domingo, 7 de julho de 2013

Treinar por Ritmo, por Distância ou por Frequência Cardíaca? (e a Segunda Maratona)

Abaixo uma extensão de um comentário que fiz no blog do Mauricio Neves Geronasso:
http://tecnorunners.blogspot.com.br/2013/07/aplicativos-para-corrida-ii.html

Acho relógio com GPS desnecessário. Muito caro pro serviço que oferece. GPSs não são muito precisos. Leia aqui um excelente texto de Diogo Venancio no blog do Sergio Rocha sobre a (falta de) precisão dos aparelhos de GPS:

http://revistacontrarelogio.com.br/blogs/corredolatra/2012/09/05/por-que-o-gps-que-usamos-nao-e-preciso/

Uma sugestão para verificar esta imprecisão é, após um treino, entrar no site para onde você manda seus arquivos (eu, por exemplo, uso o RunKeeper) e dar um zoom no mapa do treino.

Lá, se você não pediu para o software fazer uma correção do mapa, dá pra ver que o GPS registrou você fazendo vários zigue-zagues que você não fez na vida real.

Eu tenho GPS no meu celular. É ele que uso para registrar meus treinos. Meu relógio tem apenas frequencímetro. Controlo meus treinos ou pela sensação de esforço ou pela frequência cardíaca.

O problema de controlar o treino por ritmo é que num dia você pode sair disposto, por exemplo, a fazer um ritmo de 5:00 min/km, que normalmente é um treino bem aeróbico para você. Mas, por conta de algum stress na sua vida, esse ritmo te leva, naquele dia, a treinar em modo mais anaeróbico. E aí você deixa de treinar o sistema mais importante para corredores de resistência, o aeróbico.


Com o treino por frequencia cardíaca (FC) isso não acontece. Se você estiver estressado no dia, sua FC vai indicar isso e seguindo sua FC você vai ter que desacelerar, mantendo-se num ritmo aeróbico e treinando o sistema que realmente interessa.

Também não gosto de treinar por distância. Eu normalmente não tenho uma distância disponível. Eu tenho tempo disponível. Por exemplo, posso ter 45 minutos para treinar antes de ir para o trabalho. Faço a distância que for possível neste tempo, incluindo aí aquecimento e desaquecimento. Deixar de aquecer ou desaquecer para mim não é agradável.

Quando eu treinava por distância acabava privilegiando os percursos mais planos. Só que as provas aqui em Curitiba tem muitas subidas e descidas.  Treinando assim eu não ficava bem preparado para as provas daqui.

Portanto, pra minha segunda Maratona só vou treinar por tempo (exceto quando forem treinos em pista e os testes MAF mensais). Por exemplo, não sairei de casa pra fazer um Longão de 32Km. Sairei para fazer um Longão de 3h, por exemplo. Quando eu saía pensando numa distância específica, ainda tinha a dificuldade de planejar de antemão um trajeto com a distância correta. Agora não tenho mais este problema. Vou até a metade do tempo e depois volto. Ou faço várias voltas num percurso curto. 
  

Segunda Maratona

Hoje foi a primeira Maratona de muita gente, no Rio de Janeiro.

A minha primeira foi ano passado, aqui em Curitiba mesmo: http://professoradolfo.blogspot.com.br/2012/11/maratona-de-curitiba-2012.html

No início do ano o plano era que a segunda fosse em Porto Alegre. Faltou dinheiro.

Depois até pensei em fazer a do Rio. Mas a do Rio é mais cara ainda (os custos principais de uma maratona são transporte e hotel, nesta ordem). Não deu também.

Agora meu plano é fazer Segunda Maratona em Floripa (29/09). Pelo menos sei que dá pra ir de ônibus até Floripa. E hotel por lá não é tão caro (e talvez até nem precise).

Agora o negócio é me preparar. Fazer os longões, os treinos em pista, e manter o ritmo de treinamento.

6 comentários:

  1. Eu tento fazer meus treinos por tempo desde o ano passado. No fim das contas, faço todos por tempo, mas às vezes coloco alguma quilometragem como objetivo e corro mais um pouco, para completar o tempo redondo. Manias.

    Esses de quilometragem geralmente são as rodagens de ritmo que fiz para maratona e alguns longões. Ontem ainda saí para correr 2 horas confortável e nem chegou nos 20 km. Em geral, vou pelo tempo e faço o que dá no tempo estipulado.

    Sinto-me menos pressionado correndo pelo tempo, seja em ritmo forte ou não. Não fica o sentimento de obrigação de fazer a quilometragem.

    E venha pra Floripa. Gosto muito da maratona daqui. Acho que podes gostar também.

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    1. Enio,

      obrigado por relatar sua experiência.

      Quero ir sim pra Floripa. Por mim já confirmava, mas tem que ver como fica a família.

      Abraços,

      Adolfo

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  2. Valeu as dicas Adolfo.
    Estou revendo essa questão de como treinar nesses dias parados.
    Pela evolução, acredito que na próxima semana iniciarei o retorno. Vamos ver.
    Abraços

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    1. Luiz,

      Ops, estou respondendo 11 dias depois, logo você já deve ter retornado!

      Bons treinos.

      Adolfo

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  3. Postagem muito boa! Sempre evitei usar qualquer tipo de adereço/acessório/equipamentos nas corridas. Até ano passado era só toalhinha q eu levava. Depois comprei a meia de compressão p minha primeira maratona.

    Nem sei direito quais são as funções do tal garmin.

    Mas como não me preparei para a maratona do rio esse ano, meu cardiologista me recomendou correr de acordo com a minha FC. Só aí comprei um frequencímetro. E estava dando certo. Estava num ritmo bem confortável. Só que me lesionei e tive que parar. Mas gostei da técnica.

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    1. Daniel,

      Eu também sempre evitei adereços. Aos poucos fui descobrindo que alguns fazem sentido, principalmente no frio de Curitiba (por exemplo, manguitos).

      Garmin e qualquer outro bom relógio com GPS te dá ritmo, distância e tempo ao longo da prova. Pode ser muito útil para quem quer encaixar um ritmo.

      O bom do uso da frequência cardíaca durante treinos (não provas) é poder prevenir lesões usando a fórmula de Maffetone.

      Abraços,
      Adolfo

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