segunda-feira, 8 de junho de 2009

Novo blog: Democracia e Transparência em Ciência e Tecnologia

http://www.democracia-e-transparencia-em-ct.blogspot.com/

Fwd: [Sbc-l] Rajeev Motwani, Professor de Stanford, Pesquisador e Anjo Investidor, Morre de Acidente

Leia mais sobre a morte de Rajeev Motwani em http://www.guardian.co.uk/technology/2009/jun/07/rajeev-motwani-dead-google-swimming-pool

---------- Forwarded message ----------
From: Ruy de Queiroz
Date: 2009/6/7


Rajeev Motwani, ex-orientador de doutorado de Larry Page e Sergey Brin (co-fundadores da Google), Professor de Ciência da Computação de Stanford, morreu em 05/06/2009 num acidente na piscina em sua casa na Califórnia. Motwani era muito conhecido por sua pesquisa em Computação Teórica, a ponto de em 2001 ter sido um dos agraciados com o prestigioso Prêmio Gödel, além do Okawa Foundation Research Award e da Arthur Sloan Research Fellowship. Foi também um ávido investidor anjo, um dos primeiros investidores na Paypal, um consultor especial da Sequoia Captial, e tinha fundado várias startups bem-sucedidas que saíram de Stanford, incluindo Google, e outras ainda em fase de desenvolvimento como TokBox, Tapulous, Flowgram, Anchor Intelligence, Simply Hired, e Kaboodle. Atuava como membro do conselho de diretores de diversas startups, tais como Mimosa Systems, Adchemy, Baynote, Vuclip e Stanford Student Enterprises, além de ser membro ativo da Business Association of Stanford Engineering Students (BASES). Em seu blog, Sergey Brin declara que "desde que a Google emergiu de Stanford, Rajeev permaneceu um amigo e conselheiro da mesma forma que foi com muitas pessoas e startups desde então."

Rajeev Motwani, Google founders' professor and early investor, dies


Goodbye Old Friend. R.I.P. Rajeev Motwani





terça-feira, 2 de junho de 2009

Eleições para o Conselho da SBC

Venho por meio deste post expressar publicamente meu apoio aos seguintes candidatos ao conselho da SBC (ver todos os candidatos em http://www.sbc.org.br/index.php?language=1&subject=465 ), em ordem alfabética:

Geraldo B. Xexeo (UFRJ)

Jacques Wainer (UNICAMP)

Silvio Romero de Lemos Meira (UFPE)


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Adolfo Neto
Departamento Acadêmico de Informática
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Web: http://www.dainf.ct.utfpr.edu.br/~adolfo
Blog: http://professoradolfo.blogspot.com
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Economia do presente vs. economia do roubo - Google

"A 'economia do presente' também apóia a 'economia do roubo' na qual empresas particulares lucram com o conteúdo fornecido de graça. A empresa Google copia conteúdo, geralmente sem permissão e sem pagamento, e faz dinheiro fazendo propaganda ao lado deste conteúdo."

The 'gift economy' also supports a 'theft economy' in which private companies profit from the supply content provided at no charge. Google copies content, mostly without permission and always without payment, and makes money from advertising alongside this content.

Fonte: COPE, Bill; KALANTZIS, Mary. Signs of epistemic disruption: Transformations in the knowledge system of the academic journal. First Monday. V. 14, N. 4, 6/04/2009.Disponível em:<http://www.uic.edu/htbin/cgiwrap/bin/ojs/index.php/fm/article/view/2309/2163>. Acesso em: 2 jun. 2009.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Sobre a existência do regulamento da avaliação CAPES, por Geraldo Xexeo (UFRJ)

Link direto para a mensagem na lista da SBC: https://grupos.ufrgs.br/pipermail/sbc-l/2009-June/006862.html

---------- Forwarded message ----------
From: Geraldo Xexeo
Date: 2009/6/1
Subject: Re: [Sbc-l] Signs of epistemic disruption: Transformations in the knowledge system of the academic journal
Cc: SBC-L <sbc-l@sbc.org.br>


Vejo que muito se discute o teor do regulamento da avaliação CAPES,
porém pouco se discute sobre a própria existência do regulamento.

Deixemos claro que a política atual de avaliação é uma camisa de força
a qual somos obrigados a nos render. Isso porque não apenas o dinheiro
que mantém os cursos de pós-graduação, mas a própria existência desses
cursos dela depende. Propostas já discutidas em nosso ambiente, como a
de nos retirar do processo de avaliação e recusar o dinheiro da CAPES,
procurando um modelo independente, são inviáveis, pois nossos diplomas
nada valeriam.

Claramente, a forma atual de avaliação é um atentado contra a
autonomia universitária e científica. Não é possível criar um
departamento que "pense diferente". Enquadrados todos, qualquer que
seja a regra, pouco espaço sobra para a verdadeira inovação e para o
aparecimento de lideranças reais e núcleos de excelência.

O primeiro questionamento que devemos fazer é contra a própria
existência de uma regra de avaliação. Claro, ela parece ser válida
quando pensamos em centenas de cursos que pretendem apenas fornecer
diplomas de mestrado, em um formato de educação continuada e
padronizada que tanto agrada certos círculos da educação no Brasil.
Garanta-se o mínimo e o mínimo será dado para todos. Há muitos anos
esse parece ser o paradigma da educação brasileira: pouco para muitos.
Mas é assim que se faz Ciência?

A resposta é óbvia: não é assim que se faz Ciência. Não foi assim que
o homem pisou na Lua, não foi assim que descobrimos as menores
partículas da matéria ou encontramos a cura para incontáveis doenças.

O que é necessário é uma política científica baseada em objetivos de
longo, médio e curto prazo, ao redor de problemas reais da nação ou de
problemas que provoquem o crescimento da nação. O que é importante é
direcionar estrategicamente a pesquisa, ao contrário do regulamento
existente, que gera uma visão tática. O que é importante é atrelar a
ciência à indústria e a sociedade, provocando o crescimento.

Como esse plano não existe, ficamos apenas com um regulamento. O pior,
é que esse regulamento possui apenas uma régua.

Nossa Ciência, então, passa a ser medida pela aceitação de nossos
artigos por comitês editoriais de revistas internacionais. Os
problemas nacionais deixam de ser importantes. Áreas inteiras deixam
de ser importantes, pois suas revistas são de pouca influência. Áreas
novas deixam de ser importantes, pois ainda não existem revistas
reconhecidas que delas tratem.

As mensagens que nos passa o regulamento são: trabalhem em áreas
consolidadas, onde pequenos resultados podem ser publicados em
revistas de grande impacto; publique muito, eduque pouco; exercite seu
inglês e abandone as outras línguas e culturas; priorize o global
sobre o nacional.

Parece uma lista do que não se fazer para fazer um país crescer.
E isso ocupa o vácuo de uma política nacional de Ciência e Tecnologia.

O impacto não é de curto prazo. Depois de anos vivendo dentro desse
paradigma, não só nos adaptamos a ele como também já criamos uma
geração de doutores e professores que foi treinada a acreditar que
essa é a coisa certa. Com o tempo, isso só tende a se agravar.

O mais surpreendente, porém, é que não há uma só pessoa na Computação
que, confrontada com argumentos como esses, defenda o método atual.
Minha experiência diz que as Engenharias também não acreditam nisso.
Já ouvi de professores que criaram documentos de área que não
concordam com o que foi aprovado.

Por que então seguimos nesse caminho?

Geraldo Xexéo
--
Geraldo Xexéo, D.Sc.
Coordenador do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação - COPPE/UFRJ
Professor Adjunto - DCC/IM/UFRJ
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Sbc-l mailing list
Sbc-l@sbc.org.br
https://grupos.ufrgs.br/mailman/listinfo/sbc-l