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sábado, 13 de março de 2010

Dicas para acabar com a procrastinação, por Rita Emmett

Dica 5: Dê a si mesmo uma recompensa
  • Estabeleça uma recompensa para você mesmo após terminar a tarefa.
  • Algo que você ama fazer mas que não tem tempo.
  • Algo que você vai fazer sem culpa após terminar a tarefa.
Exemplos:
  • Ligação para a família.
  • Ler um romance.
  • Ir ao cinema.
  • Ir a um concerto.
  • Assistir um filme.
  • Ir ao museu.
  • Ir a um parque, ao Zoológico.
  • Ficar no sofá assistindo TV.
A "recompensa" pode ser também algo que você faz normalmente mas que você não irá fazer até terminar a tarefa.
Por exemplo, você normalmente assiste a um certo programa de TV mas você diz para si mesmo que não vai assistir até terminar de pagar as contas do mês.
Ou, por exemplo, se você ama café e toma diariamente, a recompensa será só tomar café depois de terminar de escrever aquele projeto.


Fonte: Vídeo "The Power Of Rewards To Help You Stop Procrastinating", de Rita Emmet.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Ciência em Tempo de Guerra vs. Ciência "Real"

(...)

Talvez os cientistas devessem ser recrutados para servir, como foi feito na Segunda Guerra Mundial e com isso não quero dizer algo que lembre apenas o Projeto Manhattan. No Reino Unido, houve uma mudança tectônica nas atitudes de cientistas durante a Segunda Guerra Mundial. Bem me lembro de ser entrevistado para meu primeiro emprego como um recém-graduado em junho de 1941 no Instituto Nacional de Pesquisas Médicas (National Institute for Medical Research), na época em Hampstead. O entrevistador era o diretor do instituto, Sir Henry Dale; era também presidente da Royal Society e ganhador do Prêmio Nobel. Era um homem gentil e de inteligência fenomenal, com modos bem diretos. Algumas das primeiras palavras que ele me disse foram: "Deixe de lado todos os pensamentos de fazer ciência aqui - a ciência está suspensa enquanto durar a guerra; tudo que temos a oferecer são problemas ad hoc que precisam ser resolvidos hoje ou, melhor, ontem." Ele então acrescentou: "Depois da guerra, voltaremos à ciência real, e a espera terá valido a pena." Obviamente, Sir Henry estava errado. A guerra foi um campo fértil para a ciência real quando a lenta e corriqueira pesquisa dos tempos de paz foi colocada de lado. Achei a ciência em tempo de guerra apaixonante e estimulante, e quando a paz chegou fiquei consternado com o retorno da busca de engrandecimento pessoal e da perda do senso de deslumbramento que tanto desfigura a ciência moderna. Lembremos que a penicilina foi inicialmente desenvolvida durante a guerra e todo o conceito de antibióticos nasceu ali. Lembremos também, ao usarmos o micro-ondas, que o magnétron em seu centro foi inventado por Boot e Randal na década de 1940 para melhorar o radar em tempo de guerra. A pesquisa de radar levou diretamente à radioastronomia e uma nova compreensão do universo. Na Alemanha, as pressões para invenção em tempo de guerra levaram von Braun a desenvolver os foguetes que foram a base da ciência espacial, que agora nos permite aceitar com naturalidade os satélites que orbitam a Terra e considerar a exploração planetária por veículos robóticos um luxo ao nosso alcance.

(...)

Leia artigo completo em Biocombustíveis são embuste criado por interesses, diz autor em "Gaia: Alerta Final"

Talvez aqui no Brasil a pesquisa devesse ser mais direcionada a questões que afetam boa parte da população...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Estupidez Partial Constante

Tendência # 8. Estupidez Partial Constante

As pessoas agora estão constantemente distraídas e é difícil manter o foco em qualquer coisa por mais de alguns minutos. Esta situação é conhecida como atenção parcial constante (Constant Partial Attention - CPA), um termo cunhado por uma ex-pesquisadora da Microsoft com o nome de Linda Stone. Mas a CPA está começando a gerar alguma outra coisa, que acho que deve ser chamado
Estupidez Partial Constante (Constant Partial Stupidity - CPS).

A idéia aqui é que estamos tão ocupados vigiando o ambiente digital com dispositivos digitais que nossa atenção está se tornando fragmentada. Além disso, a explosão da informação digital significa que nossas memórias estão sob ataque, porque agora há pouco demais para se lembrar. O resultado é uma falta de raciocínio de qualidade e um aumento de erros evitáveis.

Leia mais (em inglês) em http://bit.ly/7X8wdh

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Resultados Bolsas DT CNPq 2009

O resultado das bolsas de "Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora - DT 2009" foram publicados pelo CNPq em http://efomento.cnpq.br/efomento/divulgacao/divulgacaoResultados.do?metodo=listaComites&codigoLinhaFomento=58&seqChamada=29&codigoPeriodoSubmissao=937 Abaixo vai um Wordle feito a partir dos nomes das instituições dos ganhadores. Clique na imagem para vê-la em tamanho maior.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Publicar mais ou melhor? - O Tamanduá...


Prof. Luiz Oswaldo Carneiro Rodrigues
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)


Publicado na:
  • Rev. Bras. Cienc. Esporte, vol. 29, no. 1, pp. 35-48, 2007


Introdução ao tamanduá

Fosse a ciência produzida no Brasil um tamanduá-bandeira, sabemos que o nosso curioso e típico mamífero quadrúpede não sobreviveria se o repartíssemos em segmentos alguns mais, outros menos importantes: os primeiros recebendo mais recursos, sangue, açúcar, oxigênio, sais minerais e vitaminas, enquanto os demais seriam tratados à míngua, abaixo do conhecido limiar de sobrevivência de São Mateus: "àqueles que tudo têm, mais lhes será dado; aqueles que nada têm, o pouco que lhes resta lhes será tomado". Apesar de absurda na metáfora, essa parece ser a realidade da distribuição dos recursos vitais para a produção de conhecimento no Brasil e o campo das ciências do esporte talvez possa ser localizado num daqueles pelos da enorme cauda do tamanduá, oscilando de um lado para outro ao sabor do seu desajeitado caminhar em busca de cupins e formigas orçamentárias, ainda e sempre ameaçado de extinção. Portanto, é desse ponto de vista que vamos emitir alguns grunhidos descontentes que, seguramente, devem ser diferentes das reflexões epistemológicas dos cientistas localizados na ponta da língua do nosso querido mamífero, quando ele a expõe diante do fotógrafo internacional que vem documentar a nossa biodiversidade.

Publish or perish … or push the parish?1

Como se sabe, o elemento fundamental para a produção de conhecimento é o financiamento dos seus custos, e para obter recursos para sua pesquisa, como bolsas e auxílios financeiros, qualquer cientista brasileiro deve apresentar um projeto, o qual deve ser aprovado quanto ao mérito, e seu currículo deve alcançar uma determinada pontuação no sistema de classificação dos órgãos de fomento, como, por exemplo, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Uma vez que a necessidade de financiamento se torna progressivamente maior à medida que mais tecnologia é incorporada às técnicas científicas, obter verbas nos órgãos de fomento tornou-se a expressão máxima da competição entre os pesquisadores.

Balizados formalmente pelo discurso da ética, os candidatos enviam seus projetos de pesquisa detalhados e seu currículo, que são analisados por comitês pertinentes a cada uma das subdivisões das três grandes áreas em que foi dividida a ciência. Ainda que nas subdivisões das áreas os projetos sejam agrupados de acordo com alguma afinidade entre si, na verdade cada pesquisador traz para a avaliação um tema que, em princípio, deve ser original e que, portanto, encontra poucas pessoas capazes de julgar a sua relevância com precisão. Assim, são convidados outros pesquisadores para darem pareceres técnicos sobre os projetos dos colegas, o que se tornou uma atividade obrigatória para aqueles já contemplados com recursos (bolsas e auxílios) e que resulta em geral numa verificação se o método científico proposto está correto e se as técnicas e os orçamentos são adequados, dada a progressiva especificidade temática de cada projeto. Nesse ponto do processo já encontramos problemas: o bioquímico Franklin Rumjanek, por exemplo, critica o critério de seleção para financiamento de projetos das agências de fomento à pesquisa do país porque o perfil do solicitante é levado mais em conta do que a pesquisa em si, o que gera distorções na hora da escolha, pois a decisão se baseia no número de trabalhos publicados e na qualidade dos periódicos científicos que os aceitaram, mas não garante que seja selecionada a parcela mais produtiva de pesquisadores (RUMJANEK, 2006). Assim, caso seja aprovado o mérito do projeto, a distribuição das verbas entre os pedintes será realizada de acordo com a classificação do currículo do pesquisador a partir de uma pontuação detalhada de cada atividade considerada relevante segundo os critérios do órgão de fomento.

Leia mais em http://bit.ly/8AjAEg

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Receita para Tornar-se um Pesquisador "Produtivo"

A "receita" abaixo foi tirada do artigo "Avaliação Bibliométrica de Pesquisadores: não é correta . . . nem mesmo errada " de Frank Laloë e Rémy Mosseri ,
traduzido por Paulo Murilo Castro de Oliveira, Jorge Sá Martins e Suzana Moss da UFF, e Adriano Sousa da UFRN
(ver mensagem em http://www.sbf1.sbfisica.org.br/boletim1/msg190.htm).

Um link direto para a tradução completa do artigo é http://www.sbf1.sbfisica.org.br/boletim1/arquivos/laloe.pdf.

Receita

Se você é um bom pesquisador e deseja melhorar seu índice H, eis alguns conselhos:
1. Trabalhe num grupo de pelo menos 5 ou 6 pessoas, se possível mais, cujas publicações são sistematicamente compartilhadas; isso permitirá pelo menos dobrar seu índice, talvez mais. Ademais, este agrupamento de esforços permite compartilhar os "meios" (materiais e humanos, posdocs por exemplo) e talvez pode mesmo aumentar sua produtividade real, o que não é desprezível. Inútil acrescentar que, quanto mais brilhantes forem seus colegas, mais você se beneficiará; portanto, escolha-os bem!
2. Favoreça os grandes domínios; constata-se uma correlação entre as taxas de citações e o tamanho do domínio científico, devido ao fato dos artigos de pequenos domínios citarem muitos artigos gerais e não o inverso. Evite trabalhos à margem da corrente geral de seu domínio, mesmo se você é genial: passarão 10 anos para que seus trabalhos sejam realmente reconhecidos, e então serão os trabalhos derivados dos seus que serão citados. Enfim, não se deixe deslumbrar pelo interesse científico de suas pesquisas: arriscar a tentativa de um furo científico elucidativo raramente é compensador antes de décadas!
3. Não perca tempo sobretudo a publicar livros ou compêndios, qualquer que seja seu impacto internacional; são peso morto para os indicadores.
4. Não dê muita importância à missão fundamental do pesquisador, a produção de conhecimento, em particular ao redigir seus artigos; é a comunicação que passa na frente.

PS: Obrigado ao professor Mario Benevides por indicar o artigo na lista Logica-l na mensagem http://www.dimap.ufrn.br/pipermail/logica-l/2009-December/004221.html