Olá a todas/os
Aminado pelo interesse que um de vocês mostrou em ir à ópera que
recomendei e pediu detalhes, envio mais duas sugestões culturais:
1. Exposição "Darwin" no MASP. Está muitíssimo interessante (apesar de
eu achar que se tivessem separado em seções distintas os painéis sobre a
vida privada dele, sobre a viagem no Beagle e sobre cada um dos aspectos
de sua teoria e assuntos correlatos, teria sido mais didática e clara).
Espero que todos vocês possam encará-la criticamente, isto é, como
teoria especulativa científica e não como verdade científica, o que
claramente a exposição quer induzir. Foi muito interessante notar em um
painel que Thomas Huxley encantou-se com a teoria de Darwin e defendeu-a
fervorosamente em parte por que ela era extremamente simples. Ora, quem
não reconhece a extrema complexidade da natureza e de todos os seus
processos, deve realmente ter uma mente fervorosamente simplista... É
uma pena que não tenha havido menção das observações que Darwin faz de
si próprio no fim de sua vida. Se não me falha a memória (a referência
está em minha residência em São Paulo), em uma carta ao seu sobrinho ele
lamentou a perda de sua sensibilidade artística, pois havia se
transformado em um sistema de coletar dados e tirar conclusões objetivas
a partir deles (lembro que esses "dados" são literais no original, e
extremamente atuais!). Ele descreve que Shakespeare agora o "enojava"
(sic) e escreveu que, se pudesse começar novamente, faria questão de ler
uma poesia por dia, para não perder aquela sensibilidade. Ele foi um
extraordinário observador, e dever-se-ia levar a sério a observação que
ele faz de si próprio.
2. Não deixem de assistir a peça "A Graça da Vida", com a experiente
Nathalia Timberg, no teatro Vivo, do outro lado da avenida em relação ao
Shopping Market Place (que fica em ao lado do Shopping Morumbi) --
pode-se estacionar no próprio Market Place. Eu assisti anteontem (6a.
feira) a primeira apresentação, que foi excelente; imaginem daqui umas
10 ou 20... É fantástico como o autor conseguiu transformar um tema
seríssimo como a doença de Alzheimer (pronunciada erradamente como
Alzáimer, am lugar de Altsháimer, com h expirado) em uma comédia
tocante, envolvendo uma esperançosa fantasia de cura. Clientes do
Banespa têm 40% de desconto (os estudantes não precisam disso...) -- é
só ver na home page do banco.
aaaaaaaaaaaaaaaaaaa, Val.
--
Valdemar W. Setzer - Dept. of Computer Science, University of São Paulo
http://www.ime.usp.br/~vwsetze
Mostrando postagens com marcador cultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cultura. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 3 de julho de 2007
quinta-feira, 31 de maio de 2007
Cérebro Eletrônico
Cérebro Eletrônico, Gilberto Gil
O cérebro eletrônico faz tudo Faz quase tudo Faz quase tudo Mas ele é mudo O cérebro eletrônico comanda Manda e desmanda Ele é quem manda Mas ele não anda Só eu posso pensar Se Deus existe Só eu Só eu posso chorar Quando estou triste Só eu Eu cá com meus botões De carne e osso Eu falo e ouço. Hum Eu penso e posso Eu posso decidir Se vivo ou morro por que Porque sou vivo Vivo pra cachorro e sei Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro No meu caminho inevitável para a morte Porque sou vivo Sou muito vivo e sei Que a morte é nosso impulso primitivo e sei Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro Com seus botões de ferro e seus Olhos de vidro
Assinar:
Postagens (Atom)