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quinta-feira, 18 de abril de 2024

Devo voltar a correr provas?

 O Google Photos me lembrou (ver abaixo) que corri uma prova em 2016. Na minha memória, minha última tinha sido em 2015.


A pergunta está na minha cabeça desde que voltei a correr (fiz hoje o treino 2 da semana 7 do Couch 2 5K): devo voltar a correr provas? Para saber onde e quando acontecerão provas, uso o site Corridas pelo Brasil. Vi uma prova de 5K que eu já conseguiria fazer. Fui fazer uma estimativa de gastos e deu 200 reais ou mais (inscrição, ida e volta para buscar kit, ida e volta da prova). Achei muito. Não vai ser desta vez. Como aqui em Curitiba temos provas gratuitas da prefeitura, talvez eu volte. Mas a próxima vai ser em 16/06 e num lugar muito longe pra mim. Talvez eu espere a de 18/08.

Aproveito para dizer que meu podcast de corrida favorito é o Café & Corrida, parte do projeto Corrida no Ar, do Sergio Rocha. Escutem!



segunda-feira, 8 de abril de 2024

Voltando a Correr com Couch 2 5K

Voltei a correr seguindo o programa Couch 2 5K. A lembrança deste programa veio a mim depois de eu pedir ajuda a Sergio Rocha, do Corrida no Ar, para voltar a correr. Ele falou algo sobre este tipo de programa e logo me lembrei do Couch 2 5K (tradução livre: Do Sofá aos 5 quilômetros).


Como sou fã de podcasts, tentei achar algo no Spotify que me ajudasse. E achei! Como é parte de um podcast, fiz uma playlist no Spotify (mas você pode escutar em qualquer agregador de podcasts procurando pelo nome do podcast: Get Up and Run!) apenas com os episódios do Couch 2 5K: Couch 2 5k playlist by Huw Williams. Só vai até a semana 6, mas é muito bom pois ele vai comentando, te ajudando a manter a forma e te estimulando ao longo dos treinos. Como as semanas 7, 8 e 9 são muito parecidas com o final da Semana 6, talvez não precise mesmo de nada para estas semanas. 

Não achei nada equivalente em português. Se você achar, comenta aí embaixo, por favor.

Há também um aplicativo, mas só consegui instalar baixando o APK para Android. No aplicativo você pode escolher entre vozes de várias pessoas para que elas direcionem seu treino. Tudo em inglês, claro, pois é um programa financiado pelo NHS, órgão de saúde do governo do Reino Unido. Por esta razão você não consegue baixar o aplicativo na Google Play Store. 

Meu pensamento hoje é de que não quero voltar a correr como eu corria antes. Não quero ir atrás de recordes pessoais nem fazer maratonas (talvez nem mesmo meias-maratonas ou 10K). Já corri 5 maratonas (Curitiba 2x, São Paulo, New York City e Tobacco Road). Não preciso de mais. Mas penso em correr provas de 5K, sem "ir para a morte".

Quando o programa terminar, meu plano é continuar a correr no máximo 1h por dia e no máximo 3 dias por semana, complementando minhas atividades físicas com musculação, calistenia ou Parkour. O que acham? 

E, apesar do plano dizer "5K", eu sempre prefiro pensar em tempo e não em distância. O plano do NHS só menciona tempo, nunca distância.  Então vou continuar treinando por tempo depois que o plano terminar. Talvez até seguindo uma estratégia como a Run-Walk-Run de Jeff Galloway. Gosto bastante de intercalar corrida com caminhada.

Se quiserem me seguir no Strava, meu perfil lá é https://www.strava.com/athletes/adolfont.

Estou também no Twitter, onde pouco falo sobre corrida, em https://twitter.com/adolfont/.





Atualização em 24/04: Cheguei à oitava semana. 

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Rucking

Rucking parece ser uma boa ideia. Consiste em caminhar com uma mochila contendo algum peso, para aumentar a dificuldade da caminhada. Seria um exercício intermediário entre caminhar e correr.

Não tenho certeza, mas acho que fiquei sabendo da existência de Rucking através deste texto do site Art of Manliness. No texto Brett McKay menciona conversa que teve com Jason McCarthy, que vem divulgando rucking nos EUA, através da organização de eventos e da venda de materiais (mochilas, pesos, etc.).

Tenho praticado quando posso. Nada exagerado. No máximo 12 kg na mochila. Geralmente bem menos. Para quem só lê em português, saiu um texto sobre rucking na Mundo Boa Forma. O foco em perder peso é bobagem. Ignore este foco e leia O Nutricionista Clandestino.

A foto que saiu no texto da Mundo Boa Forma não me parece ser a melhor para descrever rucking. Achei um pouco melhor a foto abaixo, do texto da Men's World:



O problema da foto acima é que não é na cidade. Para o Jason McCarthy, a ideia de rucking é fazer caminhada com mochila com peso na cidade. Quando é na Natureza, o nome é backpacking.

Toda a ideia de inspiração militar e de eventos me parece um pouco bobagem. Pelo menos os eventos que McCarthy organiza não são competitivos.

sábado, 3 de junho de 2017

Atualização: Corrida-Transporte e Calistenia

Tenho corrido bem menos do que corri em 2013. Quando corro, muitas vezes é fazendo Corrida-Transporte. Para quem não sabe, este termo  (que em inglês é Run Commute e em português foi "criado" pelo fotógrafo de corrida Marcos Viana Pinguim) descreve a ideia de usar parte de (ou todo) seu trajeto até algum local (trabalho, escola, supermercado, etc) como seu treino de corrida.

Por exemplo, uma das sedes do meu trabalho fica a 3,7 Km. Algumas vezes vou até lá correndo e de lá vou até a outra sede com a van forncida pela instituição.

Um temo mais geral, também criado pelo Marcos Viana Pinguim, é o Treino-Transporte. O treino-transporte pode ser de caminhada, ciclismo, skate, etc.

É óbvio que a Corrida-Transporte também inclui caminhada pois qualquer treino razoável de corrida pode incluir trechos de caminhada.

Uma das dificuldades da Corrida-Transporte é quando você precisa carregar uma mochila. Mas hoje já me acostumei com isso. Talvez seja ruim para minha postura. Paciência.

Outra dificuldade é o vestuário. Nem sempre dá para fazer Corrida-Transporte com roupa de corrida. Tento fazer com uma roupa de trabalho leve.

Mais uma dificuldade, uma das principais para certas pessoas, é que você sua quando corre.  Uma solução óbvia é tomar banho ao chegar no trabalho mas nem sempre isto é possível. Nem sempre há um chuveiro no seu trabalho (no meu há). Minha solução para isso tem sido fazer trechos curtos e usar a Corrida-Transporte apenas nos dias em que posso trabalhar isolado.

Frio

O frio chegou em Curitiba e isto tem me atrapalhado em outro aspecto: correr de boca fechada. O nariz congestiona, mesmo que pouco, e fica difícil respirar apenas pelo nariz ao correr. Mas eu tento.

Calistenia

Uma outra atividade que dá para fazer nos tempos dedicados a ir/voltar do trabalho é calistenia. Curitiba já tinha algumas poucas estações de ginástica em aço inox e ganhou mais algumas.  Gosto de fazer algo antes ou depois de chegar ao trabalho. Geralmente não passo mais do que 20 minutos lá. Na falta destas estações, os velhos aparelhos de ginástica, as Academias ao Ar Livre e até mesmo árvores servem como base para minha movimentação.

Estação de Ginástica em Inox.
Fonte: http://www.heliowirbiski.com.br/imgs/GIgrxQSL.jpg



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quarta-feira, 29 de março de 2017

Relato do Jeferson

Já falei sobre o Jeferson algumas vezes aqui. Ele me enviou o relato abaixo:

Caro amigo, li, mesmo que atrasado seu excelente post sobre, A Situação do Minimalismo e da Corrida Descalça, e por este motivo resolvi escrever sobre minhas últimas experiências.

Durante o ano de 2016 fiz 80% dos meus treinos descalço, com pouca quilometragem e baixa intensidade, e poucas provas. A maior experiência foi quando em novembro recebi um e-mail da Maratona de Curitiba avisando que era a última semana e, por impulso, me inscrevi mesmo sem ter “treinado”. Decidi levantar no domingo seguinte e correr a maratona. Por algum motivo achei que correr calçado iria diminuir a dificuldade da “peleja”. Lá fui, com uma sapatilha Hattori da Saucony. Já no inicio percebi que havia algo me incomodando, estava inquieto, eis que num breve percurso avistei minha esposa e filho, e “pinchei” fora a sapatilha. Lá fui feliz e satisfeito correr a maratona com os pés no chão e completar com muita alegria.

No início de 2017 resolvi comprar uma huaruache Luna Sandals, para os treinos noturnos. Porém, quando iniciei os treinos com a sandália, simplesmente não gostei, não achei que superava as que eu tinha feito anteriormente, e abandonei e voltei com os pés no chão. Até que um dia comprei um chinelo, no estilo havaiana com tiras atrás com o cômico nome de “Bad Boy”, paguei a bagatela de R$ 30, e hoje todos os treinos noturnos são feito com este equipamento “Hitech”.

Descobri também que meu filho de 7 anos pode me ensinar muito mais do que qualquer, revista, site ou profissional da área, sobre fisiologia do esporte, tenho subido em árvore, ficado de cócoras, pulado, saltado, e até mesmo uma simples brincadeira de marcha soldado, é muito mais coerente do que treinos funcionais.

As corridas deste ano iniciei com a Meia Maratona de São José dos Pinhais, logo após os 25Km de Curitiba, e a 1ª Etapa do Circuito de Curitiba, todas descalças, sem me preocupar com tempo, alimentação, treino, alongamento, roupa ou qualquer outra coisa que me tire a alegria de correr.

1ª Etapa do Circuito de Curitiba 2017

25k de Curitiba 2017

25k de Curitiba 2017
 


Maratona de Curitiba 2016

Meia de São José dos Pinhais 2017

domingo, 22 de janeiro de 2017

Corrida SB-BT-SF

Hoje fiz minha corrida particular.

Só eu nas ruas de Curitiba.

Perdi a chance de me inscrever na Corrida da Ponte então tive que correr em local mais próximo.

Algumas características:


  • Distância: aproximadamente 5 quilômetros. 5,1Km pelo relógio GPS. Passando por três bairros.  Sem grandes subidas ou descidas.
  • Sem aquecimento inicial. Aquecimento nos primeiros minutos.
  • Sem sprint final. 
  • Boca fechada ou, ao menos, inspiração só pelo nariz
  • Boa parte do tempo em calçadas. Saindo só quando necessário ou extremamente seguro.
  • Parando em cruzamentos.
  • Em jejum parcial (apenas café com nata e adoçante)


Tempo: 35:46. Ritmo: 7:01/Km.

Elevação: 67m (Strava).

Elevação no Garmin Connect:

  • Ganho de elevação: 54 m 
  • Perda de elevação: 48 m
  • Elevação mínima: 964 m
  • Elevação máxima: 990 m

Frequência cardíaca: média 138 bpm, máxima 180 bpm.

Cadência média: 163 ppm. Cadência máxima: 183 ppm. Tamanho médio do passo: 0,88 m.

Calçado: Inov-8 Road X-Treme 138. Meias Injinji.


Percurso

Gráfico do Strava


Gráfico do Garmin

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

A Situação do Minimalismo e da Corrida Descalça em 2016

Comecei a me interessar por corrida descalça e minimalismo em 2011.Lembro de ter lido o livro Nascido para Correr, de Christopher McDougall. Entusiasmado pela leitura, na entrega dos kits da Maratona de Curitiba 2011 eu comprei um calçado minimalista: o Vibram Five Finger KSO. Sim, naquela época você conseguia encontrar VFFs em lojas! No caso, na Track & Field do ParkShopping Barigui. A Procorrer de Curitiba também tinha modelos de VFFs.

Hoje vejo que o VFF KSO preto que comprei na época era muito apertado. Rasgou-se na região dos dedos. E fica aqui um alerta importante: VFFs são perigosos. Eles te permitem correr com forma inadequada e sem proteção. Para começar, é mais seguro descalço. Se tem uma coisa que não mudou de 2011 para cá é que as melhores instruções sobre como começar são estas aqui, do Barefoot Ken Bob Saxton traduzidas (acho) pelo Leonardo Liporati. O Verão talvez seja a melhor estação para começar. Ao menos aqui em Curitiba. Mas é preciso cuidado com o asfalto que pode ficar quente demais em certos horários.

Até onde sei, temos dois grupos online onde simpatizantes do minimalismo e da corrida descalça no Brasil se encontram: o Corrida Descalça no Google Plus e o Corrida Natural no Facebook.

O Corra Descalço (164 membros hoje) tem a vantagem de ter o Leonardo Liporati, nosso grande pioneiro. Mas o problema é: quem usa Google Plus? De todo modo, discussões muito boas acontecem por lá.

O Corrida Natural (136 membros) tem a desvantagem de ser no Facebook. Facebook é uma rede que devemos evitar usar, por várias razões. Mas como muitos usam, lá são compartilhadas experiências de vários corredores brasileiros que treinam descalços e/ou usando calçados minimalistas.

E é claro que devem existir pessoas, amantes do minimalismo e da corrida descalça, fora destes grupos e que postam suas atividades no Instagram, no Facebook, no Twitter... Ou não postam em nenhum lugar mas aparecem descalços nos parques, nas ruas, nas provas.

Hoje em dia, comparado com 2011, há um incentivo extra para o minimalismo: pessoas do mundo paleo/primal divulgam o minimalismo. Um bom exemplo é o Mark Sisson, do site Mark's Daily Apple, fã dos Vibram Five Fingers. E nem é para correr apenas, mas sim para fazer exercícios em geral, mesmo caminhadas ou exercícios funcionais estilo Crossfit, MovNat, Parkour.

Nosso grande problema aqui no Brasil (e não é muito diferente em outros países) é a dificuldade para encontrar calçados minimalistas.

O que é um calçado minimalista? Alguns pontos em comum:

  • peso leve
  • bastante espaço para os dedos
  • drop zero
  • solado fino (<10 li="" mm="">
  • sem suporte de arco
  • amortecimento próximo de zero 


É óbvio que a maioria das pessoas não está pronta para este tipo de calçado. Mesmo andando com eles poderão se machucar ao pisar em pedras. Pode ser perigoso para alguns.

Um exemplo de calçado que satisfaz a maioria dos requisitos acima são os VFFs (ou ao menos a maioria dos modelos de VFF, pois existem vários). VFFs foram a vedete do minimalismo em calçados alguns anos atrás. Hoje é muito difícil encontrá-los mesmo em lojas nos EUA. Tanto lá como cá dá para comprar online. Mas aqui tem o problema adicional do frete, do preço em dólar e dos impostos.

No boom do minimalismo algumas marcas entraram e ofereceram bons modelos: New Balance, Saucony, Skechers, Inov-8. Muitas destas marcas saíram do mercado de minimalistas. Outras fingiram entrar, como a Nike com seu falso minimalista Nike Free, que até hoje existe mas é bem pouco útil.

Algumas marcas permanecem firmes: Vivobarefoot, Luna Sandals, Xero Shoes. A Xero acabou de lançar seu primeiro calçado fechado. Antes só produzia sandálias huarache. São empresas pequenas que cobram caro. Mas é melhor que cobrem caro e continuem a existir do que cobrar barato e sumir, deixando-nos sem opção. Outras de que me lembro: Lems, Soft Star. Na loja online Two Rivers Treads, do Mark Cucuzzella, você encontra várias opções.

Bem que o Brasil poderia ter uma empresa dedicada a este tipo de calçado. Mas as únicas iniciativas de produzir calçados minimalistas não são empresariais:


E são sandálias e não calçados fechados, o que limita seu uso.

É possível encontrar calçados menos proejudiciais em meio às coleções comuns? Às vezes, mas é muito raro. Dia desses comprei um sapatênis em que o amortecimento e o drop estavam na palmilha. Troquei a palmilha e fiquei com algo bom e apresentável para usar no dia-a-dia.

E a Ciência? Alguns esperavam que ela iria mostrar que correr descalço diminui lesões e resolve todos os problemas dos corredores. Não é bem assim. Uma linha de pesquisa interessante é a que estuda como deve ser feita a adaptação. Mas ao menos não surgiu nenhum artigo "demonstrando" que corrida descalça faz mal. Portanto, no mínimo é tão prejudicial quanto correr calçado. E por que não tentar corrida descalça, desde que em ambiente seguro?

Alguns reclamam da estética. Mas estética é algo aprendido e que pode ser modificado. E depende de contexto, claro. Não dá (ainda) para ir a uma reunião formal descalço. Mas correr no parque? Qual o problema? Os olhares e comentários dos outros? Por que se importar com os outros?


domingo, 27 de novembro de 2016

Competição e Confusão

  Estou lendo o livro No Contest, de Alfie Kohn (até onde sei nunca traduzido para o portugês - mas outro livro seu, Punidos pelas Recompensas, já foi traduzido). Uma possível tradução do título seria algo como "Sem Concurso: o Caso contra a Competição".
No Contest
Aqui uma tradução do resumo do livro segundo o Goodreads: "Sem concurso é a crítica definitiva da competição. Ao contrário da sabedoria aceita pela maioria, a competição não é básica para a natureza humana; Ela envenena nossos relacionamentos e nos impede de fazer o nosso melhor. Nesta nova edição, Alfie Kohn argumenta que a corrida para ganhar transforma todos nós em perdedores."

Não lembro quando exatemente comecei a me interessar pelo tema, mas lembro que Christopher McDougall fala contra a competição em Natural Born Heroes, o pessoal do Parkour é contra competições, o pessoal do MovNat foca em cooperação.

O livro é bem completo. Qualquer argumento que você lembrar do tipo "Ah, mas competição melhora X" ou "competição é boa para Y", o livro aborda e deixa claro (na minha visão) que não é verdade. Por exemplo, o livro deixa claro que participar de competições não melhora o desempenho de um grupo.

O livro diz também que "competição consigo mesmo" não é competição. Portanto, se você participa de corridas em busca de seu recorde pessoal, sem problema! Mas se participa buscando troféu, de categoria, aí o livro pode ser bem útil para você. Segundo o livro, pesquisas mostraram que gente com pouca autoestima é quem se dá melhor em competições.

Uma coisa que observei também é uma certa associação entre competição e confusão: doping, brigas entre torcidas, etc.


domingo, 11 de setembro de 2016

Voltas e Curvas

Estava pensando numa coisa durante meu treino de hoje.

Em primeiro lugar deixem-me descrever meu treino: foi um treino bem leve de corrida (apenas corrida) na vizinhança. Percorri aproximadamente 6 quilômetros em 52 minutos. E foi assim: saí de casa e fui correndo lentamente até chegar num ponto em que o meu relógio com GPS marcasse aproximadamente 3 Km. Aí voltei.



E é chato voltar pelo mesmo caminho. Até pensei em voltar por um caminho diferente mas aí iria estragar meu plano de fazer pelo menos 6 Km.

Nisso pensei nas pessoas que reclamam das provas que são em duas ou mais voltas.

Por exemplo, vai acontecer em Curitiba uma prova de 5Km em duas voltas dentro do estacionamento de um shopping. Parece chato, não é? E deve ser mesmo. Já fiz prova com até 3 voltas (parkrun Durham, NC). Era chato mas pelo menos a gente via os corredores indo na direção oposta e nos cumprimentávamos.


Mas por que é chato? Minha teoria: o ser humano não evoluiu correndo e voltando ao mesmo lugar. Se ele evoluiu correndo, as corridas eram de um ponto a outro.

As provas em geral tentam enganar nosso cérebro fazendo percursos em loop, em que você larga e chega no mesmo lugar, mas passando por pontos diferentes. Mas algumas provas são ponto-a-ponto, como a Maratona de Nova Iorque: você larga em um lugar e chega em um lugar bem distante da largada.

O que eu fiz hoje é muito chato porque eu fui e voltei pelo mesmo caminho sem ao menos dar um intervalo entre a ida e a volta. O ser humano deve ter evoluído fazendo Corrida-Transporte, isto é, usando a corrida para ir de um ponto A a um ponto B. Não fazendo percursos de ida e volta.

Expandindo mais um pouco lembro que a prova mais popular do atletismo de pista são os 100 metros rasos. Ela e os 200 metros rasos (e excluindo provas com barreiras, que na minha opinião são aberrações) são as únicas provas em que não se dá nem mesmo uma volta na pista do atletismo.

Dar voltas é chato. A prova de 400m dá uma volta apenas, menos mal. 800m são duas voltas. Mas os corredores dos 10000m chegam a dar 25 voltas. Deve ser extremamente chato. É chato para quem assiste.

Mas os 100m tem uma vantagem adicional sobre os 200m: não tem curvas. Para quem assiste a curva é chata pois dificulta ver quem está na frente. Para quem corre também deve ser ruim. Será que é por isso que quando faço meus treinos de tiros de 200m, 400m, 800m eu prefiro treinar na rua ou ir ao Lago da Universidade Positivo do que ir para a Pista? No Lago ainda tem curvas, mas dá para fazer uns 300m (talvez mais) quase em linha reta. Já na Pista não dá, claro.

Outra coisa que pensei durante o treino foi sobre a intensidade. Meu treino, como já disse, foi bem leve. Acho que, com isso, maximizei o uso das estruturas elásticas do meu corpo. E fiz o treino usando as sandálias Xero Shoes, que também ajudam neste aspecto. E fiz com a boca fechada a maior parte do tempo, também no estilo minimalista-aeróbico. Não tenho nenhuma grande evidência (além deste livro) mas acho que a combinação:

  • correr lentamente
  • com calçado minimalista ou descalço
  • com a boca fechada
  • usando a corrida como meio de transporte
é a forma mais paleo/primal de correr.

PS: Tenho que registrar este comentário do Ralph Tacconi que foi feito lá no Facebook, principalmente pela frase final que dá uma ótima ideia: "Nossa, penso exatamente isso. Acho chato ir e voltar. Loops então, chatíssimo. Meus longos são sempre de ponto A a B e volto de condução."

domingo, 4 de setembro de 2016

A Maratona de Curitiba 2016 vai acontecer!

Fiquei sabendo pelo Divino Julian (Julian Runner) que vai ter sim Maratona de Curitiba 2016.
Até então não estava confirmado. Quer dizer, confirmado estava mas não tinha inscrição aberta, nem data para abertura de inscrição, nem organizadora definida.

Para vocês terem uma ideia, maratonas até menores do que a de Curitiba nos EUA tem inscrições abertas 8 meses antes ou até mesmo um dia depois da Maratona do ano anterior.

A empresa organizadora vai ser a Thomé e Santos. Gosto desta organizadora. As provas de que participei organizadas por eles não tiveram grandes problemas. Mas, claro, não participei de todas as provas.

E é uma organizadora local, o que para mim é importante para a continuidade da prova.

Outra coisa de que gostei é que este ano vai ter, além da Maratona e das provas paralelas de 5K e 10K, também o revezamento em duplas.

As inscrições começam em 15/09 e a prova vai ser no domingo 20/11. Entre no evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1687379571583594/

Gente muito boa de fora já avisou nas redes sociais que vem participar, como o André Savazoni, da Revista Contra-Relógio.

Eu não devo fazer nenhuma das provas, nem mesmo as menores (5K ou 10K). Bem, talvez faça. Vamos esperar.

Mas o ponto é que minhas paixões no movimento (que inclui corrida) mudaram um pouco. Agora estou mais interessado, quando corro, em distâncias bem curtas: 40m, 60m, 100m, 200m, 400m, no máximo 800m. Mais do que isso não acho que vale a pena. A não ser que seja uma parkrun.

E, claro, estou mais interessado em variedade de movimentos interessantes. Fui influenciado pelo Christopher McDougall, pelo Sock Doc, por Erwan Le Corre, Ido Portal. E por pessoas mais próximas como o Pedro Bronze e o Andre Cruz. Quero subir em árvores, fazer movimentos quadrúpedes, treinar força, agilidade. Ultrapassar obstáculos.

O Andre Cruz criou um grupo que eu ajudo a administrar:  Primal/Paleo Fitness Brasil.

E eu criei uma página: Primal and Paleo Fitness Brazil.

Passem lá para conhecer e boa prova para os que vão tentar a Maratona! Torçam para que o clima seja bom. A cada ano varia. Tem ano em que fica muito quente e tem ano em que o dia é nublado e bem agradável.

Foto: Valdecir Galor / SMCS


A photo posted by Julian Runner (@julianrunner) on

domingo, 28 de agosto de 2016

Correndo pouco?

Ultimamente tenho corrido muito pouco, comparando com o tanto que eu corria antigamente (2 anos atrás, por exemplo). Naquela época um treino meu era por tempo (1h) e geralmente dava uns 8Km de distância. Agora prefiro correr por apenas 30 minutos, e a distância obtida é algo em torno de 3,5 a 4 Km.

Hoje foi um belo domingo de sol em Curitiba. A temperatura chegou a 27 graus, o que deu mais vontade de sair de casa.

Minha preocupação com esta redução de distância percorrida é que fico menos condicionado para provas, mesmo as de 5Km.

Mas, por outro lado, correr menos libera mais tempo para que eu me dedique a outras atividades como a calistenia, o Parkour, o treino de força, etc.

Por exemplo, algo que eu nunca fazia quando somente corria era me movimentar por barras (como as do post abaixo). Hoje sempre que posso vou para uma praça brincar em barras.







quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Atualização

Faz tempo que não escrevo. Principalmente por não ter muitas novidades.

Continuo seguindo o Método Adolfo Neto (rs) de exercício e alimentação que consiste de:

  • Correr em ritmo lento a maior parte do tempo, como recomendam Phil Maffetome (usando a fórmula 180-idade), Mark Cucuzzella, Steve Gangemi, Mark Sisson.
  • Fazer treinos de tiro de corrida quando dá, mas sempre bem curtos (40 a 100m). E não fazer muitos tiros.
  • Fazer treinos de força e calistenia quando dá, de preferência ao ar livre. Gosto de usar as praças de Curitiba e as Academias ao Ar Livre.
  • Subir em árvores, sempre com bastante cuidado para não me machucar nem machucar a árvore.
  • Fazer movimentos inspirados no Parkour (Slow Parkour).
  • Consumir uma dieta inspirada na dieta paleolítica, low carb mas nem tanto, high fat mas não muito.
  • Trabalhar em pé sempre que possível.
  • Ficar em pé dentro do ônibus sempre que possível.
  • Fazer jejum parcial (consumo café com nata e adoçante) pela manhã quase todos os dias.
  • Exercitar-se de boca fechada quase todo o tempo. Esta dica é do Lee Saxby. E o Mark Cucuzzella gostou e adotou (ver imagem).
  • Fazer corrida-transporte quando possível.
  • Fazer sessões de exercício de aproximadamente 30 minutos, quase todos os dias (5 a 6 vezes por semana).  
  • Praticar exercícios descalço ou com calçados minimalistas.  

Enfim, eu gostaria de acrescentar outras coisas (natação, dança, levantamento de peso olímpico, CrossFit, argolas,  TRX) mas por enquanto é o que tenho conseguido fazer. Chamo de Método Adolfo Neto pois a ideia é que isto é o que eu faço. Não recomendo a ninguém. Veio das minhas leituras, da minha experiência e se aplica a mim.

Treinamento de Mark Cucuzzella para adolescentes. Ele pediu que colocassem fita na boca para forçar a respiração pelo nariz.

Desafio

Completei 44 anos ontem. Uma ideia que tive foi me fazer um desafio a cada aniversário. Não deve ser nada abusivo e deve poder ser feito até completar 100 anos ou mais. 

A ideia atual (e que comecei ontem) é correr mínimo(1000-idade*10,100) metros o mais rápido possível, com a boca fechada. Ou seja, ontem corri 560m. Ano que vem serão 550m. E de cem anos em diante serão sempre 100 metros. Pode ser feito em qualquer lugar. Não precisa ser numa pista. Ontem fiz na rua.

5 Anos

Quase não tenho participado de corridas mas lembrei recentemente que minha primeira corrida foi em 05/09/2011, quase 5 anos atrás. 

quarta-feira, 22 de junho de 2016

5K é a corrida ideal?

Recentemente apareceu um texto (num site do Nate Silver que às vezes faz previsões bem furadas) argumentando que a melhor distância para corridas são os 5 quilômetros. O texto foi escrito por Christie Aschwanden.

Segundo ela, os 5K (e não a maratona) é a corrida ideal pois:

  1. É possível correr bem rápido os 5K.
  2. Os talentos naturais de várias pessoas são mais na direção de potência e de velocidade do que de resistência.
  3. Vários estudos sugerem que a distância que normalmente se percorre em treinos para provas de 5K (16 a 50 Km por semana) são as mais adequadas para quem quer obter saúde e boa forma. Quando se percorre mais distância, os benefícios diminuem e podem até desaparecer.
  4. Treinar para 5K pode fornecer mais recompensa relativa ao esforço dispendido do que treinar para a uma maratona.
  5. Correndo menor quilometragem por semana diminui o risco de lesões.
  6. Treinar seriamente para provas de 5K pode melhorar sua boa forma (fitness). E treinar seriamente significa incluir treinos curtos e intervalados de alta intensidade (HIIT).
  7. Treinar para provas de 5K não atrapalha sua vida familiar como treinar para maratonas.
  8. Provas de 5K são mais baratas.
  9. Se você vai mal numa prova de 5K, pode tentar novamente na semana seguinte. Você pode correr uma prova por semana.


Meu comentário abaixo foi publicado em  https://blogrecorrido.com/2016/06/20/leituras-de-2a-feira-93/comment-page-1/#comment-7741 que comentou o texto. Tem outros comentários bem interessantes lá.

Interessante é que tenho gostado dos 5Km mas por razões bem diferentes das suas ou da Christie Aschwanden (do 538). Já fiz prova de 5Km sem dignidade, isto é, me esforçando demais, respirando a maior parte do tempo pela boca, terminando acabado. Em alguns casos fiquei doente depois da prova.  Hoje minha ideia é fazer provas com dignidade, num ritmo mais lento do que antigamente, mas terminando bem. Como isso provavelmente vai me fazer terminar a prova em 30 a 35 minutos, e sempre me aqueço antes das provas (10-15 minutos) e desaqueço (5-10 minutos), uma prova de 5Km é mais do que suficiente para me testar.  



Eu acrescento que, além dos pontos 1-9 acima, os corredores devem incluir outros tipos de movimentação na sua rotina: MovNat, Parkour, Lutas, etc. Se a pessoa faz isso, trabalha e tem família, fica difícil treinar mais do que 50Km por semana. Sendo assim, 5Km ou até mesmo uma milha são distâncias melhores para o corredor amador.


segunda-feira, 20 de junho de 2016

Frio, Chuva e Exercícios

Tem estado muito frio em Curitiba. Bem, frio para os padrões de Curitiba no outono (pelo menos desde que eu cheguei aqui em 2008) e mais ainda para os padrões do Brasil (Curitiba é provavelmente a capital com clima mais frio no Brasil).

Previsão do tempo em Curitiba a partir de 20/06/2016

O inverno começa hoje. Como o clima afeta minha rotina de exercícios? Complica bastante. Por exemplo, quando está muito frio e estou voltando do trabalho, estou cheio de agasalhos. Fica mais complicado fazer corrida-transporte de volta para casa. Tenho que começar agasalhado e aos poucos ir colocando os agasalhos na mochila, que fica mais pesada. E, quando chego em casa, já estou suado. Ficar suado no frio não é tão agradável, pois o suor esfria.

E como afetameus treinos de Parkour/Movimento Natural? Quando chove, os obstáculos/aparelhos ao ar livre que uso ficam escorregadios e aumenta o risco de quedas e machucados. E não é agradável sair para treinar no frio.

Aparelhos ao Ar Livre

Mas o pior mesmo foi que com o frio fiquei gripado. Tive febre, tosse e bastante secreção. Começou nesta sexta (17/06). Hoje (20/06) já estou melhor mas ainda sem querer arriscar correr nem mesmo os 3,7Km do trabalho até em casa.


segunda-feira, 2 de maio de 2016

Longo comentário em Leituras de Segunda-Feira

Leituras de 2A Feira


Achei estranho o estudo do 1 minuto versus 45 minutos. Mas, antes das críticas, achei a ideia ótima.
Acho estranho que o texto pareça ser uma recomendação para treinar um minuto por dia.
O Nassim Nicholas Taleb, por exemplo, “treina” 10-20 horas por semana!!! Claro que as 20h são caminhada, mas ele diz que é essencial para a saúde, então qualifico como treino. E, claro, adiciona treinos de força aqui e ali.
Mark Sisson tem uma recomendação bem superior a um minuto. E posso citar vários outros, sem muita ciência por trás.
A diferença deste texto da Gretchen Reynolds é que tem ciência por trás.
Ela afirma:
“One minute of arduous exercise was comparable in its physiological effects to 45 minutes of gentler sweating.”
Como eles compararam? Que variáveis compararam? Em ciência a gente sabe que a escolha das variáveis é fundamental. Por exemplo, antigamente se comparava dieta vendo o efeito no colesterol total. Hoje sabemos que isto é bobagem.
No caso do artigo, foram apenas duas variáveis:
– the body’s ability to use insulin properly to regulate blood sugar levels.
– how well the muscles functioned at a cellular level.
Muito pouco. Precisariam medir mais para que os resultados me convencessem.
Outra coisa, foram 10 minutos de alta intensidade, e não um. Não entendo esta tara em excluir os minutos de aquecimento, desaquecimento e descanso.
O estudo durou 12 semanas. Doze semanas pode ser muito em relação a outros estudos mas é bem pouco.
E, claro, os participantes do estudo eram pessoas fora de forma.
Dito isto, eu acho que a recomendação de exercício contínuo é mesmo bobagem, apesar de poder ser prazerosa.


Completando: o treino de alta intensidade durou 10 minutos. 1 minuto foi a parte efetivamente em alta intensidade.
===
O texto acima foi comentário ao post da imagem lá em cima.

Também escrevi um segundo comentário:


quinta-feira, 21 de abril de 2016

A verdade sobre maratonas em forma de humor?

A comediante Liz Miele publicou um curto trecho de seu standup em que fala sobre maratonas. Abaixo minha tradução (pode conter erros) e depois o vídeo:

É isso que eu faço no meu tempo livre:  eu corro bastante, eu corro maratonas e não estou me gabando pois não sou boa. Ainda estou terminando minha última (maratona).
Eu tenho corrido maratonas desde que comecei a fazer comédia standup e sempre que você faz algo estranho ou extremo as pessoas sempre assumem que não pode fazer também, o que nem sempre é o caso.
No caso da comédia standup as pessoas dizem "Oh meu Deus, você é uma comediante, eu nunca conseguiria fazer isso." E eu geralmente concordo pois elas são meio chatas. Provavelmente não poderiam.
Mas em relação a maratonas as pessoas não concordam. A pessoa diz: "você corre maratonas, eu nunca conseguiria fazer isso". Eu digo: "Sim, você poderia.". Você só tem que encontrar aquele equilíbrio perfeito de se odiar. E você consegue. Pois é só "cardio" (aeróbico). É só uma quantidade abusiva de cardio e alguns problemas familiares não resolvidos.
Você pode não concordar comigo, mas não acredite que alguém acorda 5 da madrugada num domingo para correr 42 quilômetros no frio porque gostam de si mesmos. Porque você sabe o que pessoas autoconfiantes fazem. Nada! Eles não se justificam ou pedem desculpas. Eles acordam num domingo pela manhã quando querem e comem queijo. Eu já vi.



Imagem do vídeo de Liz Miele. Fiquei sabendo através do Christopher McDougall.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Corridas elitizadas, corrida descalça e corrida-transporte: Jeferson Strujak na Corrida da SMELJ (Primeira Etapa 2016)

Jeferson Strujak


O Jeferson Strujak me escreveu:

"Caro amigo, 

Mais uma prova com os pés no chão e mente sã.

Há algum tempo decidi não pagar mais para correr e só correr as provas gratuitas ou ¨patrocinadas¨.

Porém estou pensando em criar novos parâmetros para participar das provas; eu sou um sujeito que não utilizo automóvel por princípios ideológicos e lógicos, e cada dia que passa as corridas estão ficando mais ¨etilizadas¨.

É a segunda vez que tenho que atravessar a cidade inteira em um sábado para retirar um kit de uma prova da prefeitura em uma loja totalmente fora de mão para a grande maioria das pessoas.

Seguem fotos para a comunidade.

Att.

Jeferson Strujak"


Tem tudo a ver com meus posts anteriores: Entrega de Kits longe demais e Vale a pena correr uma prova de 5K?

Jeferson Strujak

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Vale a pena correr uma prova de 5K?

Corri uma prova de 5K ontem.

Foi uma das provas com inscrição gratuita da Prefeitura de Curitiba.

Gastei aproximadamente uma hora, indo de carro, para ir buscar o kit no sábado.

Gastei aproximadamente uma hora, indo de carro, para ir fazer a prova no domingo.

Tive que acordar bem cedo no domingo. Cheguei umas 6h. A largada foi às 7h.

Terminei a prova em 26 minutos. Tempo demais para uma atividade intensa (minha frequência cardíaca média foi de 171, com pico de 182).

Vale a pena tanto investimento de tempo para fazer uma prova que se conclui em menos de meia hora?

Para somente correr?

Num percurso não aferido para a distância exata anunciada (disseram que foi aferido mas que tinha mais do que 5K - meu GPS registrou 5,5Km).

Para mim, hoje, não vale mais.

Talvez amanhã volte a valer a pena.
Talvez numa prova mais perto de casa valha a pena.
Talvez uma distância menor, mais curta e intensa, valha a pena.
Talvez numa prova curta (uns 3Km) e com obstáculos valha a pena.





sábado, 16 de abril de 2016

Entrega de Kits longe demais

Amanhã devo correr os 5K da primeira etapa de corridas da SMELJ em Curitiba. São corridas gratuitas organizadas pela Prefeitura Municipal de Curitiba. Em primeiro lugar temos que agradecer que neste ano de crise eles ainda mantenham esta iniciativa.

A entrega dos kits aconteceu numa loja que fica no bairro Hugo Lange.

Fica a 28 minutos (de carro!!!) da minha casa.

Por azar eu moro no lado oeste da cidade e a entrega foi no lado leste.

Mas não seria melhor se a entrega fosse num bairro mais central?

Não seria melhor ainda se o kit pudesse ser pego no dia da prova? Afinal de contas o kit é apenas chip e número de peito...

Do jeito que está (entrega num local pouco central), não seria uma prova somente para os que tem carro?




quarta-feira, 16 de março de 2016

Revezamento Entre Parques (25K individual) 2016

Participei neste domingo da Corrida de Revezamento Entre Parques de Curitiba. Foi minha terceira vez nesta prova e minha prova de número 68.

Parque Tanguá, descida.


Em 2013 eu era parte de uma equipe de revezamento com quatro pessoas mas acabei acompanhando os outros colegas da equipe e fazendo a prova toda (na época 23,8Km) descalço.

Em 2014 eu fiz apenas um trecho (do Parque São Lourenço ao Parque Tanguá), o mais curto.

Parque Tanguá, visto de baixo.


Não participei em 2015.  Foi a primeira vez em que a Prefeitura oficializou o que muitos já faziam: a prova toda foi permitida para indivíduos. E o percurso total aumentou para 25Km. O trecho adicionado foi no Parque Tanguá: em vez de chegar lá em cima (onde fica o prédio que é a marca registrada do parque) e sair, agora os corredores agora tem que descer por uma descida "criminosa", ver uma bela vista lá de baixo, e subir de novo (pelo outro lado, a pior subida de todo o percurso).

Corredores tendo que dividir o espaço com carros, ônibus e bicicletas (que eram permitidas nesta prova como apoio).


Em 2016 inscrevi-me para o individal. Não quis ter o trabalho de formar uma equipe.  Mas eu sabia que não estava treinando para fazer tça distância e desde novembro de 2014 não tenho mais tido vontade de fazer treinos longos. Hoje para mim é muito mais divertido correr lentamente por 10 minutos, ficar 20 minutos numa Academia ao Ar Livre, onde faço calistenia, Parkour, MovNat, e depois voltar para casa correndo lentamente de novo. Correr exclusivamente por longo tempo (mais de 1h) parece monótono, parcial, incompleto demais para o Adolfo de 2016.

Parque Barigui
Mais fotos no álbum do Flickr.


Algumas observações sobre a prova para quem quiser fazê-la em 2017:

  • O percurso não é aferido e a largada nem tem tapete de cronometragem. Se você estiver indo pensando em bater recorde pessoal, esqueça.
  • A classificação é por tempo bruto. Se você estiver indo pensando em melhorar sua posição, na hora da largada vá lá para a frente. Se você for desonesto (espero que não seja), nem precisa largar junto com os outros. Pode "largar" perto do Parque São Lourenço mesmo que não vai fazer diferença no seu tempo já que o primeiro tapete de cronometragem é lá.
  • Aconteceram problemas nos pontos de revezamento. Eram muito estreitos e ficaram lotados.
  • Aconteceram problemas na entrega de kits. Filas enormes se formaram em alguns horários. E não gostei que foi no bairro Hugo Lange. Lá é bom para quem tem carro (bastante espaço para estacionar) mas ruim para quem vai de ônibus, pois não é um local central. Da minha casa até lá, por exemplo, dá mais de uma hora de ônibus.
  • Várias outras falhas na organização foram apontadas no PFC News 37, neste post no Papaléguas, neste outro post no Papaléguas, em mais um post no Papaléguas. Ops, teve mais um post no Papaléguas...
  • Os resultados da prova demoraram um pouco (só ficaram completos segunda à noite, salvo engano) mas estão aqui. Ainda faltam as parciais do revezamento...
  • Este ano aconteceram sérios problemas no controle de tráfego. Os corredores tiveram que passar entre carros, ônibus e caminhões em alguns trechos. Não é comum isto em provas da SMELJ. Eles geralmente fazem muito bem este controle. Talvez tenha sido por conta de uma certa manifestação que aconteceu à tarde e retirou policiais e guardas municipais do controle da prova. Veja este vídeo, que mostra o que aconteceu na Av. Anita Garibaldi (até 0:25) e na rua Flávio Dallegrave

Ponto da confusão do vídeo;