terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Entrevista com o Professor Tim Noakes - parte 2

Leia a primeira parte aqui.

Social:

Vamos supor que as autoridades e a sociedade aceitem que uma dieta PCRG (Pobre em Carboidratos e Rica em Gordura) é a dieta preferencial. Como tornaremos esta dieta econômica para o Sul-Africano médio quando os alimentos ricos em carboidratos são relativamente baratos?


Alimentos ricos em carboidratos são baratos em parte por serem subsidiados, especialmente nos Estados Unidos onde os plantadores de milho recebeme subsídios no valor de 5 bilhões de dólares. É por isso que bebidas açucaradas (adoçadas) pelo xarope de milho de alta frutose são tão baratas nos Estados Unidos. Depois, as conseqüências médicas de comer esta dieta são subsidiades pelo governo de modo que a indústria terceiriza os custos médicos de longo prazo para gerar seus lucros. Se a indústria do açúcar tivesse que pagar adiantado os custos das doenças para as quais seu produto contribui, é possível que a indústria não fosse vável.

Rins são a fonte mais barata de proteína na África do Sul. Ovos e sardinhas também são fontes baratas de proteína. Nos nossos abatedouros, órgãos (miúdos) nutritivos não são coletados - por exemplo, cérebro. Nem o tutano (medula óssea) é coletado. Se as carcaças dos animais abatidos fossem tratadas adquadamente como elas eram tratadas pelas populações caçadoras-coletoras, haveria muito menos desperdício de proteína e gordura animal de alta qualidade. 

Portanto se houvesse incentivo, seria possível fornecer gordura e proteína de alta qualidade a um preço mais baratao para as comunidades mais pobres.

Finalmente, se você consome uma dieta rica em gordura você come apenas 66% das calorias que você consome numa dieta rica em carboidratos.  É por isso que esta dieta causa perda de peso tão efetiva – ela torna tão fácil comer menos.  Portanto há uma grande economia em calorias que você não está ingerindo e portanto não precisa comprar.

 
A indústria alimentícia como a conhecemos tem um futuro num mundo de comida de verdade PCRG?


Tem que ter. Produzindo comida de verdade e não substâncias que parecem comida.


A ser continuado...

Dieta Low-Carb e minhas dores de cabeça - 2

Este post é uma atualização do que escrevi em Dieta Low-Carb e minhas dores de cabeça.

Leia também:

Aquele post foi escrito em 05/12/2012. De lá para cá aconteceu o seguinte:

  • 08/12/2012 - leve dor de cabeça que ficou forte.
  • 02/01/2013 - dor de cabeça forte, mas não usei neosaldina. 
  • 12/01/2013 - dor de cabeça forte, mas não usei neosaldina
  • 19/01/2013 - dor de cabeça forte, mas não usei neosaldina. 
  • 20/01/2013 - dor de cabeça forte. Usei neosaldina na madrugada de 20 para 21. Detalhe: nos dias anteriores, 2 treinos relativamente fortes. 

Portanto, nos últimos 53 dias, tive 4 dores de cabeça fortes e tomei 1 comprimido de neosaldina. Ainda pior do que eu gostaria, mas melhor do que acontecia antes. E há de se levar em consideração que dei uma relaxada na alimentação nos últimos dias de dezembro e primeiros de janeiro, por conta das férias e de algumas festividades em dezembro/janeiro.

Para ter uma ideia, nos dias anteriores a 05/12 a situação foi a seguinte:

  • 04/08/2012 - 3 neosaldinas
  • 16/08/2012 - 2 neosaldinas.
  • 23/08/2012 - 2 neosaldinas. 
  • 25/08/2012 - 2 neosaldinas.
  • 02/09/2012 - 1 neosaldina.
  • 03/09/2012 - 1 neosaldina.
  • 04/10/2012 - 1 neosaldina.
  • 06/10/2012 - 1 neosaldina.
  • 14/11/2012 - resfriado e garganta ruim. 
Portanto, de 04/08 a 05/12 (4 meses - aprox. 120 dias), foram 8 dores de cabeça com o consumo de 13 neosaldinas.

Só em agosto, em 30 dias, foram 4 dores de cabeça fortes e 9 neosaldinas. A partir de setembro já comecei a me interessar por low-carb e fui gradativamente mudando a alimentação.

Ainda não consideros as evidências do meu experimento n=1 definitivas. Preciso continuar experimentando. Mas estou suficientemente convencido a continuar tentando.Os efeitos positivos da dieta lowcarb em mim não se restringem a dores de cabeça: menos muco, mais disposição, menos fome a toda hora, entre outros.

E sei que não é só lowcarb que conta. Lowcarb ou não, uma dieta precisa ser rica em nutrientes. Por mais engraçada que seja a figura abaixo, parece ser importante comer bacon E verduras (folhas verdes são ricas em nutrientes e em fibras).  

Imagem divulgada no Facebook pela página O Humor em Pânico

sábado, 26 de janeiro de 2013

Entrevista com o Professor Tim Noakes - parte 1

O professor Tim Noakes é um dos mais importantes Cientistas de Esporte do mundo. E é médico. Já falei sobre ele em pelo menos três outros posts: Beba água quando tiver sede, Entrevista com José Carlos Souto e Outra fraude: o conselho "Beba água mesmo antes de ter sede". 

Os meus amigos do site The Health Fanatic (também no Facebook), da África do Sul, entrevistaram o professor Tim Noakes (que mora na África do Sul). O link para a entrevista original é este:

Q&A with Tim Noakes on LCHF, Endurance Sport and Surfing!

http://www.thehealthfanatic.co.za/Topics/Lifestyle/Tim-Noakes-on-LCHF,-Endurance-Sport-and-Surfing!.aspx 

ou seja, Perguntas e Respostas com Tim Noakes sobre LHCF, Esporte de Resistência e Surf!

onde LCHF = Low Carb, High Fat = Dieta pobre em carboidrato, rica em gordura.

Abaixo a primeira parte da minha tradução da entrevista, que está dividida em seções.

Professor Tim Noakes


Nutrição:

Todos os açúcares devem ser considerados ruins? Sabemos que o
xarope de milho de alta frutose (high fructose corn syrup) é um veneno, mas isto significa que outros açúcares como lactose (leite), frutose (frutas) e sacarose (cana de açúcar) são bons em moderação ou eles são doses menores de veneno?

Nenhum deles tem nenhum valor em particular; nenhum é um item alimentar essencial. Portanto todos podem ser evitados.

Escutei você dizer que indivíduos resistentes a carboidratos (RC) devem adotar uma dieta Pobre em Carboidratos, Rica em Gordura (PCRG) mas isto significa que uma pessoa que não é RC deva evitar comer PCRG? A dieta PCRG é para todo mundo?

Eu disse isso em parte para me proteger de críticas ainda mais severas. A evidência para o benefício desta dieta é mais óbvia para aqueles com RC inquestionável - isto é, aqueles com diabetes ou pré-diabetes. Porém eu suspeito que a maioria das pessoas irá se beneficiar uma vez que a maioria tem algum grau de RC.
Além disso, o benefício chave da PCRG é que ela remove a maioria das escolhas alimentares viciantes. Eu acredito que as escolhas alimentares viciantes são o verdadeiro problema na nutrição moderna e, se nós pudermos remover estas escolhas de nossas dietas, seremos muito mais saudáveis. A dieta PCRG é muito pobre em escolhas alimentares viciantes.

As pessoas tendem a ter medo de comer gordura e frequentemente cometem o erro de comer pouco carboidrato e pouca gordura quando começam uma dieta PCRG. Porque é tão importante comer gordura e o que exatamente "Rico em Gordura" significa?

Dr Walter Willett, um dos cientistas de nutrição mais importantes no mundo, respondeu a esta pergunta algum tempo atrás dizendo que nós não precisamos colocar nenhum limite na quantidade de gordura que consumimos em nossa dieta. Meu objetivo é comer entre 60 e 70% de gordura, uma vez que isto, no meu caso particular, é melhor para a regulação da glicose no sangue. No meu caso, meu fígado produz glicose demais quando eu como mais proteína. Eu também fico mais pesado quando como mais proteína e mais leve quando eu como mais gordura. Portanto, é por isso que eu adoto uma dieta mais rica em gordura. 

A maioria das pessoas não consegue imaginar 70% de gordura num prato e aceitar que isto seja bom para a saúde. Com que se parece uma refeição PCRG típica?
             

A gordura é tão densa em energia que você não precisa consumir muita gordura para ter uma dieta rica em gordura. Uma refeição rica em gordura pode incluir laticínios, iogurte, ovos, bacon, manteiga, abacate, azeite de oliva ou óleo de côco, nozes macadâmia. Não tudo isso junto pois estes são todos alimentos bastante ricos em gordura.


Continua aqui.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Minhas corridas em 2013 - Planejamento

Recentemente no Facebook o ultramaratonista (e Doutor pela Unicamp) Marcelo Moraes escreveu: "racionalização do treinamento é central".

A ideia é que é mais importante treinar do que fazer provas todo fim de semana.

Este ano pretendo correr menos provas. Ou, ao menos, correr poucas provas "pra valer".

E evitar corridas mal organizadas, como as do Circuito das Estações Adidas.


Já estou inscrito em 3 provas, mas nestas três vou pegar bem leve:

O objetivo principal do primeiro semestre é esta aqui:
Maratona de Porto Alegre (logo da edição 2011)

Falta só a organização confirmar a data e eu confirmar a verba :)


Gostaria muito de ir nesta aqui, mas acho que não vai dar:
26/05/2013 - Meia das Cataratas

Gostaria também de ir numa Golden Four, em alguma Meia Maratona em São Paulo ou no Rio de Janeiro, na Tribuna 10K Santos, entre outras. Mas acho que não vou por falta de verba.

Entre as de 10K, quero muito ir nesta:



Outras estão na mira:

19/05/2013 - Corrida Ecológica de Campo Magro
09/06/2013 - Meia Maratona de Curitiba (caso Porto Alegre não dê certo)

E, no segundo semestre, esta será especial:
04/08/2013 - Positivo Running

domingo, 20 de janeiro de 2013

Retrospectiva 2012 - Final

Esta é a última parte. A parte 3 está aqui.

Antes da Maratona de Curitiba, em 13/10/2012, como treino, fiz 32K na Maratona de Revezamento de Curitiba. Foi a primeira vez que corri sem parar esta distância. Um bom teste para a Maratona.

Em 18/11/2012 aconteceu o ponto alto (em distância) do segundo semestre: a Maratona de Curitiba. Para completar a Maratona, um aspecto importante foi ter adotado o Método Maffetone. Escrevi vários posts (1, 2, 3) sobre a Maratona.

Em 02/12/2012, participei da excelente corrida 6K pela Saúde da Criança, mas nesta prova eu não corri o tempo todo. Foi a prova em que conheci os Amigos da Corrida de Curitiba.

Em 09/12/2012, fiz aquela que considerei a melhor corrida de 2012: a quarta etapa do circuito de corridas da SMELJ.

Para terminar o ano, em 16/12/2012, ainda deu para bater meu recorde nos 5K, apesar de ter sido numa corrida não aferida. Se tivesse pódio para faixa etária, eu teria sido o primeiro.

Corrida Solidária - Recorde Pessoal nos 5K


Pontos positivos de 2012:

Pontos negativos de 2012:
  • Excesso de corridas no início do ano
  • Duas lesões por conta de abusar da quilometragem ou velocidade ao usar calçados minimalistas