correr a partir do km 32.

O método Gallowalk deu muito certo para mim. Talvez eu tenha acelerado um pouco demais no começo, nos trechos de corrida. Talvez eu tivesse terminado mais rápido sem ele, apenas correndo. Nunca irei saber. O que importa é que terminei em 4h02m59, tempo bem próximo do alvo e dentro das minhas expectativas (que iam de 3h30 a 5h). E ontem, dois dias depois, já fui capaz de correr 3Km. Hoje corri mais 5Km.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Maratona de Curitiba 2012

Fiz ontem minha primeira Maratona: a Maratona de Curitiba. Após 1 ano e 7 meses como corredor, aos 40 anos de idade, estou satisfeito.

Medalha da Maratona de Curitiba - Frente e Verso.


Fiz Gallowalk até o km 32 (aproximadamente) e depois corri sem parar. Usei esta calculadora (dica do Leonardo Liporati aqui) e coloquei o tempo de 4h. A partir do resultado da calculadora, corri 8min11s e andei 1min até o Km 32.

Deu certo. Meu tempo foi 4h 2min 59 seg. Nos pés, sandálias huarache da Xero Shoes. Devo ter sido o campeão na "categoria" calçado minimalista. Na "categoria" descalço deve ter sido o Renny Silva.

O sol estava forte no final. Fiquei um pouco queimado.

A organização da prova foi boa, tirando o problema da falta de controle do percurso. Ouviram-se comentários de que várias pessoas cortaram caminho.

Aprendi muita coisa com esta maratona. Escreverei mais em posts futuros.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Clínica Tênis Minimalistas e Corrida Descalça

Enquanto corro, vejo muita gente correndo com uma forma que, baseado em tudo que li até hoje, me parece errada. Correndo com forma errada, estamos mais sujeitos a lesões. Mas não sou um especialista no assunto, apenas um leigo bem informado com pouco mais de 1 ano de leitura e experiência.


Portanto, recomendo a todos que estão em São Paulo ou região, que participem da Clínica de tênis minimalistas e corrida descalça que será organizada pelo Sérgio Rocha, da Revista Contra-Relógio. A primeira vai acontecer em 8 de dezembro de 2012. O Sérgio tem mais experiência do que eu, tanto em corrida quanto em corrida descalça/minimalista. E os posts no blog Corredólatra sobre corrida descalça foram inspiradores para que eu também experimentasse esta prática.

Aproveitem e conheçam o novo site que ele criou: http://www.corridanatural.com.br.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Mais sobre o Método Maffetone

Fiz um comentario tão longo no blog Recorrido, do Danilo Balu (um blog que recomendo fortemente), que resolvi transformar em post.

Um monitor cardíaco da marca Suunto, modelo t3d.


Meu comentário se refere a isto que o Danilo escreveu:


Não tenho Garmin, tenho um frequencímetro que está perdido em casa e que devo ter usado 5 vezes na minha vida. Sou old school confesso. Mas há quem não saia sem ao menos 3 gadgets  presos ao corpo. Pra quem é desses, aqui 3 erros comuns de quem se guia pela FC.
Comentei:

Ainda bem que não cometo nenhum dos erros de quem se guia pela FC usando o Método Maffetone (baseado numa fórmula própria de FC)! rsrs

http://professoradolfo.blogspot.com.br/2012/10/minha-experiencia-com-o-metodo.html

Brincadeiras à parte, o fato é que treinar com o método Maffetone é muito agradável para algumas pessoas (algumas podem achar chato, é verdade). Isto deveria ser mais estudado. Pouco importa se não é “efetivo” (no sentido de melhorar a velocidade). Se for agradável e a saúde das pessoas melhorar, isso é o que mais importa.

Sei que não existem pesquisas que confirmem a eficácia do Método Maffetone. Porém, existem várias anedotas de pessoas que se dão bem com ele (por exemplo, o pessoal do grupo Huaraches no Google Groups http://groups.google.com/group/huaraches). E vários “especialistas” o recomendam. Destaco entre estes especialistas o Mark Cuccuzzella e o Stephen Sock-Doc Gangemi.

Acho que todos deveriam escutar estes dois podcasts:
http://sock-doc.com/2012/04/sock-doc-podcast-2/
http://trailrunnernation.com/2012/04/aerobic-vs-anaerobic/

E/ou ler isto aqui:
http://sock-doc.com/2012/01/sock-doc-training-principles/
e este
http://sock-doc.com/sock-doc-training-aerobic-foundation/

--- E você, o que acha de treinar com monitor cardíaco?

domingo, 21 de outubro de 2012

Minha experiência com o Método Maffetone até agora

Desde 05/09/2012 tenho usado o Método Maffetone nos meus treinos de corrida (o Método Maffetone está explicado neste link) e estou bastante satisfeito.

O método consiste em, numa primeira fase (aproximadamente 4 meses), fazer quase todos os treinos dentro da faixa de batimentos cardíacos entre (170-idade) e (180-idade). No meu caso, 130-140.

E o que acontece se, durante o treino, a pulsação passar de 140? Eu desacelero. Se necessário, até caminho (isto só acontece, atualmente, em subidas bem íngremes).

E se a pulsação cair abaixo de 130? Acelero. Acontece quando eu me distraio e começo a pensar nas questões da vida...


A cada mês é aconselhável fazer um teste MAF. Fiz o meu primeiro Teste MAF em  
18/10/2012  com os seguintes resultados:
Aquecimento (FC média 131): 10:08.
1a volta: 9:22.5.
2a volta: 9:17.1.
3a. volta: 9:35.
Nas 3 voltas: FC média de 138.
Cada volta tem aproximadamente uma milha (1609m).

Neste teste foi estranho ter melhorado o tempo na segunda volta. E foi relativamente difícil manter-me na Zona Maffetone durante as duas primeiras voltas. Às vezes subia demais, às vezes descia demais.

Um problema é que durante as voltas apareceram ovelhas, militares, etc. o que impediu um percurso regular sempre. Mas o maior problema mesmo são as pequenas subidas e descidas do percurso.

De 05/09/2012 até hoje, apenas em três ocasiões corri acima da Zona Maffetone: na Meia Maratona Noturna de Curitiba (22/09), Corrida da Caixa (30/09), MRC 2012 (13/10). Pretendo me manter agora sem fazer provas até 18/11/2012.