Abaixo uma extensão de um comentário que fiz no blog do Mauricio Neves Geronasso:
http://tecnorunners.blogspot.com.br/2013/07/aplicativos-para-corrida-ii.html
Acho relógio com GPS desnecessário. Muito caro pro serviço que oferece. GPSs não são muito precisos. Leia aqui um excelente texto de Diogo Venancio no blog do Sergio Rocha sobre a (falta de) precisão dos aparelhos de GPS:
http://revistacontrarelogio.com.br/blogs/corredolatra/2012/09/05/por-que-o-gps-que-usamos-nao-e-preciso/
Uma sugestão para verificar esta imprecisão é, após um treino, entrar no site para onde você manda seus arquivos (eu, por exemplo, uso o RunKeeper) e dar um zoom no mapa do treino.
Lá, se você não pediu para o software fazer uma correção do mapa, dá pra ver que o GPS registrou você fazendo vários zigue-zagues que você não fez na vida real.
Eu tenho GPS no meu celular. É ele que uso para registrar meus treinos. Meu relógio tem apenas frequencímetro. Controlo meus treinos ou pela sensação de esforço ou pela frequência cardíaca.
O problema de controlar o treino por ritmo é que num dia você pode sair disposto, por exemplo, a fazer um ritmo de 5:00 min/km, que normalmente é um treino bem aeróbico para você. Mas, por conta de algum stress na sua vida, esse ritmo te leva, naquele dia, a treinar em modo mais anaeróbico. E aí você deixa de treinar o sistema mais importante para corredores de resistência, o aeróbico.
Com o treino por frequencia cardíaca (FC) isso não acontece. Se você estiver estressado no dia, sua FC vai indicar isso e seguindo sua FC você vai ter que desacelerar, mantendo-se num ritmo aeróbico e treinando o sistema que realmente interessa.
Também não gosto de treinar por distância. Eu normalmente
não tenho uma distância disponível. Eu tenho tempo disponível. Por
exemplo, posso ter 45 minutos para treinar antes de ir para o trabalho. Faço a distância que for possível neste tempo, incluindo aí aquecimento e desaquecimento. Deixar de aquecer ou desaquecer para mim não é agradável.
Quando eu treinava por distância acabava privilegiando os percursos mais planos. Só que as provas aqui em Curitiba tem muitas subidas e descidas. Treinando assim eu não ficava bem preparado para as provas daqui.
Portanto, pra minha segunda Maratona só vou treinar por tempo (exceto quando forem treinos em pista e os testes MAF mensais). Por exemplo, não sairei de casa pra fazer um Longão de 32Km. Sairei para fazer um Longão de 3h, por exemplo. Quando eu saía pensando numa distância específica, ainda tinha a dificuldade de planejar de antemão um trajeto com a distância correta. Agora não tenho mais este problema. Vou até a metade do tempo e depois volto. Ou faço várias voltas num percurso curto.
Segunda Maratona
Hoje foi a primeira Maratona de muita gente, no Rio de Janeiro.
A minha primeira foi ano passado, aqui em Curitiba mesmo: http://professoradolfo.blogspot.com.br/2012/11/maratona-de-curitiba-2012.html
No início do ano o plano era que a segunda fosse em Porto Alegre. Faltou dinheiro.
Depois até pensei em fazer a do Rio. Mas a do Rio é mais cara ainda (os custos principais de uma maratona são transporte e hotel, nesta ordem). Não deu também.
Agora meu plano é fazer Segunda Maratona em Floripa (29/09). Pelo menos sei que dá pra ir de ônibus até Floripa. E hotel por lá não é tão caro (e talvez até nem precise).
Agora o negócio é me preparar. Fazer os longões, os treinos em pista, e manter o ritmo de treinamento.
domingo, 7 de julho de 2013
sábado, 6 de julho de 2013
Treinando na Raia 7
De vez em quando, treino numa pista de atletismo.
Esta semana quis fazer tiros de 800m.
Quem conhece pistas de atletismo sabe que a única raia com exatos 400m é a Raia 1 (a mais próxima do centro da pista). Observe no vídeo abaixo como numa prova de 400m todos ficam na raia em que largam mas os corredores das raias de número maior largam mais à frente (para compensar o fato de sua raia ser mais longa):
O problema é que na pista onde treino a Raia 1 é reservada. Não sei pra quem, mas é reservada. Sempre tem barreiras (daquelas que os corredores de provas com barreiras saltam) na Raia 1.
Por esta e outras razões, uso a Raia 7. É possível fazer tiros de exatos 800m na Raia 7? Após perguntar no Facebook (tanto na minha timeline quanto no grupo Twittersrun), fiquei sabendo que não é possível.
Se a pista em que treino tiver as medidas oficiais da IAAF, 2 voltas completas na raia 7 são 884m (aproximadamente 442m cada volta). Mas não tem nenhuma marca de 84m na Raia 7. Por que? Porque em provas de 800m, após a primeira curva todos podem ir para a raia 1! Veja no exemplo abaixo, em que o grande David Rudisha ganhou o ouro em Londres 2012 e bateu o recorde mundial:
Até dá pra fazer 400m, 200m e 100m exatos na raia 7. Tem marcações para estas distâncias na pista. Mas 800m exatos não dá.
Bem, o que concluí disto tudo? A Giovana Kaupe e o Geison Schmidt Soares (de forma independente) disseram que fazer 884m (ou 842m, se eu largar da marca dos 400m) para mim que treino para provas de rua, não faz diferença.
A Greiciely Lopes disse que na Raia 1 você tem mais chance de se lesionar: "Continue correndo na 7 que será muito melhor!". Isto acontece pelo fato de o ângulo nas curvas na Raia 1 ser menor, aumentando a tensão nas articulações.
O André Tarchiani Savazoni sugeriu: "Uma possibilidade também, é se treinar de GPS, programar o treino. Contando com a margem de erro. Ou seja, se vai fazer o treino de 800m na raia sete, programa 820m no GPS e estará próximo da referência de tempo e por aí vai....".
Eu achei que a precisão na distância fosse importante após assistir este prograna do Corrida no Ar "Quer ser mais rápido na rua? Vá para a pista!". Devo ter entendido mal. De todo modo, o programa ficou muito bom. Assista abaixo.
Outro exemplo de largada não lado-a-lado - 200m vencidos por Usain Bolt:
Esta semana quis fazer tiros de 800m.
Quem conhece pistas de atletismo sabe que a única raia com exatos 400m é a Raia 1 (a mais próxima do centro da pista). Observe no vídeo abaixo como numa prova de 400m todos ficam na raia em que largam mas os corredores das raias de número maior largam mais à frente (para compensar o fato de sua raia ser mais longa):
O problema é que na pista onde treino a Raia 1 é reservada. Não sei pra quem, mas é reservada. Sempre tem barreiras (daquelas que os corredores de provas com barreiras saltam) na Raia 1.
Por esta e outras razões, uso a Raia 7. É possível fazer tiros de exatos 800m na Raia 7? Após perguntar no Facebook (tanto na minha timeline quanto no grupo Twittersrun), fiquei sabendo que não é possível.
Se a pista em que treino tiver as medidas oficiais da IAAF, 2 voltas completas na raia 7 são 884m (aproximadamente 442m cada volta). Mas não tem nenhuma marca de 84m na Raia 7. Por que? Porque em provas de 800m, após a primeira curva todos podem ir para a raia 1! Veja no exemplo abaixo, em que o grande David Rudisha ganhou o ouro em Londres 2012 e bateu o recorde mundial:
Até dá pra fazer 400m, 200m e 100m exatos na raia 7. Tem marcações para estas distâncias na pista. Mas 800m exatos não dá.
Bem, o que concluí disto tudo? A Giovana Kaupe e o Geison Schmidt Soares (de forma independente) disseram que fazer 884m (ou 842m, se eu largar da marca dos 400m) para mim que treino para provas de rua, não faz diferença.
A Greiciely Lopes disse que na Raia 1 você tem mais chance de se lesionar: "Continue correndo na 7 que será muito melhor!". Isto acontece pelo fato de o ângulo nas curvas na Raia 1 ser menor, aumentando a tensão nas articulações.
O André Tarchiani Savazoni sugeriu: "Uma possibilidade também, é se treinar de GPS, programar o treino. Contando com a margem de erro. Ou seja, se vai fazer o treino de 800m na raia sete, programa 820m no GPS e estará próximo da referência de tempo e por aí vai....".
Eu achei que a precisão na distância fosse importante após assistir este prograna do Corrida no Ar "Quer ser mais rápido na rua? Vá para a pista!". Devo ter entendido mal. De todo modo, o programa ficou muito bom. Assista abaixo.
Outro exemplo de largada não lado-a-lado - 200m vencidos por Usain Bolt:
domingo, 30 de junho de 2013
Corrida da SMELJ - Segunda Etapa 2013
A Prefeitura de Curitiba organiza o Campeonato SMELJ de Corridas de Rua. Este ano todas as provas serão gratuitas (no ano passado custavam R$10,00 que iriam para instituições de caridade).
A primeira prova foi em 19/05 mas não participei pois estava na Meia Maratona de Balneário Camboriú. Este ano a Segunda Etapa do Campeonato foi no mesmo percurso da Primeira Etapa de 2012, em que pela primeira vez fiz sub-50 nos 10K.
O percurso não é dos mais fáceis, mas também não é extremamente difícil (diferença entre o ponto mais baixo e o mais alto de 39m).
Fiquei satisfeito com meu desempenho. Fiz os 10K em 45:20 (resultados aqui), acima do meu recorde pessoal (calçado e na faixa 40-45, que é 43:33), mas o percurso desta prova é mais difícil. A média de batimentos foi de 176 com pico de 189. Esforcei-me menos do que na prova do recorde pessoal (média de 182), pois correr em ritmo desagradável (necessário para recorde pessoal) não é agradável e não gosto de fazer sempre. Tentei controlar o desconforto para que não fosse muito grande e acho que deu certo.
Leia também:
Ano passado fiz a mesma prova em 48:40, mas foi descalço e na faixa 35-40. Melhorei meu tempo em 3 minutos e 20. Em parte por estar calçado (o asfalto desta prova é ruim) mas principalmente por estar melhor treinado. Fiz a prova usando o Newton MV2. Como não estou treinando descalço, não vou correr descalço. Não estou treinando descalço por conta de uma leve dor num dos dedos do pé esquerdo e também por estar muito frio. A dor está quase desaparecendo. Já o frio...
Agora o objetivo mais próximo é a Fila Night Race em 13/07, em que devo fazer os 5K. Depois, quem sabe em faça a Golden Four São Paulo em 28/07. E como objetivo de mais longo prazo, alguma maratona de 29/09: Florianópolis, Recife ou até mesmo Foz do Iguaçú.
Antes e depois da prova encontrei vários amigos: minha equipe Positivo Run, os Amigos da Corrida de Curitiba (do qual também faço parte). Passei na barraca da G5 e conversei com o Luiz Souza (do blog Corridas do Luizz). Depois conversei com o Daniel Júnior, aluno da UTFPR, na barraca da V8. Abaixo algumas fotos.
Fotos:
A primeira prova foi em 19/05 mas não participei pois estava na Meia Maratona de Balneário Camboriú. Este ano a Segunda Etapa do Campeonato foi no mesmo percurso da Primeira Etapa de 2012, em que pela primeira vez fiz sub-50 nos 10K.
O percurso não é dos mais fáceis, mas também não é extremamente difícil (diferença entre o ponto mais baixo e o mais alto de 39m).
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| Altimetria fornecida pela SMELJ |
Fiquei satisfeito com meu desempenho. Fiz os 10K em 45:20 (resultados aqui), acima do meu recorde pessoal (calçado e na faixa 40-45, que é 43:33), mas o percurso desta prova é mais difícil. A média de batimentos foi de 176 com pico de 189. Esforcei-me menos do que na prova do recorde pessoal (média de 182), pois correr em ritmo desagradável (necessário para recorde pessoal) não é agradável e não gosto de fazer sempre. Tentei controlar o desconforto para que não fosse muito grande e acho que deu certo.
Leia também:
Ano passado fiz a mesma prova em 48:40, mas foi descalço e na faixa 35-40. Melhorei meu tempo em 3 minutos e 20. Em parte por estar calçado (o asfalto desta prova é ruim) mas principalmente por estar melhor treinado. Fiz a prova usando o Newton MV2. Como não estou treinando descalço, não vou correr descalço. Não estou treinando descalço por conta de uma leve dor num dos dedos do pé esquerdo e também por estar muito frio. A dor está quase desaparecendo. Já o frio...
Agora o objetivo mais próximo é a Fila Night Race em 13/07, em que devo fazer os 5K. Depois, quem sabe em faça a Golden Four São Paulo em 28/07. E como objetivo de mais longo prazo, alguma maratona de 29/09: Florianópolis, Recife ou até mesmo Foz do Iguaçú.
Antes e depois da prova encontrei vários amigos: minha equipe Positivo Run, os Amigos da Corrida de Curitiba (do qual também faço parte). Passei na barraca da G5 e conversei com o Luiz Souza (do blog Corridas do Luizz). Depois conversei com o Daniel Júnior, aluno da UTFPR, na barraca da V8. Abaixo algumas fotos.
Fotos:
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| Entrada do Departamento de Informática da UFPR |
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| Bolt, o cão corredor |
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| Edson e Dayse, dos Amigos da Corrida de Curitiba |
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| João de Paula, treinador do Positivo Run e do Grupo de Corrida do Clube Santa Mônica. |
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| Amigos da Corrida de Curitiba e Positivo Run. |
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| Amigos da Corrida de Curitiba e Positivo Run. |
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| Camiseta do Positivo Run. |
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| Camiseta e número de peito. |
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| Número de peito (destaque para UTFPR e REHUNA). |
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| Pista de Atletismo da UFPR |
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| Pista de Atletismo da UFPR |
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| Pista de Atletismo da UFPR |
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| Juscelino Oliveira - Coxa Runner e Corredor Descalço |
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Treino Aeróbico ou Anaeróbico?
Muitas pessoas me perguntam sobre a questão de treinar de forma aeróbica ou anaeróbica. Em primeiro lugar, que fique claro: não sou especialista na área, apenas leio e comento o que leio.
Tem gente que acha que apenas correr já é um exercício aeróbico. Segundo os textos e podcasts abaixo, não é. Você pode treinar corrida de forma aeróbica ou de forma anaeróbica.
Eu treino 95% do tempo ou mais de forma aeróbica. Treinos anaeróbicos eu faço muito raramente, em pista ou mesmona rua. E, claro, quase todas as provas de corrida de que participo são em intensidade forte, portanto são estímulos anaeróbicos.
Entre os especialistas em low-carb e paleo (estilo de alimentação que sigo), e até mesmo entre alguns treinadores de corrida, observo um exagero prescrição de HIIT (Exercícios Intervalados de Alta Intensidade) é simplesmente moda. E acho que tem afirmações incorretas nos textos dos dois links acima (assunto para outro post)
Mas tanto HIIT quanto aeróbicos podem ser bem e mal usados. Aeróbico em quantidade excessiva pode fazer mal sim. HIIT é muito bom em alguns momentos, quando você já tem certo condicionamento físico. Eu particularmente acho que *eu* não devo fazer HIIT como único ou principal exercício.
Sobre este tema, gosto muito dos podcasts do Trail Runner Nation com o Sock Doc e com o Maffetone.
Esclarecem mais do que muitos textos. E dá pra escutar várias vezes.
O melhor pra começar sobre o tema Aeróbico vs. Anaeróbico é este:
Aerobic vs Anaerobic Training
http://trailrunnernation.com/ 2012/04/aerobic-vs-anaerobic/
Tem também este:
Is running bad for your health?
http://trailrunnernation.com/ 2012/12/sock-doc-is-running- bad-for-your-health/
e este:
Strength Training, Rest and Recovery
http://trailrunnernation.com/ 2012/07/sock-doc-part-3- strength-training-rest- recovery/
E, claro, precisamos conhecer os princípios. Aqui tem uma fantástica série de textos do Sock Doc:
The Sock Doc Training Principles: Become a Strong, Fast, Efficient, Injury-Free Athletehttp://sock-doc.com/2012/01/ sock-doc-training-principles/
Do Philip Maffetone recomendo:
Speed up by slowing down
http://trailrunnernation.com/ 2013/01/dr-phil-maffetone- speed-up-by-slowing-down/
Eat to Win with Dr. Phil Maffetone
http://trailrunnernation.com/ 2013/05/dr-phil-maffetone/
E este, entre inúmeros textos, comecepor este:
Think You Know What Being Aerobic Is?http://www.philmaffetone.com/ aerobic.cfm
Maffetone escreveu vários livros sobre o tema. Recomendo este e este.
O Sock Doc está escrevendo o dele.
Sobre Overtraining (excesso de treino) leia:
AN OVERVIEW OF The Overtraining Syndromehttp://www.philmaffetone.com/ theovertrainingsyndrome.cfm
e
Warning Signs & Symptoms of Overtraininghttp://sock-doc.com/2011/02/ warning-signs-symptoms-of- overtraining/
Acho importante ler sobre estes temas porque acredito que todo atleta amador tem que saber personalizar seu treino. A menos que você tenha um treinador muito próximo, te vendo quase todos os dias, você tem que aprender a ouvir seu corpo para poder decidir se naquele dia fará um treino forte, fraco ou moderado. Os textos e podcasts acima ajudam a fazer isso.
E você, o que acha? Treina mais aeróbico ou anaeróbico? Comente abaixo.
Tem gente que acha que apenas correr já é um exercício aeróbico. Segundo os textos e podcasts abaixo, não é. Você pode treinar corrida de forma aeróbica ou de forma anaeróbica.
Eu treino 95% do tempo ou mais de forma aeróbica. Treinos anaeróbicos eu faço muito raramente, em pista ou mesmona rua. E, claro, quase todas as provas de corrida de que participo são em intensidade forte, portanto são estímulos anaeróbicos.
Entre os especialistas em low-carb e paleo (estilo de alimentação que sigo), e até mesmo entre alguns treinadores de corrida, observo um exagero prescrição de HIIT (Exercícios Intervalados de Alta Intensidade) é simplesmente moda. E acho que tem afirmações incorretas nos textos dos dois links acima (assunto para outro post)
Mas tanto HIIT quanto aeróbicos podem ser bem e mal usados. Aeróbico em quantidade excessiva pode fazer mal sim. HIIT é muito bom em alguns momentos, quando você já tem certo condicionamento físico. Eu particularmente acho que *eu* não devo fazer HIIT como único ou principal exercício.
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| Que corpo você prefere ter? O de um maratonista limpo (nunca pego em doping) e que até hoje corre por lazer: Vanderlei Cordeiro de Lima - Medalhista Olímpico |
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| Ou de um velocista dopado? (Ben Johnson) |
Sobre este tema, gosto muito dos podcasts do Trail Runner Nation com o Sock Doc e com o Maffetone.
Esclarecem mais do que muitos textos. E dá pra escutar várias vezes.
O melhor pra começar sobre o tema Aeróbico vs. Anaeróbico é este:
Aerobic vs Anaerobic Training
http://trailrunnernation.com/
Tem também este:
Is running bad for your health?
http://trailrunnernation.com/
e este:
Strength Training, Rest and Recovery
http://trailrunnernation.com/
E, claro, precisamos conhecer os princípios. Aqui tem uma fantástica série de textos do Sock Doc:
The Sock Doc Training Principles: Become a Strong, Fast, Efficient, Injury-Free Athletehttp://sock-doc.com/2012/01/
Do Philip Maffetone recomendo:
Speed up by slowing down
http://trailrunnernation.com/
Eat to Win with Dr. Phil Maffetone
http://trailrunnernation.com/
E este, entre inúmeros textos, comecepor este:
Think You Know What Being Aerobic Is?http://www.philmaffetone.com/
Maffetone escreveu vários livros sobre o tema. Recomendo este e este.
O Sock Doc está escrevendo o dele.
Sobre Overtraining (excesso de treino) leia:
AN OVERVIEW OF The Overtraining Syndromehttp://www.philmaffetone.com/
e
Warning Signs & Symptoms of Overtraininghttp://sock-doc.com/2011/02/
Acho importante ler sobre estes temas porque acredito que todo atleta amador tem que saber personalizar seu treino. A menos que você tenha um treinador muito próximo, te vendo quase todos os dias, você tem que aprender a ouvir seu corpo para poder decidir se naquele dia fará um treino forte, fraco ou moderado. Os textos e podcasts acima ajudam a fazer isso.
E você, o que acha? Treina mais aeróbico ou anaeróbico? Comente abaixo.
domingo, 9 de junho de 2013
Meia Maratona de Curitiba 2013
Participei hoje da Meia Maratona de Curitiba 2013. Foi minha segunda vez nesta prova (e a terceira vez que a prova aconteceu).
O resultado oficial ainda não saiu. Pelo meu relógio, fiz em 1h43m12s. Tempo muito bom considerando que desde 19/05 não tenho treinado direito em função de uma dor num dos dedos do pé esquerdo.
Também em função desta dor corri com o Newton MV2. É um excelente tênis, plano (drop zero) e leve. Mas é um pouco alto demais. Mas deu certo e não senti quase nada no dedo durante a prova.
Fui para a prova com expectativa de fazer entre 1h50 e 2h, considerando que o percurso não é lá muito plano, a lesão e que na minha última meia fiz 1h49. Mas desde o começo me senti bem e forcei um pouco mais do que o planejado, mas achando que não seria o suficiente para bater meu recorde pessoal calçado 40-45 (se bem que este recorde - 1h41 - foi obtido numa prova que não tenho certeza de que era aferida). No final, acabei chegando bem perto.
Os dois primeiros quilômetros foram difíceis porque tive que desviar de muita gente. Depois pude colocar meu ritmo. No final cansei um pouco.
Encontrei tanta gente antes, durante e depois da prova!
Larguei com o Adilson e o Claudio. O Adilson estava se recuperando de problemas de saúde e o Claudio estava estreando. Ambos terminaram bem, em menos de 2h.
Logo no começo da prova vi o Caverna (da G5) de longe, mas não consegui chegar perto. No final alcancei ele e depois da chegada conversamos.
Antes e depois da prova fiquei na tenda conjunta do Positivo Run (o meu grupo, formado por mães e pais do Colégio Positivo) e do Santa Mônica (do clube de mesmo nome). Ambos os grupos são treinados pelo João de Paula.
Alguns membros do Amigos da Corrida de Curitiba apareceram lá, como o Michel e o Tony.
Depois da prova, o Luiz Souza fez uma visita à tenda da Positivo Run.
E ainda encontrei a Tânia (que pegou pódio na categoria) e o Vitor (da V8).
E devo ter esquecido alguém...
E agora, qual será o próximo desafio? Não sei, mas fiquei com vontade de fazer a Golden Four Porto Alegre em 30/06.
Mais informações sobre a corrida, pontos negativos e positivos, leia aqui.
O resultado oficial ainda não saiu. Pelo meu relógio, fiz em 1h43m12s. Tempo muito bom considerando que desde 19/05 não tenho treinado direito em função de uma dor num dos dedos do pé esquerdo.
Também em função desta dor corri com o Newton MV2. É um excelente tênis, plano (drop zero) e leve. Mas é um pouco alto demais. Mas deu certo e não senti quase nada no dedo durante a prova.
Fui para a prova com expectativa de fazer entre 1h50 e 2h, considerando que o percurso não é lá muito plano, a lesão e que na minha última meia fiz 1h49. Mas desde o começo me senti bem e forcei um pouco mais do que o planejado, mas achando que não seria o suficiente para bater meu recorde pessoal calçado 40-45 (se bem que este recorde - 1h41 - foi obtido numa prova que não tenho certeza de que era aferida). No final, acabei chegando bem perto.
Os dois primeiros quilômetros foram difíceis porque tive que desviar de muita gente. Depois pude colocar meu ritmo. No final cansei um pouco.
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| Altimetria da prova |
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| Ritmo Km a Km. Como inicio o RunKeeper antes de passar pelo tapete de largada, o primeiro Km tem ritmo mais lento do que o real. |
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| Resumo da altimetria |
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| Mais um gráfico de altimetria |
Encontrei tanta gente antes, durante e depois da prova!
Larguei com o Adilson e o Claudio. O Adilson estava se recuperando de problemas de saúde e o Claudio estava estreando. Ambos terminaram bem, em menos de 2h.
Logo no começo da prova vi o Caverna (da G5) de longe, mas não consegui chegar perto. No final alcancei ele e depois da chegada conversamos.
Antes e depois da prova fiquei na tenda conjunta do Positivo Run (o meu grupo, formado por mães e pais do Colégio Positivo) e do Santa Mônica (do clube de mesmo nome). Ambos os grupos são treinados pelo João de Paula.
Alguns membros do Amigos da Corrida de Curitiba apareceram lá, como o Michel e o Tony.
Depois da prova, o Luiz Souza fez uma visita à tenda da Positivo Run.
E ainda encontrei a Tânia (que pegou pódio na categoria) e o Vitor (da V8).
E devo ter esquecido alguém...
E agora, qual será o próximo desafio? Não sei, mas fiquei com vontade de fazer a Golden Four Porto Alegre em 30/06.
Mais informações sobre a corrida, pontos negativos e positivos, leia aqui.
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