segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A técnica do mínimo, Max Gehringer

Existe uma estatística baseada mais no bom senso do que na técnica: a regrinha dos 5%. Segundo essa regra, de tudo o que nós escutamos, vemos, falamos, lemos ou escrevemos, apenas 5% realmente interessam. O resto é descartável.

Da mesma forma, de cada 100 estagiários contratados por empresas, somente 5 chegarão a cargos de chefia. De cada 100 pequenos negócios abertos, somente 5 se transformarão no sucesso que o dono sonhava. De cada 100 bons alunos, somente 5 repetirão na vida profissional o bom desempenho que tiveram na escola.

A mesma regra vale para o trabalho. Se nós passamos 40 horas por semana em uma empresa, durante apenas 5% do desse tempo - ou duas horas - estaremos fazendo alguma coisa pela qual poderemos ser lembrados no futuro. As outras 38 horas são gastas em tarefas de rotina ou em bate-papos inúteis.

Essa lição da importância dos 5% eu devo au meu saudoso professor Wantuil. No primeiro dia de aula, o professor Wantuil adentrava a classe, sentava-se à mesa e ficava em silêncio, enquanto os alunos - naquela tradicional rebeldia da juventude - ignoravam sua presença e ficavam falando alto e fazendo algazarra. Alguns minutos depois, o professor Wantuil se levantava, na maior tranquilidade, e dizia: "95% de vocês não vão chegar a lugar algum na vida. Serão fracassados que ficarão reclamando que o mundo não é justo. Logo, eu não tenho nada a ensinar para vocês. Continuem com a bagunça. Se quiserem faltar às aulas, não tem problema, eu dou presença. Eu estou interessado em dar aula apenas para aqueles 5% que serão um sucesso." E a classe imediatamente ficava em silêncio, porque todo mundo se considerava dentro dos 5%.

A lição funcionou perfeitamente, no caso do professor Wantuil. Eu devo ter tido uns 100 professores na vida, e ele é um dos 5 de quem eu me lembro.

Fonte: ROMÃO, Cesar et alli. Superdicas para ensinar a aprender. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 77-78.

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