quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Mais sobre a demissão de Gladmir Nascimento...

Gladimir já não fala mais na BandNews

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Deu no blog do Marcus Vinicius:

O jornalista Gladimir Nascimento [foto], âncora da rádio Bandnews e da TV Band Curitiba, foi comunicado de sua demissão do grupo nesta segunda-feira (19), enquanto gozava de merecidas férias. É a típica artimanha repetida à exaustão nos meios de comunicação da paróquia. Frita-se e imola-se o sujeito ausente por razões que passam ao largo do que deveria mesmo contar: o profissionalismo e a competência. Durante o período em que militou no rádio, primeiro na CBN e depois da Bandnews, Gladimir fez o que sabe fazer melhor: polemizar e comprar brigas. O estilo não é novo sequer na Bandnews. Ricardo Boechat, o âncora nacional da emissora, usa e abusa na defesa de suas teses, sejam elas agradáveis ou não ao caro ouvinte.

É o tipo de jornalismo que o empresário Joel Malucelli, que atipicamente é proprietário, em Curitiba, das rádios de notícias que são concorrentes no país – a CBN e a Bandnews – não simpatiza e que, certamente, não lhe cai bem nos ouvidos (com escusas ao trocadilho).

Por óbvio, e bota obviedade nisso, o empresário prefere algo mais asséptico e desodorizado que torne o jornalismo mais "palatável" à gente do Oiapoque e da (Marilena) Chauí. Oficialmente, Gladimir não foi demitido. Foi convidado a encarar novos desafios, o neologismo usado por dez entre dez empresários de Comunicação para meter o profissional de imprensa no olho da rua.

Não se quer aqui fazer um cavalo de batalha do episódio. Profissionais vêm e vão todos os dias. Muitas vezes por motivos que esbarram na razoabilidade. No caso de Gladimir há suspeita de que a demissão ocorre para adequar as emissoras do grupo Malucelli ao novo cenário político-brejeiro da capital paranaense.

Não é fato inédito. Entre os estados do Sul Maravilha, o Paraná é aquele que se notabilizou pelo estilo risonho e sacudido com que a mídia se relaciona com os poderes constituídos – se é que você me entende. Gladimir remou na contra-mão. Charles De Gaulle disse o que não disse que este país não é sério. O que, de certa forma, completou o que Pero Vaz de Caminha, cinco séculos antes, já relatara ao Rei: "Nesta terra, em se plantando tudo dá". Inclusive a imprensa-poodle.

Se havia alguma fúria no rádio curitibano, ela não existe mais. Senhores, o Lexotan venceu.



http://www.fabiocampana.com.br/?p=26928&cpage=1


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